Agenda Anti-militarista (2025)
Com o anexo sobre a América Latina e as Caraíbas de 2026
AGRADECIMENTOS
Expressamos nossa gratidão pelas consultas realizadas com as organizações que lutam diariamente por uma paz justa, as quais, em conjunto, tornaram possível a concretização desta agenda:
Korea Peace Now, All-Asia Campaign Against Air Bombing, Boriquas With Palestine, United Youth for Independence (JUPI), Mothers Against War, Veterans for Peace, About Face, Hoopae Pono Peace Project, Jewish Voices for Peace in Hawaii, Center for Action for Rural Development (CADR), ILPS Asia Pacific, ILPS Latin America, Nodutdol, Asia Pacific Research Network, Diaspora Collective (DPC), Haiti Action Committee e Guahan Protection.
As fotografias foram enviadas por diferentes movimentos e lutas.
ÍNDICE
Introdução
O que é a Agenda Antimilitarista
Táticas coordenadas globalmente para construir o movimento
Resumo das demandas e chamadas para mobilização popular
INTRODUÇÃO
O militarismo estadunidense é o uso sistemático da violência militar para promover os interesses do Estado e da sua classe dominante, suprimindo simultaneamente a resistência popular. É o resultado da manipulação política e ideológica que apresenta a guerra como inevitável. O militarismo é um produto do sistema político e económico imperialista global moderno e está intrinsecamente ligado a ele.
Na atual conjuntura geopolítica global, três "frentes de guerra lideradas pelos EUA" emergiram com o objetivo de preservar sua hegemonia no mundo: a aliança entre os Estados Unidos e o Ocidente, incluindo a OTAN, no Leste Europeu contra a Rússia; a aliança entre os Estados Unidos, Israel, os Estados do Golfo e a Turquia contra o Irã; e uma robusta rede de alianças no Pacífico, incluindo Austrália, Reino Unido e Estados Unidos (AUKUS), Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos (JAKUS), Japão, Filipinas e Estados Unidos (JAPHUS) e Japão, Austrália, Índia e Estados Unidos (Quad) contra a China e a Coreia do Norte. Ao mesmo tempo, a guerra e a agressão lideradas pelos EUA também se espalham pela África, América Latina e Caribe.
Como sempre acontece em guerras, são as pessoas, especialmente os trabalhadores do mundo todo, que são mais afetadas, e não os executivos do governo, generais do exército, banqueiros, empresários ou fornecedores de armas que lucram com isso. Guerras de agressão deslocam de forma forçada povos indígenas, destroem terras aráveis para agricultores e produção de alimentos, contribuem para a crise climática, servem para manter as nações pobres oprimidas sob o domínio econômico dos EUA e perseguem revolucionários por meio da repressão estatal exercida por suas classes dominantes reacionárias locais e seus mestres imperialistas.
O militarismo estadunidense também gera e prospera em perspectivas e hierarquias sociais opressivas. O patriarcado apresenta a masculinidade como alinhada ao militarismo, à dominação e à força, e a feminilidade como pacificada, fraca e necessitada de proteção, resultando em opressão de gênero que pode ser instrumentalizada para promover o militarismo e empregar os corpos das mulheres como meio de controle social e militar, recorrendo ao estupro como arma de guerra. Tanto o patriarcado quanto o militarismo estadunidense veem as mulheres como danos colaterais e facilmente exploráveis, em vez de como parte fundamental da sociedade e de seu funcionamento.
A supremacia branca e a opressão racial criam um sistema de poder e preconceito que justifica a guerra, a ocupação e a militarização como ferramentas de opressão nacional. Essas e outras ideologias impopulares levam à violência generalizada no cotidiano das pessoas, desempoderando quase todos, exceto uma pequena minoria, criando assim terreno fértil para o militarismo operar em benefício dos imperialistas e dos aproveitadores da guerra.
Aqueles que promovem a guerra simplificam deliberadamente os discursos sobre o conflito atual, reduzindo-os à dicotomia "bem versus mal", "democracia versus autoritarismo" e "pacificadores versus terroristas", a fim de ocultar seus verdadeiros interesses e desmobilizar e isolar intencionalmente os movimentos que buscam uma paz genuína. As raízes históricas desses conflitos e os interesses opostos dos países imperialistas, que utilizam o militarismo e a guerra para garantir o controle sobre territórios, recursos naturais e mercados em um mundo multipolar, são omitidos do discurso. A mídia e os porta-vozes imperialistas ocultam e minimizam a resistência popular, considerando-a insignificante, ou a demonizam, rotulando-a de terrorismo.
O fascismo de Estado é concebido, armado e dirigido por potências belicistas como uma forma de intervenção estrangeira. Governos imperialistas usam seus estados fantoches para travar guerras em seu nome, como tem sido o caso da guerra liderada pelos EUA entre o governo ucraniano e o povo da região de Donbas desde 2014, muito antes do início da guerra contra a Rússia, e em muitas outras partes do mundo. O brutal genocídio estadunidense-sionista na Palestina expôs a violência implacável da entidade sionista apoiada pelo imperialismo estadunidense, que é ferozmente combatida pela resistência militante do povo palestino. Portanto, as guerras de agressão e o fascismo estão intimamente ligados e devem ser combatidos simultaneamente.
Diante do surgimento de mais guerras e da intensificação da repressão contra as populações, torna-se ainda mais importante fortalecer os movimentos contra as guerras de agressão e gerar solidariedade com os movimentos populares que reivindicam seus direitos democráticos coletivos, a autodeterminação e a libertação social e nacional.
O QUE É A AGENDA ANTIMILITARISTA?
A campanha Agenda Antimilitarista reúne forças anti-militaristas e anti-imperialistas de todo o mundo para identificar as prioridades dos cidadãos diante das guerras imperialistas e outras guerras de agressão. O Movimento de Resistência à Guerra liderado pelos EUA consultou movimentos em todo o mundo: Filipinas, Coreia, Japão, Chipre, Austrália, Porto Rico, Togo, Quênia, Sudão do Sul, Guam, Ilhas Marianas, Ilhas Marshall, Havaí e Palestina.
A Agenda foi concebida como uma compilação de "Chamadas à Ação", representando lutas cruciais travadas em todo o mundo por diversos indivíduos e organizações. Os objetivos apresentados nesses chamados devem ser abordados por meio de ações coordenadas em nível global. Eles representam fragilidades na guerra liderada pelos EUA, não meras manifestações do poderio da máquina de guerra, mas lutas populares que podem gerar ganhos na batalha contra o imperialismo e militarismo estadunidense. Ao apresentá-los dessa forma, tanto seu impacto sobre a população quanto as formas como as pessoas já estão resistindo tornam-se evidentes. Mais do que simplesmente descrever como a guerra e o militarismo liderados pelos EUA impactam a população, a Agenda Antimilitarista é uma ferramenta para a ação global coordenada na luta conjunta contra a guerra liderada pelos EUA.
A Agenda Antimilitarista incluirá educação política, defesa de direitos, mobilização e movimentos de massa contra a guerra, bem como o estabelecimento de redes para expor os interesses da máquina de guerra dos EUA e seus aliados e representantes em todo o mundo, combatendo os principais perpetradores das atuais guerras de agressão e promovendo nossa agenda antimilitarista unificada contra a guerra, visando a construção de uma paz justa.
O Movimento Resistência a Guerra Liderada Pelos EUA liderou a primeira edição da Agenda Antimilitarista desde o início de 2023 até o presente (Março de 2025). Após dois anos de campanhas e articulação em conjunto, a Agenda levou a confrontos em massa contra alvos como os exercícios militares Rim of the Pacific, a OTAN, feiras e exposições de armas, corporações transnacionais de armamentos e bases americanas no exterior. As campanhas e lutas, em cada contexto, dão vida aos movimentos, enquanto a Agenda fornece uma plataforma para coordenação e solidariedade entre as nossas lutas. No início de 2025, o Movimento de Resistência relançou a campanha, coincidindo com a reeleição de Trump para a presidência dos EUA e com a rápida mudança do cenário global, à medida que a máquina de guerra liderada pelos EUA desencadeava níveis extremos de barbárie contra seus rivais e os povos do mundo.
Os componentes da Agenda Antimilitarista também foram atualizados para incluir novas maneiras para que os membros do movimento iniciem seus próprios planos para implementar os apelos à ação da agenda e se coordenem com outros para torná-la um verdadeiro esforço de construção de movimento. A campanha inclui: 1) a Agenda, 2) o Calendário de Dias de Ação e Solidariedade, 3) Kits de Ferramentas da Campanha e 4) Campanhas em Andamento dentro dos Apelos à Ação da Agenda.
TÁTICAS COORDENADAS GLOBALMENTE PARA A CONSTRUÇÃO DE MOVIMENTOS
UNIR-SE PARA LUTAR CONTRA A GUERRA LIDERADA PELOS EUA.
Construir um movimento de massas multinacional, multissetorial e multitemático em resistência a todas as manifestações de guerra e militarismo lideradas pelos Estados Unidos.
PARAR A MÁQUINA DE GUERRA
Tomar medidas para expor, atacar e deter todas as forças da máquina de guerra liderada pelos EUA em todos os pontos possíveis, por meio de ações coordenadas internacionalmente.
Em todo o mundo, as pessoas sempre lutaram contra a guerra e o militarismo. De cidades e vilas reduzidas a escombros, passando por sanções e bloqueios alimentares que privam as pessoas de seus meios de subsistência, até ideologias militaristas que alimentam ataques violentos contra jovens e mulheres, a subjugação etnonacionalista e fascista de povos e nações oprimidos, sociedades imperialistas com orçamentos militares exorbitantes e as ameaças gêmeas da destruição nuclear e do colapso climático, as pessoas lutam para proteger suas terras, seus meios de subsistência, sua dignidade e sua soberania.
Como pessoas do campo, sindicalistas, religiosos, jovens, mulheres, pessoas LGBTQ+, ambientalistas, professores, artistas e povos indígenas, podemos unir nossas lutas por meio de movimentos contra a guerra e o militarismo.
Da mineração, produção, testes, transporte e exercícios até o emprego final de bombas, ataques com drones, mísseis, artilharia e outras armas, a máquina de guerra — todo o ciclo da produção militar — contamina comunidades, impacta gravemente a saúde e destrói terras e meios de subsistência por gerações. As comunidades detêm o poder e sempre resistiram à militarização de suas terras, águas e comunidades. À medida que a máquina de guerra se expande, podemos atacar essa indústria em vários pontos, não importa onde estejamos no mundo, e coletivamente paralisá-la!
O IMPERIALISMO ESTADUNIDENSE FORA DE TODOS OS LUGARES
Unindo movimentos anti-militaristas ao redor do mundo às demandas dos movimentos de libertação nacional que lutam pela autodeterminação, paz e justiça.
A guerra liderada pelos EUA afeta principalmente aqueles que vivem em países colonizados e neocolonizados, à mercê da presença militar estrangeira e de governantes locais fantoches. Para os povos oprimidos, a paz não é abstrata; está intrinsecamente ligada à autodeterminação econômica e à soberania política. Aqueles que lutam pela paz devem erguer suas vozes em defesa da soberania de todos os povos diante da dominação imperialista. Devemos denunciar os governos imperialistas e travar uma luta unida a partir do interior das sociedades imperialistas, em solidariedade com os povos mais afetados pela guerra e pelo militarismo.
LUTAR POR UMA PAZ JUSTA
Um povo unido pode derrubar o sistema de imperialismo que está na raiz da guerra, da ocupação e do militarismo, e lutar por alternativas viáveis que gerem paz.
Construir uma paz justa através da justiça, da equidade social e da solidariedade entre os povos, incluindo o reconhecimento do direito à autodeterminação, à soberania econômica e alimentar e à autodefesa das nações e povos oprimidos contra a agressão e a violência reacionárias. Construir a paz através do desenvolvimento sustentável genuíno, da criação de empregos e da saúde e bem-estar de nossas comunidades.
Ao conectar as lutas populares contra a guerra e o militarismo liderados pelos EUA e ao expor as muitas frentes de ataque que enfrentamos, a Agenda Antimilitarista se torna uma plataforma compartilhada que demonstra que, por meio de nossa união e da luta do povo, podemos ajudar a construir o movimento por um mundo pacífico, um mundo sem guerra ou militarismo.
APELO À AÇÃO
1. ACABAR COM TODAS AS GUERRAS DE AGRESSÃO E GUERRAS IMPERIALISTAS
PONHA UM FIM AO GENOCÍDIO SIONISTA E À OFENSIVA CONTRA O ORIENTE MÉDIO!
A entidade sionista, com suas tendências fascistas, foi exposta como o projeto expansionista mais implacável do mundo, totalmente armado e protegido pelos Estados Unidos. Essa força genocida se formou a partir da tomada dos territórios palestinos no início do século XX e seu estabelecimento como o "Estado de Israel" em 1948. Em resposta à heroica operação de libertação nacional da resistência palestina, Al-Aqsa, a entidade sionista lançou sua "campanha final" de extermínio, assassinando centenas de milhares de pessoas em questão de meses, enquanto deslocava e matava de fome sistematicamente toda a população de Gaza e sitiava a Cisjordânia com colonos armados. Os sionistas usaram sua guerra de extermínio para justificar bombardeios, assassinatos e a ocupação do Líbano, da Síria e do Iêmen, com o objetivo de uma guerra final contra o Irã em sua busca expansionista para estabelecer o "Grande Israel". Esta é uma guerra de agressão sionista-estadunidense contra todo o Oriente Médio que ameaça devastar catastroficamente toda a região se não for interrompida.
Em resposta, as forças de libertação do Eixo da Resistência travam uma luta implacável em defesa da vida e da autodeterminação de seus povos, atuando como um movimento unido contra a guerra liderada pelos EUA na região.
VAMOS ACABAR COM A GUERRA POR PROCURAÇÃO NA UCRÂNIA!
Esta é uma guerra por procuração travada pelos Estados Unidos e pela OTAN para enfraquecer a Rússia com a ajuda de soldados ucranianos, um país que atua como governo fantoche e força militar da aliança. Apesar dos números divergentes citados por várias partes, a guerra já ceifou centenas de milhares de vidas e criou milhões de deslocados e refugiados, enquanto a inflação disparou devido às cadeias de suprimentos globais privatizadas e ineficientes que o conflito expôs. Embora o governo Trump tenha declarado sua intenção de reduzir o apoio direto dos EUA para se concentrar em outras frentes de agressão, os membros da OTAN continuam enviando armas para o campo de batalha e ambos mantêm o objetivo de enfraquecer estrategicamente a Rússia, enquanto ucranianos e russos continuam morrendo sem que haja uma paz clara à vista. Com muitos se recusando a serem enviados para a linha de frente e protestos massivos em todo o mundo exigindo o fim do conflito sangrento, o apelo para o fim da guerra se torna mais forte a cada dia.
PAREM OS PREPARATIVOS DOS ESTADOS UNIDOS PARA UMA GUERRA COM A CHINA!
Os Estados Unidos têm aproveitado todas as oportunidades para retratar a ascensão econômica, diplomática e militar da China como "agressiva", fomentando uma nova mentalidade de Guerra Fria e preparando o apoio público para uma futura guerra. O armamento de Taiwan pelos EUA para proteger o maior produtor mundial de semicondutores é o fator mais decisivo na escalada das tensões entre as duas superpotências, enquanto o envio de tropas americanas para o Japão, Coreia do Sul e Filipinas agrava ainda mais a situação. As manobras militares agressivas dos EUA no Mar da China Meridional, juntamente com as forças armadas desses países e da vizinha Península Coreana, buscam provocar o rival mais poderoso dos Estados Unidos para o que seria a guerra mais destrutiva da história. São os movimentos populares, a resistência e as demandas urgentes por diplomacia e paz justa — em vez de guerra — que devem crescer e se aprofundar para impedir que uma guerra interimperialista em grande escala ecloda entre os Estados Unidos e a China.
2. RESISTIR ÀS OCUPAÇÕES MILITARES
RESISTA AO SIONISMO, ACABE COM A OCUPAÇÃO E LIBERTE A PALESTINA DO RIO AO MAR!
A entidade sionista desenvolveu com precisão letal a infraestrutura de ocupação contra o povo e a terra palestinos por meio de postos de controle militar, demolições de casas, desaparecimentos forçados e prisões em massa, assassinatos políticos e guerras genocidas, com o total apoio militar e diplomático dos Estados Unidos. O sionismo é uma ideologia racista e fascista que leva os colonos a perpetrarem violência e deslocamento forçado contra a população indígena, a fim de roubar e destruir suas terras em benefício do Estado ocupante. Toda a resistência palestina à ocupação, desde apelos à ONU até a resistência armada, tem sido brutalmente reprimida pelos sionistas, que atacam civis indiscriminadamente e deliberadamente. Os sionistas também têm aconselhado e armado ativamente outros movimentos semelhantes ao redor do mundo, onde as pessoas continuam a lutar pela libertação da ocupação, demonstrando que a ocupação e a luta pela libertação palestina estão intrinsecamente ligadas ao colonialismo de assentamento e à resistência global contra ele. O povo palestino e sua resistência inspiram o mundo inteiro com seu progresso constante na luta para acabar com o genocídio, libertar os prisioneiros, defender sua terra, derrotar o sionismo e conquistar sua liberdade.
LIBERTEM PORTO RICO, HAVAÍ, GUAM E TODAS AS ILHAS DO PACÍFICO DO DOMÍNIO DOS EUA!
Sejam estados, territórios administrativos, acordos de livre associação, comunidades ou outras entidades, essas nações são colônias modernas e fortalezas militares dos Estados Unidos. Suas economias estão debilitadas, seus povos indígenas têm seus direitos históricos à terra e à água negados, e os Estados Unidos as tratam como meros postos avançados militares para seus interesses bélicos. Porto Rico está repleto de urânio empobrecido e resíduos químicos provenientes de testes nucleares em Vieques e outras comunidades expostas à radiação e sujeitas a negligência médica deliberada por parte dos Estados Unidos. O Havaí abriga mais instalações militares do que qualquer outro estado americano e é palco do indesejado e invasivo exercício militar conjunto bienal Rim of the Pacific. O uso de Guahan como ponto de reabastecimento militar deixou sua economia em ruínas e seus cidadãos sem voz na situação política do país. As numerosas ilhas da Micronésia enfrentam a elevação do nível do mar sem nenhuma ação dos EUA para mitigá-la, enquanto o legado sanitário e ambiental dos testes nucleares e dos testes de mísseis em andamento em bases militares americanas continua a ceifar vidas de gerações. À medida que os EUA militarizam o território, colonos continuam a deslocar seus habitantes por meio de projetos coloniais modernos disfarçados de atrações turísticas e condomínios fechados, com o objetivo de se apropriar de terras e justificar uma maior expansão militar. O povo continua a lutar para preservar sua cultura, língua e tradições indígenas, e a resistir à aniquilação cultural, à ocupação militar e ao genocídio passivo de seu povo.
VAMOS ACABAR COM TODOS OS REGIMES COLONIAIS DE POVOAMENTO
Os Estados Unidos nasceram de um projeto colonial genocida, cujo legado é a atual crise econômica, sanitária e política decorrente do roubo de terras, da campanha de extermínio promovida pelos colonizadores e da ocupação de territórios indígenas. Hoje, os Estados Unidos não apenas continuam a reprimir a luta pela soberania indígena dentro de suas fronteiras autoproclamadas, enquanto mantêm o controle colonial de fato sobre diversos territórios no Caribe e no Pacífico, como também fornecem apoio, assessoria e armamento militar a outros regimes coloniais ao redor do mundo, baseando-se em sua própria experiência como potência colonial. O mais flagrante e brutal desses regimes é atualmente a entidade sionista de "Israel". O movimento fascista Hindutva da Índia utilizou a violência étnico-religiosa para deslocar e ocupar a população da Caxemira, uma das fontes de água doce mais cobiçadas do mundo. Marrocos utilizou armas e assessoria americanas e sionistas em sua ocupação de décadas do Saara Ocidental, um território rico em depósitos inexplorados de urânio e nitrato. Por mais de 50 anos, o Estado turco tem utilizado um movimento de colonos fascistas para ocupar militarmente a metade norte de Chipre, uma ilha estratégica fundamental no Mediterrâneo Oriental, que abriga importantes bases militares de diversos países da OTAN. A Indonésia utilizou armamentos adquiridos dos Estados Unidos em seu próprio assentamento militarizado em Papua Ocidental, uma ilha rica em recursos florestais e agrícolas.
Cada um dos regimes coloniais mencionados emprega métodos brutais de dominação racista, repressão estatal, execuções extrajudiciais, destruição cultural e apagamento histórico da existência dos povos colonizados em suas terras, além de um movimento de colonos violentamente fanático para maximizar sua base de apoio fascista dentro do regime colonizador no poder. Apesar disso, os povos indígenas continuam a lutar por terras, soberania e contra a mineração imperialista, os testes de armas, a destruição militar declarada e, em última instância, pela plena libertação de seus povos.
3. PÔR FIM ÀS ALIANÇAS MILITARES
RESISTA À OTAN E DESMILITARIZE A EUROPA
Desde a sua criação, a OTAN sempre desempenhou um papel fundamental na ascensão dos Estados Unidos à principal potência imperialista e belicista do mundo. Com a adesão da Finlândia e da Suécia em 2023 e 2024, a OTAN expandiu-se provocativamente para leste, até às fronteiras da Rússia, colocando 3,3 milhões de soldados aliados — 40.000 deles apenas na Europa Oriental — sob o comando da aliança liderada pelos EUA desde a queda da União Soviética. A "Declaração de Washington" da OTAN, assinada durante o seu 75º aniversário em 2024, instou os seus membros a aumentarem os seus gastos militares, a modernizarem e expandirem os seus arsenais nucleares, a investirem milhares de milhões na compra de drones e armamento de alta tecnologia, a realizarem exercícios militares mais frequentes e de maior escala e a comprometerem-se a alocar mais milhares de milhões para armar ainda mais a Ucrânia. Mais de 90.000 soldados foram mobilizados para o Steadfast Defender 24, o maior exercício militar da OTAN, e dezenas de milhares de outros estão a ser destacados para exercícios no Ártico. A expansão da OTAN vai além da Europa, com a abertura de escritórios no Japão e na Jordânia, e a cooperação com a Austrália, o Japão, a Nova Zelândia e a Coreia do Sul, para contrabalançar a ascensão da China, que a OTAN identificou explicitamente como uma ameaça. No entanto, essa iniciativa expansionista da OTAN ocorre num momento em que Trump ameaça retirar os Estados Unidos da aliança, os países membros na Europa enfrentam graves crises econômicas e divisões políticas, e seus cidadãos pressionam alguns países a rejeitarem as exigências de aumento de gastos e maior envolvimento na guerra por procuração na Ucrânia, que está fracassando. O movimento de resistência contra a OTAN está crescendo constantemente, com o objetivo de pôr fim a essa frente e instrumento de guerra liderado pelos EUA.
ABAIXO A ALIANÇA SIONISTA-GOLFISTA CRIADA PELOS ESTADOS UNIDOS!
À medida que os Estados Unidos voltaram sua atenção para a Ásia, forjaram uma aliança sem precedentes entre as monarquias repressivas do Golfo e o regime colonial sionista de Israel, que atuou como seu guardião no Oriente Médio. Isso contribuiu para consolidar a violenta ocupação da Palestina (por meio de táticas de dividir para conquistar por parte dos estados árabes), a sangrenta guerra liderada pela Arábia Saudita no Iêmen e a devastação e o empobrecimento de sociedades no Líbano, na Síria, no Iraque, na Somália e na Eritreia, com o objetivo de contrabalançar a influência regional do Irã. A reaproximação entre os EUA e os sionistas com os Emirados Árabes Unidos para realizar a limpeza étnica em Gaza e, assim, colher benefícios econômicos do desenvolvimento, juntamente com o enorme influxo de investimentos (incluindo investimentos sionistas) no utópico projeto de desenvolvimento verde "NEOM" da Arábia Saudita, revela o verdadeiro motivo por trás dessa normalização do genocídio sionista: lucros exorbitantes para as monarquias do Golfo e as corporações americanas de combustíveis fósseis. No entanto, a maioria da população da região não se deixa enganar pelas táticas de dividir para conquistar dos Estados Unidos e seus aliados sionistas, e continua a exigir que seus governos rompam todos os laços com a entidade sionista e ponham fim a toda a conivência com os Estados Unidos em seu benefício.
PAREM O G7!
Os países do G7 (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão) representam algumas das economias mais poderosas do mundo, bem como algumas das forças armadas mais poderosas. Apesar de abrigarem menos de 10% da população mundial, controlam aproximadamente 30% do PIB global. Historicamente liderado pelos Estados Unidos, o G7 utiliza sanções, rearmamento militar, intervenção, agressão, invasões e guerras para impor uma ordem internacional de dominação imperialista, opressão e exploração. Três potências do G7 controlam arsenais nucleares e duas abrigam bases nucleares americanas dentro de suas fronteiras, enquanto o Japão e o Canadá permitem o destacamento de bombardeiros americanos com capacidade nuclear. No entanto, as fissuras na aliança estão se tornando cada vez mais evidentes, alimentadas por divergências sobre como lidar com o fracasso da guerra na Ucrânia, apoiada pelo G7, e por disputas sobre a quem cabem os espólios de guerra e a pilhagem imperialista. De dentro e de fora dos países do G7, devemos denunciar que nenhuma parte do G7 serve aos interesses do povo, continuar a construir um movimento pela paz mais forte e atacar a máquina de guerra interligada do G7.
FECHEM AUKUS, JAKUS E JAPHUS E DESMILITARIZEM A ÁSIA-PACÍFICO!
Entre 2021 e 2024, os Estados Unidos forjaram pactos de segurança trilaterais sem precedentes, num claro esforço para integrar e fortalecer suas alianças militares na Ásia e no Pacífico, preparando-se para uma potencial guerra com a China. Nos termos do Pacto de Segurança Austrália-Reino Unido-Estados Unidos (AUKUS), o Reino Unido e os EUA fornecerão submarinos nucleares à Austrália a um custo de US$ 368 bilhões, representando uma ameaça alarmante de uso da força contra a China e um desperdício de recursos militares para o povo australiano. A cooperação trilateral de segurança Japão-Coreia do Sul-Estados Unidos (JAKUS) abriu caminho para exercícios militares conjuntos de grande escala entre os três países — os primeiros desde a Segunda Guerra Mundial. Tanto o pacto JAKUS quanto o pacto Japão-Filipinas-Estados Unidos (JAPHUS) concedem aos militares dos EUA acesso irrestrito às bases militares na Coreia do Sul e nas Filipinas, respectivamente, e conferem comando operacional em tempo de guerra sobre as forças armadas de ambos os países. De modo geral, a estratégia dos EUA para o Indo-Pacífico busca explorar ainda mais o Pacífico em busca do que chamam de "recursos inexplorados" por meio do rearmamento militar estratégico, incluindo a Estratégia da Cadeia de Ilhas, a imposição de bases, armamentos e plataformas de lançamento para guerra ao redor da China. Alianças militares estão atreladas a acordos econômicos neoliberais, como o Corredor da Parceria Global de Investimento em Infraestrutura nas Filipinas, um acordo multibilionário que levará a projetos de infraestrutura que destruirão o meio ambiente local e os meios de subsistência do povo filipino, enquanto extrai minerais e produtos agrícolas para benefício de corporações estrangeiras. Embora inicialmente concebido como um mecanismo para coordenar ajuda humanitária e não denominado aliança militar, o Diálogo Quadrilateral de Segurança (Quad) entre os Estados Unidos, a Índia, o Japão e a Austrália transformou-se abertamente em uma estrutura para cooperação militar em 2024, estabelecendo patrulhas marítimas conjuntas regulares no Pacífico para aprimorar a interoperabilidade, o que exacerbou ainda mais as tensões regionais. Além dessas alianças, a extensa lista de acordos militares bilaterais dos EUA com países da região constitui, por si só, uma aliança militar não oficial.
4. ENCERRAMENTO DE BASES E COMANDOS DOS EUA NO EXTERIOR
FECHEM TODAS AS BASES AMERICANAS E ALIADAS NO EXTERIOR
Os Estados Unidos mantêm oficialmente mais de 800 bases militares no exterior, em mais de 80 países, mas, ao contabilizar as "instalações militares" no exterior, o número se aproxima de 14.000. Isso constitui uma violação flagrante da soberania das nações, permitindo que os Estados Unidos projetem seu poder imperialista em uma tentativa desesperada de manter sua hegemonia global. Os Estados Unidos utilizam suas bases, em particular, para monitorar países que rejeitam suas políticas imperialistas, como Cuba e Venezuela, por meio de seus postos avançados em Porto Rico ocupado. As bases desempenham um papel essencial na preparação para as guerras de agressão e intervenção dos EUA, da Ásia, Oriente Médio e África à América do Sul. Bases militares no exterior são centros onde soldados americanos abusam violentamente de inúmeras mulheres. Essas instalações no exterior causam destruição ambiental e perturbam a vida de civis, tanto dentro quanto fora das bases. As bases liberam produtos químicos tóxicos que prejudicam a saúde dos moradores e destroem os meios de subsistência de milhões de pessoas. No início de 2022, descobriu-se que a Marinha dos EUA havia derramado petróleo no abastecimento de água potável do Havaí. Um ano antes, fuzileiros navais dos EUA despejaram produtos químicos tóxicos no sistema de água potável de Okinawa. As Filipinas, sob o Acordo de Cooperação de Defesa Aprimorada, testemunharam a recente expansão de bases americanas em seu território, colocando em risco direto a população filipina em meio à crescente agressão dos EUA, que ameaça uma guerra com a China. Execuções extrajudiciais são endêmicas ao redor das bases americanas em Camp Simba, Manda Bay e no Aeroporto de Magagoni, no Quênia. No entanto, bases estrangeiras não são invencíveis; a população impediu a construção de bases na Coreia e no Japão, ou expulsou militares americanos por meio de mobilizações populares em casos como a Base Naval da Baía de Subic e a Base Aérea de Clark, nas Filipinas, a Marinha dos EUA em Vieques e Culebra, em Porto Rico, a recusa em renovar o arrendamento da base militar americana no Equador e a recente expulsão de bases francesas e americanas do Senegal, Chade, Burkina Faso, Mali e Níger.
DESMANTELAR O AFRICOM EM TODOS OS PAÍSES ONDE EXERCE CONTROLE ABSOLUTO
Após a derrubada dos regimes coloniais europeus pelas lutas de independência africanas, os Estados Unidos estabeleceram o AFRICOM em 2007 como o mais novo comando de combate geográfico do Pentágono. Desde então, os Estados Unidos o têm utilizado para travar a "guerra ao terror" e impor seu controle sobre os povos, terras e recursos africanos. À medida que os laços neocoloniais atuais com a Europa enfraquecem, os Estados Unidos estão usando o AFRICOM para exercer controle e violência contrarrevolucionários no continente, tentando suprimir as lutas de libertação dos povos, enquanto buscam, simultaneamente, competir com a influência russa e os investimentos chineses em desenvolvimento para manter sua presença na África. Apesar de alegar ter uma "presença mínima", o AFRICOM é o segundo comando militar americano de crescimento mais rápido, com 46 bases americanas de vários tipos e relações militares entre 53 dos 54 países africanos e os Estados Unidos. Tropas das Forças Especiais americanas operam atualmente em mais de uma dúzia de nações africanas. O AFRICOM é responsável por devastadoras operações secretas na Nigéria, Somália, Quênia, Uganda, Sudão do Sul, Mali e muitos outros países, e realiza exercícios multinacionais de grande escala, como o African Lion, que expandem as capacidades de guerra com drones. Além de sua intervenção direta, o AFRICOM armou e treinou senhores da guerra locais e até ajudou alguns a ascenderem ao poder, onde brutalizaram seu próprio povo para obter ganhos pessoais.
5. COMBATER EMPRESAS DE ARMAS E VENDAS DE ARMAS
VAMOS ROMPER RELAÇÕES COM AQUELES QUE LUCRAM COM A GUERRA!
As Corporações Transnacionais de Armamentos e Guerra (CTAGs) são empresas com operações globais que supervisionam e lucram com a produção industrial em massa de armas de guerra de alta tecnologia para sustentar a economia militar global. Seu objetivo é lucrar armando e rearmando as forças armadas estatais para uso em guerras contra outros países ou contra suas próprias populações. Os gastos militares globais foram estimados em US2,443trilho~esem2024,onıˊvelmaisaltojaˊregistradoeomaioraumentoanualdesde2009,comareceitacombinadadas100maioresempresasdedefesatotalizandoUS2,443trilho~esem2024,onıˊvelmaisaltojaˊregistradoeomaioraumentoanualdesde2009,comareceitacombinadadas100maioresempresasdedefesatotalizandoUS 632 bilhões em 2023. Campanhas cidadãs estão visando as cinco maiores empresas: Lockheed Martin, RTX, Northrop Grumman, Boeing e General Dynamics. Empresas de armamentos de última geração vendem suas armas para governos fascistas no exterior para uso em vigilância, bombardeios aéreos, guerra com drones e bombardeio em massa de países, incluindo a morte de civis e não combatentes, enquanto nos Estados Unidos são contratadas para agressão militar em guerras em curso. Empresas como a Elbit Systems, por exemplo, são fábricas de genocídio, com sede na Grã-Bretanha e subsidiárias em todo o mundo, que fabricam armamento israelense usado para subjugar o povo palestino. Elas são cúmplices das violações dos direitos humanos e dos crimes de guerra perpetrados por forças estatais agressoras que usam seus produtos para abastecer o mercado de guerras imperialistas de agressão.
FECHE OS SHOWS DE ARMAS
Feiras de armas são eventos onde fabricantes de armamentos exibem seus produtos para potenciais compradores, estados imperialistas e outros estados militaristas que buscam usá-los para proteger violentamente seus interesses. Esses eventos equivalem a celebrações do militarismo, com executivos das empresas se vangloriando e promovendo o uso letal de suas armas contra a população. A CANSEC é a maior feira de armas da América do Norte, com cerca de 300 empresas participantes, e até mesmo o sionista "Israel" recebeu um espaço de exposição como se fosse um fabricante de armas independente. A Feira de Defesa e Segurança da Holanda (NEDS) exibe essas armas no norte da Europa, enquanto a Eurosatory, na França, é a maior feira de armas da Europa. A feira Land Forces, na Austrália, também funciona como uma loja de armas bem na porta de entrada do principal teatro de operações de guerra dos EUA no Pacífico. Essas feiras são um componente essencial para gerar lucros, ao mesmo tempo que glorificam a guerra e o militarismo.
UNAM-SE CONTRA A CADEIA DE SUPRIMENTOS MORTAL DA INDÚSTRIA BÉLICA!
Além de fornecer aos fabricantes de armas um suprimento aparentemente infinito, a cadeia de suprimentos da indústria bélica prejudica as pessoas em todas as suas etapas. A mineração permite a extração de metais, minerais de terras raras e derivados de petróleo, levando à destruição ambiental, poluição e ao aumento da militarização de comunidades próximas às áreas de mineração. Os testes de armas são conduzidos sem o consentimento, e às vezes até mesmo sem o conhecimento, das comunidades locais, que sofrem com resíduos tóxicos de armas e até mesmo são atingidas por fogo cruzado. Os recursos naturais dos países são saqueados em vez de serem usados pela indústria nacional para beneficiar a população, enquanto os trabalhadores das fábricas são explorados, especialmente na vasta rede de pequenas fábricas que essas empresas utilizam em todo o mundo. As comunidades prejudicadas na zona de extração, os trabalhadores explorados nas fábricas e as pessoas expostas às armas nos produtos finais são todos afetados pela cadeia de suprimentos bélica liderada pelos EUA. A resistência contra a cadeia de suprimentos da indústria bélica está se desenvolvendo em minas, fábricas, centros de testes, universidades de pesquisa e até mesmo ao longo das rotas de transporte e distribuição. A cadeia de suprimentos abrange o globo, o que significa que podemos nos unir e agir contra diferentes partes dela em qualquer comunidade a ela conectada.
6. PÔR FIM DOS ACORDOS MILITARES DOS EUA
RESISTA À ALIANÇA AGRESSIVA ENTRE OS ESTADOS UNIDOS E O JAPÃO PARA MILITARIZAR A REGIÃO DA ÁSIA-PACÍFICO
O Japão é o aliado mais leal dos Estados Unidos na região da Ásia-Pacífico. Acordos militares firmados após a Segunda Guerra Mundial permitem que os Estados Unidos desloquem mais tropas para o Japão do que para qualquer outro país da região. Um quinto do território de Okinawa é ocupado por bases americanas. Governos de direita aprovaram com sucesso mudanças constitucionais que permitiram ao Japão rearmar-se para fins ofensivos, levando a um aumento nos gastos com defesa desde 2007 e à duplicação do orçamento de defesa até 2023. Em consonância com a mudança estratégica dos EUA em direção à Ásia, os Estados Unidos, com o Japão como um parceiro disposto, implementam continuamente novos acordos bilaterais e multilaterais. A recém-formada aliança Japão-EUA-Coreia (JAKUS) e a aliança trilateral Japão-Filipinas-EUA (JAPHUS) expandem a rede de alianças militares dos EUA, permitindo que tropas americanas e japonesas envolvam a Coreia e as Filipinas nos preparativos militares dos EUA contra a China. Essas alianças trilaterais formalizam exercícios militares regulares, aprimoram a troca de informações militares e a integração de redes avançadas de mísseis direcionadas especificamente à China, introduzem uma estrutura para segurança coletiva por meio do chamado "engajamento consultivo" e criam um bloco econômico anti-China. Essas medidas não são defensivas; pelo contrário, constituem uma robusta rede de alianças no Leste Asiático em preparação para uma guerra contra a China.
PARE A CRESCENTE INFLUÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS NO SUL DA ÁSIA!
Os Estados Unidos estão tentando consolidar suas alianças no Sul da Ásia para fortalecer sua presença na região. Sua influência histórica no Paquistão diminuiu à medida que o país se aproxima da China, o que levou os EUA a fortalecerem seu relacionamento com a Índia. Isso intensificou o sangrento conflito entre Índia e Paquistão, alimentado décadas atrás pelos britânicos como forma de conter a influência chinesa. Os EUA, o Japão e a Austrália recrutaram a Índia para o Diálogo Quadrilateral de Segurança (QUAD) para contrabalançar a ascensão da China, e em 2022 os EUA participaram pela primeira vez do exercício naval multilateral MILAN, liderado pela Índia. A Índia também está se unindo a Israel, aos Emirados Árabes Unidos e aos EUA (I2U2) no compartilhamento de tecnologia entre esses regimes repressivos. Enquanto isso, a China negocia a construção de uma nova base naval no Paquistão e de um porto de águas profundas no Sri Lanka, ambos localizados em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Os Estados Unidos responderam influenciando as eleições em Bangladesh para garantir a eleição de um financista pró-Ocidente como presidente, após o levante popular de 2024 contra a corrupção governamental. Além disso, os Estados Unidos ocupam a ilha de Diego Garcia, onde promovem a limpeza étnica da população nativa. Lá, operam uma base utilizada para invasões do Iraque e do Afeganistão, e para o posicionamento de forças contra o Irã, desempenhando um papel fundamental na vigilância regional e em operações de rápida mobilização.
VAMOS CONSTRUIR UMA ZONA DE PAZ NA AMÉRICA LATINA!
A presença militar contínua dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA) mina a soberania e a autonomia das nações latino-americanas e caribenhas, com 76 bases militares e Locais de Cooperação de Segurança (LCS) dos EUA, incluindo no Panamá, Porto Rico, Colômbia, El Salvador e Aruba (Curaçao). Os Estados Unidos usam essas bases como plataformas para intervenções regionais, ameaçando países independentes como Venezuela e Cuba, ou mesmo ameaçando uma invasão militar do Panamá. Os Estados Unidos forneceram bilhões de dólares em financiamento para "segurança e combate ao narcotráfico" ao México, El Salvador e Colômbia, o que equivale a uma guerra de contrainsurgência contra os pobres, disfarçada de guerra contra as drogas e as gangues. Os Estados Unidos usaram Porto Rico como campo de treinamento para militares ucranianos. Esse legado colonial e presença militar, impulsionados por interesses imperialistas, violam os princípios da autodeterminação e da paz. Em resposta, os povos da região exigem a retirada completa das forças militares estrangeiras, defendendo um futuro onde as nações latino-americanas e caribenhas possam trilhar seu próprio caminho, livres de interferência externa.
7. PARE DE APOIAR REGIMES FANTOCHES
PARA PÔR FIM À INTERFERÊNCIA ESTRANGEIRA EM CONFLITOS INTERNOS E GUERRAS CIVIS
A intervenção estrangeira em conflitos internos, como os da Líbia, Sudão, República Democrática do Congo e Síria, intensificou a instabilidade e prolongou o sofrimento, à medida que potências imperiais e forças rivais disputam o controle de recursos e influência estratégica. Na Líbia, a derrubada e o assassinato de Gaddafi, orquestrados pelos EUA, resultaram na fragmentação de um país outrora estável, dividido por milícias apoiadas por estrangeiros e governos rivais que lutam pela riqueza petrolífera, com intervenções dos Emirados Árabes Unidos, da Rússia e das potências ocidentais aprofundando o caos. Tendo como pano de fundo a contrainsurgência dos EUA em Darfur e a campanha de desestabilização no Sudão durante os primeiros anos da guerra contra o terror, a atual guerra civil no Sudão se intensificou devido ao apoio estrangeiro a facções rivais, com países como Egito, Emirados Árabes Unidos, Rússia e Turquia apoiando lados diferentes, transformando o conflito em um campo de batalha por procuração que exacerba ainda mais o sofrimento da população. Na República Democrática do Congo, corporações multinacionais e estados estrangeiros exploram recursos minerais, financiando grupos armados, incluindo mercenários ruandeses e ugandeses apoiados pelos Estados Unidos, para manter o controle e prolongar a violência em benefício de interesses imperialistas. A Síria, por sua vez, fragmentou-se em estados de facto, com potências estrangeiras apoiando diferentes facções, resultando em uma nação devastada onde a população civil sofre as piores consequências. Uma vez ocorrida uma intervenção, a população experimenta uma piora das condições, pois o envolvimento estrangeiro exacerba o conflito e aprofunda as crises humanitárias, com os Estados Unidos desempenhando um papel de liderança na intervenção e desestabilização desses conflitos.
CONDENAMOS O DESMEMBRAMENTO DA SÍRIA E O ESTABELECIMENTO DE REGIMES FANTOCHES PRÓ-IMPERIALISTAS
Após décadas de duras sanções que mergulharam a Síria em uma profunda crise econômica e política, os Estados Unidos, Israel e Turquia, juntamente com seus aliados, derrubaram violentamente o governo independente e democraticamente eleito da Síria em questão de dias, no final de 2024. Desde então, tanto Israel quanto a Turquia intensificaram suas ações militares na Síria, causando destruição considerável e inúmeras vítimas civis. Israel realizou centenas de ataques aéreos em território sírio desde a queda de Assad, visando objetivos militares e infraestrutura, com a intenção de ocupar permanentemente o território sírio. Simultaneamente, os ataques com drones turcos no norte da Síria resultaram em um grande número de mortes de civis. A Turquia rapidamente impôs um novo líder ao governo sírio, Mohammad al-Jolani, do Hayat Tahrir al-Sham (HTS), uma organização anteriormente afiliada à Al-Qaeda, e assumiu o controle do noroeste da Síria após a queda de Bashar al-Assad. A HTS foi amplamente condenada por graves violações dos direitos humanos, incluindo prisões arbitrárias, tortura e execuções extrajudiciais de civis, ativistas e membros de grupos minoritários. A Síria foi desmembrada, seu território dividido e controlado por diversas potências estrangeiras. A queda de Assad interrompeu as rotas de abastecimento e o apoio material ao Eixo da Resistência, particularmente na Palestina. A completa fragmentação do país demonstra que o futuro da Síria deve estar nas mãos do próprio povo sírio, livre de qualquer intervenção estrangeira.
RESISTA AOS ALIADOS DOS ESTADOS UNIDOS NA AMÉRICA LATINA
Os envios de armas dos EUA para regimes repressivos na América Central, particularmente na Guatemala e em El Salvador, aumentaram devido à diminuição da influência americana após as eleições na América Central e do Sul, que resultaram na eleição de governos pró-populistas, alguns dos quais alinhados com a China. As chamadas "guerras contra gangues", travadas por governos fantoches apoiados pelos EUA, mataram milhares de defensores da terra e pequenos agricultores para liberar terras para a mineração. Agora que o governo Trump designou algumas dessas gangues como organizações terroristas estrangeiras, chefes de Estado abertamente fascistas, como Bukele em El Salvador e Milli na Argentina, sentem-se encorajados a cometer mais violações dos direitos humanos contra opositores em nome do combate às gangues e ao terrorismo. Enquanto isso, os esforços dos EUA para desestabilizar países como Nicarágua e Cuba continuam, buscando minar sua soberania e seu apoio à solidariedade regional. As campanhas de desestabilização em curso visam enfraquecer a resistência dessas nações às pressões imperialistas e romper suas alianças, particularmente com governos de esquerda e com a China.
CONDENEMOS OS FANTOCHES E AGENTES ANTIPOPULARES NA ÁFRICA! VAMOS FORTALECER A SOLIDARIEDADE COM OS PAÍSES QUE PROCLAMAM A INDEPENDÊNCIA ANTICOLONIAL
O regime de Ruto, apoiado pelos EUA, no Quênia, utiliza a proibição de protestos, prisões e encarceramentos injustificados, o desaparecimento de ativistas e as execuções extrajudiciais de centenas de pessoas para suprimir a ampla dissidência contra os impostos exorbitantes sobre bens de primeira necessidade, impostos à população devido a dívidas contraídas com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. No Chifre da África, os Estados Unidos continuam seus esforços agressivos de desestabilização, que vão desde o armamento da Etiópia e de outros grupos armados para travar uma guerra brutal na região de Tigray e incitar a agressão contra a Eritreia, até o bombardeio aéreo da região de Puntland, na Somália, sob o pretexto de operações de segurança antiterroristas durante as primeiras semanas do segundo mandato de Trump. O apoio contínuo dos EUA à ocupação marroquina do Saara Ocidental permite a repressão política em massa do povo saarauí, gerando benefícios econômicos em indústrias controladas por Marrocos no país, como turbinas eólicas e mineração de urânio. Os Estados Unidos estão fomentando sentimentos separatistas na Somalilândia para garantir mais bases estratégicas ao redor do Mar Vermelho, o que poderia desencadear outra guerra civil na Somália. Em contraste, após anos de golpes de Estado, contragolpes e apoio a grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, apoiados ou influenciados pelos EUA, com o objetivo de desestabilizar a região e reforçar as relações neocoloniais no Sahel, Burkina Faso, Mali e Níger conseguiram se libertar do domínio neocolonial francês, expulsar as tropas francesas e estabelecer a Aliança dos Estados do Sahel (AES) como uma entidade regional que afirma sua soberania nacional. Senegal, Chade, Gana e Costa do Marfim estão seguindo o mesmo caminho e exigiram que as potências estrangeiras se retirem e fechem suas bases.
OPONHA-SE À INTERVENÇÃO LIDERADA PELOS EUA NO HAITI!
Desde que a Revolução Haitiana pôs fim à escravidão e conquistou a independência da França em 1804, o Haiti tem sido alvo do imperialismo ocidental. Após ser expulso, navios de guerra franceses cercaram Porto Príncipe, exigindo que o Haiti pagasse 150 milhões de francos-ouro (US$ 115 bilhões) a bancos franceses e americanos, paralisando sua economia pelo "crime" de se libertar da escravidão e do domínio francês. Quando o governo progressista de Aristide exigiu reparações da França por esse roubo em 2003, o governo francês ajudou os Estados Unidos a orquestrar um golpe de Estado em 2004, criando o que ativistas haitianos chamam de "inferno na Terra". Somente no último ano, mais de 6.000 haitianos foram mortos por esquadrões da morte paramilitares alinhados a setores da elite haitiana, enquanto mais de um milhão de pessoas foram deslocadas de suas casas. Quase metade da população sofre de fome aguda e muitos estão à beira da inanição. Estupros coletivos de mulheres e crianças tornaram-se uma arma de terror frequente contra a população. A grande maioria das armas de grosso calibre usadas por esses esquadrões da morte foi contrabandeada dos Estados Unidos. O objetivo dos EUA é manter um governo pró-americano no poder que venda os recursos minerais do Haiti, abra o país a maiores investimentos estrangeiros e fábricas exploradoras, e ajude a consolidar o controle americano sobre o Caribe. Mas eles enfrentam um poderoso movimento que exige justiça social e mudanças democráticas, um movimento que nunca vacilou.
ENFRENTE A ASCENSÃO DE REGIMES FASCISTAS NA ÁSIA! APOIE LEVANTES POPULARES CONTRA OS FANTOCHES FASCISTAS
A "guinada para a Ásia" dos Estados Unidos encorajou o fascismo em todo o continente e facilitou a expansão maciça das bases militares americanas. A ofensiva fascista dos estados da região é planejada, treinada e implementada por autoridades americanas, juntamente com aliados fiéis e fantoches fascistas, e foi desenvolvida ao longo da história das ditaduras fascistas apoiadas pelos EUA em todo o mundo. O Japão, um estado fascista de longa data, desmantelou disposições de sua constituição para permitir um rearmamento mais ofensivo de suas forças armadas, enquanto simultaneamente reprime ativistas pela paz que lutam contra a tentativa do Estado de revisar e encobrir seu passado fascista. Ferdinand Marcos II, nas Filipinas, deu continuidade à mesma tendência de execuções extrajudiciais e prisões de ativistas sob acusações forjadas, ao mesmo tempo em que aumentou exponencialmente os gastos com as forças armadas e a polícia. O regime de Narendra Modi na Índia conduz operações militares e promove um movimento etnonacionalista fascista em Manipur, na Caxemira ocupada e no norte da Índia para beneficiar grandes interesses agrícolas e de mineração, enquanto os Estados Unidos subornam o regime com investimentos tecnológicos para afastá-lo da influência chinesa. O regime anti-curdo e anti-sírio de Recep Tayyip Erdoğan na Turquia desencadeia violência estatal contra seu próprio povo e em toda a região, protegido por sua adesão à OTAN. No entanto, essa violência estatal fascista encontra resistência diária de populações que lutam para afirmar sua autodeterminação, como na Coreia do Sul, onde o povo conseguiu derrubar o presidente Yoon Sukyeol, que havia cedido a soberania sul-coreana aos interesses militares dos EUA enquanto tentava eliminar o salário mínimo do país e suprimir os sindicatos.
8. PÔR FIM À CONTRAINSURGÊNCIA, À CHAMADA GUERRA "ANTITERRORISTA" E À REPRESSÃO ESTATAL
PAREM DE ROTULAR LUTADORES PELA LIBERDADE E DEFENSORES DA PAZ COMO TERRORISTAS!Sob a doutrina da Guerra ao Terror, regimes imperialistas e reacionários em todo o mundo rotulam movimentos populares e lutas revolucionárias como "terroristas" para reprimi-los por meio de prisões em massa, vigilância, guerra psicológica, sequestros, tortura, execuções extrajudiciais e massacres. Encorajadas pelos amplos poderes concedidos por leis e iniciativas "antiterroristas" deliberadamente ambíguas, as forças armadas e a polícia dos Estados Unidos e seus regimes fantoches têm apresentado acusações infundadas contra ativistas e lutadores pela liberdade para justificar todo tipo de repressão e, nos piores casos, o terror puro e simples por meio de bombardeios e mobilização de tropas. Instrumentalizando uma série de leis antiterroristas intencionalmente vagas, frequentemente com retórica anti-muçulmana e anticomunista, as forças de segurança do Estado têm violado flagrantemente os direitos humanos e continuam a se esquivar da responsabilização por seus atos.
PAREM OS ATAQUES COM DRONES LIDERADOS PELOS EUA!
Os ataques com drones, perpetrados sob o pretexto da Guerra ao Terror, causaram inúmeras mortes de civis e semearam o medo em países como Somália, Iêmen, Filipinas, Palestina e Síria. Os Estados Unidos inauguraram a era da guerra com drones em larga escala e rapidamente ajudaram a exportá-la como uma tática fundamental para seus aliados. Esses ataques carecem de transparência, responsabilização e justiça para as famílias das vítimas inocentes. Longe de garantir a segurança, a guerra com drones, incluindo drones subaquáticos e enxames de drones, leva a assassinatos indiscriminados, aprofunda a instabilidade e mina o direito internacional. É uma ferramenta brutal de violência imperialista que desumaniza pessoas e protege seus perpetradores das consequências.
FECHEM GUANTÁNAMO E TODOS OS CENTROS DE DETENÇÃO SECRETOS DA CIA
Os "locais secretos" da CIA são lugares onde prisioneiros são desaparecidos sem julgamento para serem submetidos a tortura e interrogatório em locais como Tailândia, Lituânia, Marrocos, Polônia e Romênia, entre outros, que nunca foram oficialmente divulgados pelos Estados Unidos ou pelos governos anfitriões. A Baía de Guantánamo é o mais infame e extenso desses locais secretos. Ali, em território cubano ocupado, os Estados Unidos passaram o último século monitorando seus vizinhos no hemisfério, planejando golpes de Estado no exterior e torturando centenas de suspeitos na "Guerra ao Terror", e agora a utilizam como prisão para migrantes deportados. Desde a sua criação, o campo de detenção de Guantánamo acumulou inúmeros relatos documentados de violações de direitos humanos em suas instalações, incluindo confinamento solitário prolongado, assistência médica inadequada e tortura. Além disso, muitas pessoas presas ali foram mantidas indefinidamente sem julgamento. O custo do centro de detenção da Baía de Guantánamo chega a quinhentos milhões de dólares americanos por ano, dinheiro que poderia ter sido usado para gerar a receita tão necessária para serviços governamentais à população.
PONHA-SE FIM À GUERRA ASSASSINA NO IÉMEN!
Durante décadas, os Estados Unidos iniciaram e apoiaram a agressão armada dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita no Iêmen, criando as condições para uma das piores crises de refugiados da história recente. Medidas econômicas coercitivas contra o Iêmen desencadearam uma fome artificial entre a população iemenita, que já sofria com ataques aéreos, mortes e feridos, perda de infraestrutura e suprimentos básicos, e deslocamento em massa. A ONU estima que pelo menos 130.000 pessoas morreram por falta de alimentos, assistência médica e infraestrutura adequada. Apesar dos ataques renovados das forças americanas contra a resistência armada no Iêmen, o Ansar Allah continuou a intensificar seus esforços em apoio à libertação de seu povo e do povo palestino, causando sérios danos à economia da entidade sionista e interrompendo as rotas comerciais americanas.
VAMOS DEFENDER O DIREITO DE LUTAR POR UMA PAZ JUSTA!
Os Estados Unidos violam sistematicamente o Direito Internacional Humanitário (DIH), suas normas e padrões, recorrendo a múltiplas formas de agressão, incluindo econômica, cibernética, desinformação e manipulação. O DIH exige a proteção de civis, prestadores de serviços como pessoal médico e indivíduos que participaram de conflitos armados, mas cessaram as hostilidades. Em resposta, os povos do mundo estão se representando e reivindicando a causa da paz justa, da libertação e da democracia nacional, um direito protegido pelo DIH, que reconhece o direito dos povos colonizados de travar guerras de libertação nacional em todo o mundo. As potências imperialistas nunca renunciaram, nem renunciarão, ao seu poder a menos que os trabalhadores e os oprimidos as confrontem ativa e coletivamente. Por meio de diversas formas de resistência, como defesa jurídica, protestos em massa, luta armada e solidariedade entre si, os povos do mundo têm defendido seu direito à autodeterminação, à soberania econômica e alimentar e à autodefesa das nações e povos oprimidos contra a agressão e a violência reacionárias. Movimentos democráticos em todo o mundo estão se levantando para defender o direito de cada nação e povo à autodeterminação.
RESISTA AO TERROR POLICIAL RACISTA!
Desde suas origens até os dias atuais, o policiamento existe para proteger a propriedade e o poder da classe dominante, utilizando a violência como ferramenta de controle social, especialmente contra comunidades pobres, negras e marginalizadas. Os policiais frequentemente portam armamento de alta tecnologia herdado de programas de compartilhamento de equipamentos militares usados. Longe de serem agentes neutros da lei, a polícia recorre frequentemente a perfis raciais e processos arbitrários para assediar e matar impunemente. Em todos os lugares, aqueles que exigem mudanças são espancados, atacados com gás lacrimogêneo, baleados e brutalizados pelas mesmas forças policiais militarizadas contra cuja injustiça protestam.
9. FIM DOS EXERCÍCIOS E TREINAMENTOS MILITARES CONJUNTOS
PAREM DE USAR NOSSOS PAÍSES PARA JOGOS DE GUERRA DOS EUA!
Os exercícios militares são demonstrações flagrantes de força, concebidas para projetar o poder das alianças militares lideradas pelos EUA. Esses exercícios aterrorizam as comunidades locais, destroem o meio ambiente, aumentam a violência contra mulheres locais e indígenas, sobrecarregam os recursos naturais, justificam a contínua poluição e o envenenamento dos oceanos e cursos d'água, afetando os meios de subsistência, e promovem as táticas letais das forças armadas mais violentas e agressivas do mundo, bem como as de seus aliados. Os Estados Unidos realizam milhares de exercícios por meio de seus comandos regionais, abrangendo todos os continentes, incluindo a Antártida.
PAREM COM O TREINAMENTO POLICIAL REALIZADO POR "ISRAEL"
As Forças de Ocupação Israelenses (FOI) participam de programas de intercâmbio com a polícia, a guarda de fronteira e as forças armadas dos EUA para compartilhar táticas de vigilância, deportação e detenção. Posteriormente, policiais e militares dos EUA treinam as forças armadas de outros países, como Indonésia, Honduras, Tadjiquistão, Coreia do Sul, Quênia e Bulgária, frequentemente sob o pretexto de programas relacionados ao combate ao terrorismo, ao narcotráfico e à cooperação internacional em segurança. Esse treinamento tem gerado preocupações sobre violações de direitos humanos e a militarização das forças policiais no exterior, bem como a potencial legitimação de regimes repressivos. Programas de intercâmbio militar promovem o uso de táticas letais de terrorismo de Estado sob o pretexto de combate ao terrorismo. As FOI exportam as táticas de vigilância da era do apartheid, que utilizam diariamente para oprimir os palestinos, para outros regimes fascistas, para aplicação contra suas populações mais oprimidas. Do movimento de libertação negra nos Estados Unidos à resistência palestina e ao crescente movimento da Geração Z no Quênia, esses programas estão sendo contestados e podem ser desmantelados por meio da solidariedade e da resistência em massa à violência de Estado e ao genocídio.
CANCELE RIMPAC!
Os exercícios Rim of the Pacific (RIMPAC) são os maiores exercícios militares marítimos conjuntos do mundo, realizados duas vezes por ano no território ocupado do Havaí. A oposição ao RIMPAC, que acontece no Havaí desde 1971, tem raízes em uma longa história de protestos do povo Kānaka Maoli, que vê a presença militar como uma continuação da ocupação colonial e luta contra a destruição ambiental, a aniquilação cultural e o deslocamento de comunidades indígenas. Em países participantes como Coreia do Sul, Japão, Filipinas e Austrália, também há resistência ao RIMPAC, com ativistas se manifestando contra a militarização do Pacífico e o papel das potências militares estrangeiras em minar a soberania, ao mesmo tempo que aumentam sua interoperabilidade para a guerra. Os Estados Unidos usam o RIMPAC para fortalecer as capacidades de 29 de seus aliados militares para travar guerras de agressão ao redor do mundo, em um contexto de crescente ameaça de guerra entre as principais potências militares. Por meio de testes de armas e guerras, empresas de defesa e corporações de combustíveis fósseis lucram bilhões de dólares. A RIMPAC causa destruição ambiental, violência contra as mulheres e grave negligência das necessidades diárias das pessoas em todo o mundo, promovendo guerras lideradas pelos EUA.
10. REPARAÇÕES, PURIFICAÇÃO E JUSTIÇA PARA AS VÍTIMAS DAS GUERRAS E DO MILITARISMO
JUSTIÇA PARA AS VÍTIMAS DO LEGADO NUCLEAR
A corrida armamentista nuclear equivale a uma guerra devastadora contra aqueles que vivem e trabalham ao longo de sua cadeia de produção e suprime. As armas nucleares, utilizadas pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, mataram mais de 140.000 pessoas em Hiroshima e mais de 60.000 em Nagasaki, com um total de mais de 200.000 mortes devido aos efeitos da exposição à radiação. O trauma afetará famílias por gerações. Os testes nucleares e a mineração de urânio deixaram um legado devastador nas comunidades, particularmente nos povos indígenas, que sofreram graves problemas de saúde, incluindo câncer e defeitos congênitos, devido à exposição à radiação e a experimentos médicos secretos conduzidos pelos militares dos EUA. Em alguns casos, a ocupação militar e os testes de mísseis continuam a infligir violência diária à população. A degradação ambiental causada por essas atividades também levou à contaminação de fontes de água, solo e ar, interrompendo modos de vida tradicionais, práticas econômicas e sistemas alimentares. Esses impactos representam uma ameaça existencial à sobrevivência de sua cultura. As comunidades afetadas lutam há muito tempo por justiça, exigindo reparações, indenizações e responsabilização pelos danos causados ao seu povo e às suas terras. Esses esforços evidenciam a luta contínua por reconhecimento e pelo direito à saúde e à justiça, visto que muitas dessas comunidades continuam a lutar contra a negligência governamental e o legado da profunda violência colonial contra seus corpos e terras, bem como contra as ameaças à sua própria existência. Jamais devemos esquecer o custo humano do horror das armas nucleares para as comunidades de marshalleses, hibakushas, argelinos, vítimas da precipitação radioativa, veteranos da limpeza, trabalhadores da produção de plutônio e povos indígenas devastados por armas nucleares. Devemos lutar ao lado deles pelo fim da guerra, da mineração e dos testes nucleares, e apoiar suas soluções para a remediação, a saúde e a soberania de suas comunidades.
REMOVER TODAS AS MUNIÇÕES NÃO DETONADAS DAS COMUNIDADES CIVIS
A presença de munições não detonadas (UXO, na sigla em inglês) em comunidades civis representa uma séria ameaça à segurança, frequentemente causando mortes e ferimentos, especialmente em regiões pós-conflito onde as guerras deixaram para trás resquícios perigosos. Comunidades em países como Laos, Camboja, Vietnã, Porto Rico, Líbano, Colômbia e muitos outros há muito lidam com o legado mortal da guerra, sofrendo grave negligência por parte de governos que não conseguiram abordar adequadamente os riscos representados pelas UXO. Em resposta, organizações locais e defensores internacionais continuam a lutar por esforços abrangentes de desminagem, incluindo a realização da limpeza pelas próprias comunidades, indenização adequada para as vítimas e maior responsabilização dos governos para garantir que essas comunidades possam viver livres da ameaça constante dos resquícios de guerra.
JUSTIÇA PARA AS MULHERES DE CONFORTO
As mulheres de conforto eram mulheres ou meninas forçadas à escravidão sexual por soldados japoneses, como parte de um sistema operado pelo Exército Imperial Japonês em territórios ocupados entre 1937 e 1945. Estima-se que 200.000 mulheres, principalmente da Coreia, China, Filipinas, Tailândia, Malásia e outros países ocupados durante a Segunda Guerra Mundial, foram escravizadas à força pelos militares japoneses para exploração sexual. Apesar de décadas de silêncio por parte do governo japonês, as sobreviventes lutam incansavelmente por justiça, exigindo pedidos formais de desculpas, reparações e reconhecimento. Além da Segunda Guerra Mundial, mulheres próximas às atuais bases militares americanas, particularmente em Okinawa, Japão, Filipinas e Coreia do Sul, também sofreram violência sexual, alimentando o ativismo contínuo por responsabilização e proteção. Esse legado de escravidão sexual moderna persiste no tráfico desenfreado de mulheres pobres e sem-terra para bases militares americanas e de outros países ao redor do mundo. Essas lutas contínuas destacam a interseção entre a violência sexual histórica e a atual contra as mulheres, à medida que as comunidades exigem justiça e o fim da impunidade militar.
11. PONHAM FIM À GUERRA ECONÔMICA, AOS BLOQUEIOS ALIMENTARES E ÀS SANÇÕES
RESISTA ÀS SANÇÕES ASSASSINAS E À GUERRA ECONÔMICA!
Os Estados Unidos impuseram unilateralmente sanções econômicas, financeiras, comerciais e de outras naturezas a indivíduos, organizações e mais de 40 países para forçar a conformidade com as políticas americanas, incluindo sanções extremas contra rivais e países que defendem sua soberania nacional, como Venezuela, Coreia do Norte, Cuba, Irã, Zimbábue, Eritreia, Rússia e China. Sob o pretexto de adotar uma abordagem mais "humana" em relação às ameaças percebidas aos interesses americanos, essas sanções constituem, essencialmente, outra forma de guerra que impõe punição coletiva a nações inteiras, prejudicando gravemente a população civil, especialmente aqueles que já vivem em situação de pobreza. As sanções impedem que os países acessem bens essenciais, como alimentos, vacinas, medicamentos, suprimentos médicos e recursos necessários para fornecer água potável, saneamento básico e assistência médica, fazendo com que as pessoas sofram e morram de desnutrição, fome e doenças evitáveis. Essas condições econômicas precárias geram caos social, que os Estados Unidos exploram para demonizar ainda mais os líderes desses países e justificar intervenções estrangeiras.
ACABEM COM O BLOQUEIO A CUBA!
Durante 65 anos após a vitória na guerra de libertação, Cuba sofre o bloqueio econômico mais longo do mundo. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o bloqueio tem como objetivo expresso provocar "insatisfação e dificuldades econômicas", "fome", "desespero" e "a derrubada do governo". Estima-se que Cuba tenha sofrido perdas econômicas de US$ 1,39 trilhão (ajustadas pela inflação), além da escassez de alimentos, combustível, suprimentos, equipamentos e matérias-primas para a fabricação de medicamentos. Apesar do bloqueio americano que dura décadas, o povo cubano demonstra grande resiliência por meio da criação de movimentos de massa, iniciativas de agricultura urbana, como a organopônica, para garantir a soberania alimentar, internacionalismo médico com o envio de médicos ao exterior em desafio ao controle econômico dos EUA, e esforços comunitários para desenvolver economias alternativas baseadas na solidariedade e na autossuficiência.
VAMOS PÔR FIM À EXPROPRIAÇÃO DE TERRAS MILITARIZADAS E AOS PLANOS DE PRIVATIZAÇÃO QUE ESTÃO SUFOCANDO OS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA DO POVO!O deslocamento forçado de terras em comunidades rurais é uma consequência generalizada da guerra, e as próprias guerras são frequentemente iniciadas para expandir a propriedade de terras por grandes corporações. Na Ucrânia, a ajuda ocidental para apoiar a agricultura tem sido condicionada a programas de ajuste estrutural que venderam mais de 200.000 lotes de terra pertencentes a pequenos agricultores para um punhado de oligarcas. A ajuda alimentar destinada a áreas devastadas pela guerra é canalizada por meio de burocratas ou empresários locais, garantindo que a população permaneça dependente de funcionários corruptos em vez de produção autossuficiente. Colonos sionistas destroem regularmente fazendas e pomares palestinos em incursões destinadas a tomar mais terras para anexação pelo Estado ocupante. Em Porto Rico, expropriações de terras militarizadas, como as de Vieques, onde a Marinha dos EUA ocupou grandes extensões da ilha para exercícios de bombardeio, devastaram ecossistemas e economias locais, enquanto planos de privatização pós-furacão, como a venda de serviços públicos, aprofundaram a desigualdade e deslocaram comunidades. No Quênia, as expropriações de terras apoiadas pelo Estado para projetos de infraestrutura e agronegócio, frequentemente impostas por meio de violência militar ou policial, desapropriaram comunidades indígenas como os Sengwer e Maasai, prejudicando seus meios de subsistência tradicionais em favor de interesses de elites e corporações. Em qualquer guerra, alimentos, recursos, o mar e a terra são fundamentais para a compreensão dos interesses daqueles que a travam.
12. COMBATER A MILITARIZAÇÃO DAS FRONTEIRAS E A CRIMINALIZAÇÃO DOS MIGRANTES
ELIMINAR AS CAUSAS REAIS DA MIGRAÇÃO FORÇADA
A guerra e a desestabilização econômica decorrentes da política econômica e externa dos EUA são os principais fatores que impulsionam a migração forçada, uma vez que nações poderosas exploram recursos e intervêm nas economias locais, deixando muitas populações empobrecidas e vulneráveis. Essa exploração gera pobreza generalizada, falta de oportunidades e instabilidade política, forçando as pessoas a fugirem de seus países de origem em busca de segurança e sustento, e as famílias a suportarem longas separações. Durante a migração, as pessoas enfrentam violência, extorsão, travessias de fronteira e travessias marítimas perigosas, e, consequentemente, xenofobia, ataques fascistas, negligência estatal e criminalização no país de acolhimento. As consequências desses problemas sistêmicos continuam a exacerbar o deslocamento, pois indivíduos e comunidades não têm outra escolha senão migrar para escapar das condições extremas criadas pela intervenção externa e pelo colapso econômico.
LUTAR PELO DIREITO DE RETORNO E PELA SEGURANÇA DOS REFUGIADOS DE ZONAS DE CONFLITO
A luta pelo direito de retorno e pela segurança dos refugiados em zonas de conflito evidencia como a guerra, a destruição de propriedades e a violência generalizada forçam as pessoas a fugir de seus lares em busca de segurança e estabilidade. O deslocamento em massa e a limpeza étnica na Palestina e em todo o Oriente Médio são resultado de décadas de ocupação, genocídio e roubo de terras. Migrantes e refugiados fogem da perseguição, da fome e da violência, sendo forçados a atravessar a selva colombiana, viajar no trem "A Besta" pelo México ou cruzar o perigoso Mediterrâneo em barcos superlotados; muitos são vítimas de tráfico humano, extorsão, sequestro ou sofrem doenças e ferimentos durante a jornada. Na África, guerras alimentadas pela exploração de recursos naturais, especialmente minerais, deslocaram milhões de pessoas, deixando refugiados expostos a condições precárias em campos ou ao longo de rotas migratórias perigosas. Refugiados e deslocados internos de zonas de conflito, desde palestinos impedidos de retornar à sua terra natal até sírios e sul-sudaneses que vivem em campos superlotados e com poucos recursos, enfrentam fome, epidemias e, por vezes, ataques fascistas diários. Essas pessoas continuam a lutar por reconhecimento, segurança e o direito de voltar para casa, buscando justiça e a libertação de suas terras ancestrais.
LUTAR CONTRA A DETENÇÃO, A DEPORTAÇÃO E A MILITARIZAÇÃO DAS FRONTEIRAS
Migrantes em todo o mundo estão travando uma resistência urgente contra ataques fascistas que criminalizam a migração e desumanizam aqueles que buscam segurança e oportunidades. Empresas que lucram com a deportação, como as empresas privadas de administração de prisões Geo Group, Core Civic e CCA, contribuem para o sofrimento contínuo dos migrantes, transformando vidas humanas em mercadorias para obter lucro. Os ataques militares fascistas contra migrantes se intensificaram globalmente, com a "máquina de deportação" de Trump impondo táticas brutais de detenção, separação familiar e deportação, enquanto persegue ativistas por defenderem os direitos dos migrantes. Da mesma forma, o governo Bukele em El Salvador usa a repressão militarizada para suprimir a migração e os ativistas, e, por toda a Europa, partidos de extrema-direita exploram os migrantes como bodes expiatórios, justificando políticas autoritárias através do medo e da xenofobia, criminalizando ainda mais a migração. Ativistas e comunidades em todo o mundo estão exigindo a libertação de todos os migrantes, o fim da separação familiar, o desmantelamento do regime militarizado nas fronteiras e a defesa da dignidade de todos os migrantes em sua luta por meios de subsistência e liberdade diante da violência e repressão do Estado.
13. INTERROMPA A PRODUÇÃO DE ARMAMENTOS DE ALTA TECNOLOGIA
DENUNCIE A MANIPULAÇÃO DOS PROGRAMAS DE PESQUISA E EDUCAÇÃO PELA INDÚSTRIA ARMAMENTISTA!
Os programas universitários em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês) contribuíram com entre 36% e 54% da pesquisa de armamentos para as forças armadas dos EUA desde 2016. Esses programas também têm sido alvo de empresas transnacionais de armamento, como Boeing, Lockheed Martin, Northrop Grumman e muitas outras, por meio de bolsas de estudo e estágios, como uma porta de entrada para a indústria bélica. Estudantes da classe trabalhadora, estudantes negros, mulheres e estudantes LGBTQ+ são particularmente visados em campanhas de recrutamento para construir as armas que destruirão a vida de seus concidadãos ao redor do mundo. Estudantes forçados a emigrar para países imperialistas devido à fuga de cérebros em seus países de origem são cooptados para carreiras em tecnologia, engenharia e ciência da computação e, em seguida, recrutados para usar tecnologias bélicas contra seus próprios povos. Programas educacionais voltados para o empoderamento coletivo e o benefício social estão sendo despriorizados em favor de programas pró-guerra que mantêm a máquina de guerra liderada pelos EUA em funcionamento e enriquecem os fabricantes de armas. Os jovens e estudantes, juntamente com os profissionais da indústria, constituem uma força poderosa para desmantelar e desmantelar todo o sistema de guerra.
PAREM O DESENVOLVIMENTO DE ARMAS PERIGOSAS E QUE GERAM DESPERDÍCIO!
Empresas de armamento nos Estados Unidos e em outras nações industrializadas estão desenvolvendo novas armas de guerra extremamente letais. Armas indiscriminadas, como gás fósforo branco e bombas de fragmentação, apesar de serem proibidas pela maioria dos países do mundo, são fabricadas, usadas e vendidas pelos Estados Unidos. Tecnologias como laser, inteligência artificial, computação quântica, biotecnologia, propulsão hipersônica e outros setores estão sendo desviadas de usos que beneficiariam a população e a sociedade, presas em uma espiral interminável de gastos militares. Empresas contratadas pela defesa investem centenas de milhões de dólares para comprar influência e tentar silenciar vozes pacifistas; no entanto, movimentos sociais continuam a exigir o fim desse perigoso desenvolvimento de armas e a priorização de gastos públicos para atender às necessidades humanas básicas. Nos últimos anos, as despesas com contratos militares dos EUA dispararam para mais de 400 mil milhões de dólares por ano, enquanto o financiamento federal para serviços sociais essenciais, como a habitação e a educação, sofreu um declínio acentuado, com alguns programas a registarem cortes orçamentais de até 20%. Um míssil Hellfire da Lockheed custa 150 000 dólares, enquanto se diz à população que não há dinheiro para ajuda alimentar, educação ou cuidados de saúde. Só em 2024, as despesas oficiais globais com a defesa ascenderam a 2,46 biliões de dólares, sendo muito provável que outros fundos destinados a fins militares não declarados representem um montante muito superior.
EXIGIMOS O DESARMAMENTO NUCLEAR DOS ESTADOS IMPERIALISTAS ATÉ SUA COMPLETA ABOLIÇÃO!
O programa de "modernização nuclear" dos Estados Unidos totaliza US$ 1,7 trilhão, com um arsenal atual de quase 5.500 ogivas nucleares. Se não for controlado, esse desenvolvimento de armas teve, e continuará a ter, consequências devastadoras para civis e para o planeta como um todo. Em janeiro de 2025, havia aproximadamente 12.121 ogivas nucleares em todo o mundo, e quase 90% delas pertenciam a apenas dois países: Estados Unidos e Rússia. Os Estados Unidos são o único país que usou armas nucleares contra pessoas em um ato de guerra, o que os torna um ator pouco confiável em negociações de desarmamento mútuo. A atual retórica imperialista mantém viva a demanda pela corrida armamentista nuclear. Um dos últimos tratados de não proliferação nuclear ainda em vigor, que permanece vigente há algum tempo, expira em 2026, sem garantia de que Trump e Putin o renovarão, criando, pela primeira vez desde a Guerra Fria, as condições para que os Estados Unidos não tenham limites para seu arsenal nuclear. Enquanto a principal potência imperialista mundial permanecer líder global no desenvolvimento de armas nucleares e mantiver uma retórica consistentemente provocativa em relação a seus rivais menos poderosos, nenhum Estado terá qualquer incentivo para se desarmar por medo de ceder novamente o controle global a uma potência monopolista nuclear. Os Estados Unidos mantêm o mundo refém com seu terrorismo nuclear, e todos os esforços devem ser direcionados para exigir seu desarmamento, defendendo simultaneamente o direito dos Estados menos poderosos de manterem seus arsenais nucleares defensivos até que o desarmamento americano abra caminho para a abolição total.
CHEGA DE JADC2, DA GUERRA DA "INTEROPERABILIDADE" E DO USO DE IA E SERVIÇOS EM NUVEM PELAS FORÇAS ARMADAS!
O Comando e Controle Conjunto em Todos os Domínios (JADC2) é a doutrina militar mais recente dos Estados Unidos e seus aliados. Ela se vangloria da "interoperabilidade" das operações de guerra em terra, mar, ar, espaço e ciberespaço, visando preparar-se para uma potencial guerra mundial com forças armadas em pé de igualdade com suas próprias capacidades tecnológicas, após décadas de operações de contrainsurgência e guerras contra estados com armamento inferior. Essa doutrina militar se baseia em enormes quantidades de dados e utiliza inteligência artificial para o gerenciamento de alvos, fornecida por meio de contratos lucrativos com grandes empresas de tecnologia como Google, Microsoft e Amazon Cloud. Pessoas do setor de tecnologia estão protestando contra o Projeto Nimbus, o contrato de US$ 1,2 bilhão concedido pelo Google e pela Amazon para fornecer serviços e infraestrutura de computação em nuvem ao estado de apartheid de Israel e suas forças armadas genocidas, para o primeiro genocídio impulsionado por IA. Apesar de líderes militares declararem que essas táticas são projetadas para preparar-se para uma futura guerra com estados rivais como a Rússia ou a China, os Estados Unidos e seus aliados as estão empregando atualmente. Isso levou a ataques implacáveis de inteligência artificial contra palestinos por parte de caças sionistas, "enxames" de drones em áreas rurais povoadas, testes de novos sistemas em exercícios militares que atingem comunidades civis e outros impactos destrutivos.
14. QUESTIONANDO AS PRIORIDADES MILITARES DOS EUA
VAMOS PARAR COM A GLORIFICAÇÃO DA GUERRA
A guerra e o militarismo, liderados pelos Estados Unidos, a força mais destrutiva do planeta, precisam de uma máscara para ocultar sua verdadeira natureza. Com o recrutamento militar em níveis historicamente baixos nos Estados Unidos e em muitos de seus aliados, os horrores da guerra tornam-se cada vez mais difíceis de ignorar na era das redes sociais. Um crescente movimento ativista se opõe às demonstrações aéreas e navais, que têm sido um método utilizado pelos militares para exibir suas armas e apresentá-las de forma atraente em eventos "para toda a família", numa tentativa de melhorar sua imagem. Recrutadores militares frequentemente montam operações nesses eventos para tirar proveito dessas demonstrações de maquinário bélico. Hollywood, videogames, brinquedos infantis e toda a indústria cultural imperialista dos EUA colaboram com o Pentágono. Há uma crescente crítica às corporações que literalmente chantageiam e subornam a indústria para obter controle sobre roteiros, promoção de produtos e a criação de jogos de guerra em realidade virtual em troca de financiamento e acesso a equipamentos e locações, transformando filmes em propaganda militarista para o Departamento de Defesa dos EUA.
EXIJA ALTERNATIVAS QUE BENEFICIEM AS PESSOAS
O presidente Trump prometeu um orçamento de defesa dos EUA de 1 bilião de dólares em 2026, ainda mais inflacionado pelos orçamentos de outros departamentos militarizados, como o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Energia, bem como por outras vertentes da burocracia militarizada dos EUA e dos seus governos aliados e fantoches em todo o mundo. Países de todo o mundo estão a seguir esta tendência de aumento vertiginoso das despesas militares, ao mesmo tempo que reduzem as despesas com a educação, os cuidados de saúde, as infraestruturas e outras necessidades sociais e serviços públicos. A guerra desenvolve uma indústria que é um dos maiores contribuintes para a crise climática. Os orçamentos de guerra nunca são elaborados no interesse do povo nem com o seu consentimento, enquanto o lobby da guerra, liderado pelas empresas de armamento, gastou mais de 50 milhões de dólares em candidatos políticos norte-americanos em 2024 para garantir que os seus interesses de especulação com a guerra fossem satisfeitos. Como resultado, milhões de pessoas passam fome, não têm habitação nem terra. Lutar por estas necessidades sociais exige lutar contra o sistema que dá prioridade ao militarismo.
LUTAR POR UM SISTEMA GLOBAL BASEADO NA PAZ JUSTA
O atual sistema de governo, voltado para o lucro e a guerra, nos Estados Unidos e em todo o mundo, é o principal obstáculo à paz mundial. Por mais efetivas que sejam as campanhas políticas reformistas, o sistema imperialista que sustenta o militarismo precisa ser contestado e reconstruído desde a base. Precisamos de justiça, equidade social e solidariedade entre os povos, incluindo o reconhecimento do direito à autodeterminação, à soberania econômica e alimentar e à autodefesa das nações e povos oprimidos contra a agressão e a violência reacionárias. Construamos a paz por meio de um desenvolvimento genuinamente sustentável, da criação de empregos e do bem-estar de nossas comunidades. Em última análise, a paz só pode ser alcançada por meio da soberania de todos os povos, conquistada através da libertação nacional e social para erradicar as causas profundas da guerra e do militarismo.
VAMOS ACABAR COM O RECRUTAMENTO MILITAR ABUSIVO
Exércitos repressivos ao redor do mundo utilizam culturas de agressão racistas, chauvinistas e misóginas para convencer jovens a se alistarem e lutarem, fomentando uma cultura de individualismo militarista em detrimento da solidariedade internacional. Eles mentem ou subornam com benefícios como bolsas de estudo ou treinamento que, muitas vezes, não lhes serão úteis na vida adulta. Jovens negros e de baixa renda, assim como aqueles de outras comunidades oprimidas, são especialmente vulneráveis a essas práticas. As forças armadas dos EUA atraem imigrantes para o alistamento como forma de obter cidadania, muitos dos quais enfrentam deportação ou ameaças do Estado. Muitos países impõem o serviço militar obrigatório a jovens que, desesperados para preencher suas fileiras, são forçados a se submeter ao recrutamento. O Corpo de Treinamento de Oficiais da Retaguarda (ROTC) e sua variante júnior (JROTC) preparam ideologicamente jovens para o serviço militar durante seus anos escolares. Soldados de países semicoloniais são arrastados por seus senhores imperialistas para lutar e morrer em guerras que não iniciaram nem desejaram. O militarismo rouba o futuro dos jovens e tenta transformá-los em peões sem mente através do tratamento abusivo por parte dos oficiais comandantes, impedindo-os de desobedecer ordens. Os jovens, o futuro da sociedade, não querem ser arrastados para as garras da máquina de guerra e, portanto, desempenham um papel fundamental na liderança do movimento de resistência.
APOIE A SAÚDE E O BEM-ESTAR DOS VETERANOS E DEMONSTRE SOLIDARIEDADE COM AQUELES QUE LUTAM EM SUAS PRÓPRIAS FILEIRAS!
Veteranos de forças armadas repressivas sofrem maus-tratos generalizados; somente nos Estados Unidos, existem mais de 33.000 veteranos sem-teto, demonstrando o pouco valor que os estados imperialistas e outros estados repressivos atribuem àqueles que lutam em suas guerras. Embora sejam publicamente "agradecidos" por arriscarem suas vidas no serviço militar, seu acesso a cuidados de saúde física e mental é sistematicamente prejudicado devido a cortes nos gastos públicos para acomodar orçamentos de guerra cada vez maiores. Muitos veteranos retornam do combate com justa indignação pelos crimes de guerra que foram forçados a cometer, mas são silenciados e submetidos à repressão estatal. Outros, corajosamente, se manifestam mesmo em serviço ativo e optam por desertar em vez de participar de crimes de guerra liderados pelos EUA.
CONSTRUINDO O MOVIMENTO E A AMPLA FRENTE UNIDA ANTI-IMPERIALISTA
A máquina de guerra liderada pelos EUA está na vanguarda do sistema imperialista há décadas, mas não é invencível e pode ser derrotada! Pode estar se tornando mais violenta e cruel, mas isso se deve unicamente ao seu crescente desespero pela sobrevivência. Pode se vangloriar de usar a tecnologia mais avançada em suas táticas, mas isso se deve ao fato de que nenhuma outra estratégia ou tática da máquina de guerra jamais conseguiu subjugar definitivamente os povos do mundo.
A máquina de guerra existe para manter a classe dominante no poder, e a maior ameaça a ela é o povo, que resiste ao militarismo desde o surgimento dos estados militaristas. Não importa quanto tempo leve ou quão imenso seja o sacrifício, o movimento por uma paz justa e duradoura triunfará!
Esta agenda descreve as principais lutas travadas em todo o mundo, os pontos críticos da guerra liderada pelos EUA que, quando atacados repetidamente e com a força combinada necessária, têm o poder de desestabilizar o sistema a ponto de levá-lo ao colapso, possibilitando assim a construção de uma paz justa e duradoura. Essas ações buscam demonstrar o impacto que cada aspecto da guerra liderada pelos EUA tem sobre a população, pois é precisamente na resistência a esses impactos diretos que se revela o verdadeiro poder do povo para transformar sua situação.
Cumprir os apelos da Agenda Antimilitarista significa unir-se a todos aqueles que sofrem os impactos da guerra e do militarismo. Os trabalhadores enfrentam o desemprego em massa, a inflação galopante e os cortes nos serviços sociais que acompanham toda economia de guerra, enquanto, simultaneamente, são os primeiros a serem recrutados para o serviço militar, recusam-se a carregar armas em navios, organizam greves de solidariedade com os povos que resistem à militarização e fortificam suas comunidades durante a agressão militar. Camponeses, agricultores e outras comunidades rurais resistem a sangrentas campanhas de contrainsurgência, bombardeios rurais e à destruição de seus meios de subsistência produtivos, defendendo suas terras e sistemas alimentares e liderando a linha de frente das lutas de libertação contra a agressão militar e o imperialismo. As mulheres lutam contra a violência sexual e o assédio por parte dos soldados, organizam suas comunidades, treinam a próxima geração de ativistas pela paz e até mesmo se juntam às fileiras dos combatentes da libertação. Os jovens combatem o declínio do acesso à educação e ao emprego, inspirando suas comunidades com energia e determinação e liderando a luta por um futuro pacífico. Os povos indígenas lutam por sua soberania, autodeterminação e pela expulsão de todas as operações militares agressivas de suas terras. Migrantes e refugiados se recusam a permanecer em silêncio e se unem aos povos de seus países de origem e de acolhimento na luta pela paz internacional. Professores, cientistas, artistas e outros profissionais se recusam a permitir que suas profissões sejam forçadas a servir à crescente militarização, enquanto outros sofrem demissões devido à crise contínua da economia de guerra, dedicando seus esforços ao movimento popular pela paz e utilizando suas habilidades em benefício do povo, não da máquina de guerra.
Os esforços conjuntos de todos esses setores, liderados pelas classes mais exploradas e pelos povos mais oprimidos pela militarização, formam uma ampla frente unida capaz de desafiar a guerra liderada pelos EUA até seus próprios fundamentos. A Agenda Antimilitarista do Movimento de Resistência à Guerra Liderada pelos EUA visa ser um roteiro para a construção dessa frente unida internacional em busca de uma paz justa e duradoura. Ao unir as lutas contra todos os aspectos da guerra e do militarismo liderados pelos EUA, podemos unir os próprios povos para confrontar a máquina de guerra e o sistema imperialista, desafiando diretamente sua existência. Somente com o fim do imperialismo as causas reais da guerra e do militarismo desaparecerão, e somente essa frente unida de todos os povos do mundo, conquistando sua libertação luta após luta em seus diferentes contextos, poderá pôr fim ao imperialismo.
Mais do que uma simples descrição de como a guerra e o militarismo liderados pelos EUA impactam os povos do mundo, a Agenda Antimilitarista é uma plataforma compartilhada que, por meio de organização diligente e luta corajosa, pode ajudar a construir o movimento por um mundo pacífico, um mundo sem guerra ou militarismo.
VIVA A SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL!
Expressamos nossa gratidão pelas consultas realizadas com as organizações que lutam diariamente por uma paz justa, as quais, em conjunto, tornaram possível a concretização desta agenda:
Korea Peace Now, All-Asia Campaign Against Air Bombing, Boriquas With Palestine, United Youth for Independence (JUPI), Mothers Against War, Veterans for Peace, About Face, Hoopae Pono Peace Project, Jewish Voices for Peace in Hawaii, Center for Action for Rural Development (CADR), ILPS Asia Pacific, ILPS Latin America, Nodutdol, Asia Pacific Research Network, Diaspora Collective (DPC), Haiti Action Committee e Guahan Protection.
As fotografias foram enviadas por diferentes movimentos e lutas.
ÍNDICE
Introdução
O que é a Agenda Antimilitarista
Táticas coordenadas globalmente para construir o movimento
Resumo das demandas e chamadas para mobilização popular
- Acabar com todas as guerras de agressão e guerras imperialistas
- Resistir às ocupações militares
- Lutar pelo fim das alianças militares
- Encerramento de bases e comandos dos EUA no exterior
- Combater empresas de armas e vendas de armas
- Fim dos acordos militares dos EUA
- Pare de apoiar regimes fantoches e aqueles que estão no poder
- Acabe com a contrainsurgência, a chamada "contraofensiva", guerra e repressão estatal
- Fim dos exercícios e treinamentos militares conjuntos
- Reparações, limpeza e justiça para as vítimas da guerra e da indústria armamentista
- Fim da guerra econômica, dos bloqueios alimentares e das sanções
- Lutar contra a militarização das fronteiras e a criminalização dos migrantes
- Interromper a produção de armamentos de alta tecnologia
- Questionar as prioridades militares dos EUA
INTRODUÇÃO
O militarismo estadunidense é o uso sistemático da violência militar para promover os interesses do Estado e da sua classe dominante, suprimindo simultaneamente a resistência popular. É o resultado da manipulação política e ideológica que apresenta a guerra como inevitável. O militarismo é um produto do sistema político e económico imperialista global moderno e está intrinsecamente ligado a ele.
Na atual conjuntura geopolítica global, três "frentes de guerra lideradas pelos EUA" emergiram com o objetivo de preservar sua hegemonia no mundo: a aliança entre os Estados Unidos e o Ocidente, incluindo a OTAN, no Leste Europeu contra a Rússia; a aliança entre os Estados Unidos, Israel, os Estados do Golfo e a Turquia contra o Irã; e uma robusta rede de alianças no Pacífico, incluindo Austrália, Reino Unido e Estados Unidos (AUKUS), Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos (JAKUS), Japão, Filipinas e Estados Unidos (JAPHUS) e Japão, Austrália, Índia e Estados Unidos (Quad) contra a China e a Coreia do Norte. Ao mesmo tempo, a guerra e a agressão lideradas pelos EUA também se espalham pela África, América Latina e Caribe.
Como sempre acontece em guerras, são as pessoas, especialmente os trabalhadores do mundo todo, que são mais afetadas, e não os executivos do governo, generais do exército, banqueiros, empresários ou fornecedores de armas que lucram com isso. Guerras de agressão deslocam de forma forçada povos indígenas, destroem terras aráveis para agricultores e produção de alimentos, contribuem para a crise climática, servem para manter as nações pobres oprimidas sob o domínio econômico dos EUA e perseguem revolucionários por meio da repressão estatal exercida por suas classes dominantes reacionárias locais e seus mestres imperialistas.
O militarismo estadunidense também gera e prospera em perspectivas e hierarquias sociais opressivas. O patriarcado apresenta a masculinidade como alinhada ao militarismo, à dominação e à força, e a feminilidade como pacificada, fraca e necessitada de proteção, resultando em opressão de gênero que pode ser instrumentalizada para promover o militarismo e empregar os corpos das mulheres como meio de controle social e militar, recorrendo ao estupro como arma de guerra. Tanto o patriarcado quanto o militarismo estadunidense veem as mulheres como danos colaterais e facilmente exploráveis, em vez de como parte fundamental da sociedade e de seu funcionamento.
A supremacia branca e a opressão racial criam um sistema de poder e preconceito que justifica a guerra, a ocupação e a militarização como ferramentas de opressão nacional. Essas e outras ideologias impopulares levam à violência generalizada no cotidiano das pessoas, desempoderando quase todos, exceto uma pequena minoria, criando assim terreno fértil para o militarismo operar em benefício dos imperialistas e dos aproveitadores da guerra.
Aqueles que promovem a guerra simplificam deliberadamente os discursos sobre o conflito atual, reduzindo-os à dicotomia "bem versus mal", "democracia versus autoritarismo" e "pacificadores versus terroristas", a fim de ocultar seus verdadeiros interesses e desmobilizar e isolar intencionalmente os movimentos que buscam uma paz genuína. As raízes históricas desses conflitos e os interesses opostos dos países imperialistas, que utilizam o militarismo e a guerra para garantir o controle sobre territórios, recursos naturais e mercados em um mundo multipolar, são omitidos do discurso. A mídia e os porta-vozes imperialistas ocultam e minimizam a resistência popular, considerando-a insignificante, ou a demonizam, rotulando-a de terrorismo.
O fascismo de Estado é concebido, armado e dirigido por potências belicistas como uma forma de intervenção estrangeira. Governos imperialistas usam seus estados fantoches para travar guerras em seu nome, como tem sido o caso da guerra liderada pelos EUA entre o governo ucraniano e o povo da região de Donbas desde 2014, muito antes do início da guerra contra a Rússia, e em muitas outras partes do mundo. O brutal genocídio estadunidense-sionista na Palestina expôs a violência implacável da entidade sionista apoiada pelo imperialismo estadunidense, que é ferozmente combatida pela resistência militante do povo palestino. Portanto, as guerras de agressão e o fascismo estão intimamente ligados e devem ser combatidos simultaneamente.
Diante do surgimento de mais guerras e da intensificação da repressão contra as populações, torna-se ainda mais importante fortalecer os movimentos contra as guerras de agressão e gerar solidariedade com os movimentos populares que reivindicam seus direitos democráticos coletivos, a autodeterminação e a libertação social e nacional.
O QUE É A AGENDA ANTIMILITARISTA?
A campanha Agenda Antimilitarista reúne forças anti-militaristas e anti-imperialistas de todo o mundo para identificar as prioridades dos cidadãos diante das guerras imperialistas e outras guerras de agressão. O Movimento de Resistência à Guerra liderado pelos EUA consultou movimentos em todo o mundo: Filipinas, Coreia, Japão, Chipre, Austrália, Porto Rico, Togo, Quênia, Sudão do Sul, Guam, Ilhas Marianas, Ilhas Marshall, Havaí e Palestina.
A Agenda foi concebida como uma compilação de "Chamadas à Ação", representando lutas cruciais travadas em todo o mundo por diversos indivíduos e organizações. Os objetivos apresentados nesses chamados devem ser abordados por meio de ações coordenadas em nível global. Eles representam fragilidades na guerra liderada pelos EUA, não meras manifestações do poderio da máquina de guerra, mas lutas populares que podem gerar ganhos na batalha contra o imperialismo e militarismo estadunidense. Ao apresentá-los dessa forma, tanto seu impacto sobre a população quanto as formas como as pessoas já estão resistindo tornam-se evidentes. Mais do que simplesmente descrever como a guerra e o militarismo liderados pelos EUA impactam a população, a Agenda Antimilitarista é uma ferramenta para a ação global coordenada na luta conjunta contra a guerra liderada pelos EUA.
A Agenda Antimilitarista incluirá educação política, defesa de direitos, mobilização e movimentos de massa contra a guerra, bem como o estabelecimento de redes para expor os interesses da máquina de guerra dos EUA e seus aliados e representantes em todo o mundo, combatendo os principais perpetradores das atuais guerras de agressão e promovendo nossa agenda antimilitarista unificada contra a guerra, visando a construção de uma paz justa.
O Movimento Resistência a Guerra Liderada Pelos EUA liderou a primeira edição da Agenda Antimilitarista desde o início de 2023 até o presente (Março de 2025). Após dois anos de campanhas e articulação em conjunto, a Agenda levou a confrontos em massa contra alvos como os exercícios militares Rim of the Pacific, a OTAN, feiras e exposições de armas, corporações transnacionais de armamentos e bases americanas no exterior. As campanhas e lutas, em cada contexto, dão vida aos movimentos, enquanto a Agenda fornece uma plataforma para coordenação e solidariedade entre as nossas lutas. No início de 2025, o Movimento de Resistência relançou a campanha, coincidindo com a reeleição de Trump para a presidência dos EUA e com a rápida mudança do cenário global, à medida que a máquina de guerra liderada pelos EUA desencadeava níveis extremos de barbárie contra seus rivais e os povos do mundo.
Os componentes da Agenda Antimilitarista também foram atualizados para incluir novas maneiras para que os membros do movimento iniciem seus próprios planos para implementar os apelos à ação da agenda e se coordenem com outros para torná-la um verdadeiro esforço de construção de movimento. A campanha inclui: 1) a Agenda, 2) o Calendário de Dias de Ação e Solidariedade, 3) Kits de Ferramentas da Campanha e 4) Campanhas em Andamento dentro dos Apelos à Ação da Agenda.
TÁTICAS COORDENADAS GLOBALMENTE PARA A CONSTRUÇÃO DE MOVIMENTOS
UNIR-SE PARA LUTAR CONTRA A GUERRA LIDERADA PELOS EUA.
Construir um movimento de massas multinacional, multissetorial e multitemático em resistência a todas as manifestações de guerra e militarismo lideradas pelos Estados Unidos.
PARAR A MÁQUINA DE GUERRA
Tomar medidas para expor, atacar e deter todas as forças da máquina de guerra liderada pelos EUA em todos os pontos possíveis, por meio de ações coordenadas internacionalmente.
Em todo o mundo, as pessoas sempre lutaram contra a guerra e o militarismo. De cidades e vilas reduzidas a escombros, passando por sanções e bloqueios alimentares que privam as pessoas de seus meios de subsistência, até ideologias militaristas que alimentam ataques violentos contra jovens e mulheres, a subjugação etnonacionalista e fascista de povos e nações oprimidos, sociedades imperialistas com orçamentos militares exorbitantes e as ameaças gêmeas da destruição nuclear e do colapso climático, as pessoas lutam para proteger suas terras, seus meios de subsistência, sua dignidade e sua soberania.
Como pessoas do campo, sindicalistas, religiosos, jovens, mulheres, pessoas LGBTQ+, ambientalistas, professores, artistas e povos indígenas, podemos unir nossas lutas por meio de movimentos contra a guerra e o militarismo.
Da mineração, produção, testes, transporte e exercícios até o emprego final de bombas, ataques com drones, mísseis, artilharia e outras armas, a máquina de guerra — todo o ciclo da produção militar — contamina comunidades, impacta gravemente a saúde e destrói terras e meios de subsistência por gerações. As comunidades detêm o poder e sempre resistiram à militarização de suas terras, águas e comunidades. À medida que a máquina de guerra se expande, podemos atacar essa indústria em vários pontos, não importa onde estejamos no mundo, e coletivamente paralisá-la!
O IMPERIALISMO ESTADUNIDENSE FORA DE TODOS OS LUGARES
Unindo movimentos anti-militaristas ao redor do mundo às demandas dos movimentos de libertação nacional que lutam pela autodeterminação, paz e justiça.
A guerra liderada pelos EUA afeta principalmente aqueles que vivem em países colonizados e neocolonizados, à mercê da presença militar estrangeira e de governantes locais fantoches. Para os povos oprimidos, a paz não é abstrata; está intrinsecamente ligada à autodeterminação econômica e à soberania política. Aqueles que lutam pela paz devem erguer suas vozes em defesa da soberania de todos os povos diante da dominação imperialista. Devemos denunciar os governos imperialistas e travar uma luta unida a partir do interior das sociedades imperialistas, em solidariedade com os povos mais afetados pela guerra e pelo militarismo.
LUTAR POR UMA PAZ JUSTA
Um povo unido pode derrubar o sistema de imperialismo que está na raiz da guerra, da ocupação e do militarismo, e lutar por alternativas viáveis que gerem paz.
Construir uma paz justa através da justiça, da equidade social e da solidariedade entre os povos, incluindo o reconhecimento do direito à autodeterminação, à soberania econômica e alimentar e à autodefesa das nações e povos oprimidos contra a agressão e a violência reacionárias. Construir a paz através do desenvolvimento sustentável genuíno, da criação de empregos e da saúde e bem-estar de nossas comunidades.
Ao conectar as lutas populares contra a guerra e o militarismo liderados pelos EUA e ao expor as muitas frentes de ataque que enfrentamos, a Agenda Antimilitarista se torna uma plataforma compartilhada que demonstra que, por meio de nossa união e da luta do povo, podemos ajudar a construir o movimento por um mundo pacífico, um mundo sem guerra ou militarismo.
APELO À AÇÃO
- Acabar com todas as guerras de agressão e guerras imperialistas
- Resistir às ocupações militares
- Fim das alianças militares
- Encerramento de bases e comandos dos EUA no exterior
- Combater empresas de armas e vendas de armas
- Fim dos acordos militares dos EUA
- Pare de apoiar regimes fantoches e aqueles que estão no poder
- Acabe com a contrainsurgência, a chamada guerra "antiterrorista" e a repressão estatal
- Fim dos exercícios e treinamentos militares conjuntos
- Reparações, limpeza e justiça para as vítimas da guerra e da indústria armamentista
- Fim da guerra econômica, dos bloqueios alimentares e das sanções
- Combater a militarização das fronteiras e a criminalização dos migrantes
- Interromper a produção de armamentos de alta tecnologia
- Questionar as prioridades militares dos EUA
1. ACABAR COM TODAS AS GUERRAS DE AGRESSÃO E GUERRAS IMPERIALISTAS
PONHA UM FIM AO GENOCÍDIO SIONISTA E À OFENSIVA CONTRA O ORIENTE MÉDIO!
A entidade sionista, com suas tendências fascistas, foi exposta como o projeto expansionista mais implacável do mundo, totalmente armado e protegido pelos Estados Unidos. Essa força genocida se formou a partir da tomada dos territórios palestinos no início do século XX e seu estabelecimento como o "Estado de Israel" em 1948. Em resposta à heroica operação de libertação nacional da resistência palestina, Al-Aqsa, a entidade sionista lançou sua "campanha final" de extermínio, assassinando centenas de milhares de pessoas em questão de meses, enquanto deslocava e matava de fome sistematicamente toda a população de Gaza e sitiava a Cisjordânia com colonos armados. Os sionistas usaram sua guerra de extermínio para justificar bombardeios, assassinatos e a ocupação do Líbano, da Síria e do Iêmen, com o objetivo de uma guerra final contra o Irã em sua busca expansionista para estabelecer o "Grande Israel". Esta é uma guerra de agressão sionista-estadunidense contra todo o Oriente Médio que ameaça devastar catastroficamente toda a região se não for interrompida.
Em resposta, as forças de libertação do Eixo da Resistência travam uma luta implacável em defesa da vida e da autodeterminação de seus povos, atuando como um movimento unido contra a guerra liderada pelos EUA na região.
VAMOS ACABAR COM A GUERRA POR PROCURAÇÃO NA UCRÂNIA!
Esta é uma guerra por procuração travada pelos Estados Unidos e pela OTAN para enfraquecer a Rússia com a ajuda de soldados ucranianos, um país que atua como governo fantoche e força militar da aliança. Apesar dos números divergentes citados por várias partes, a guerra já ceifou centenas de milhares de vidas e criou milhões de deslocados e refugiados, enquanto a inflação disparou devido às cadeias de suprimentos globais privatizadas e ineficientes que o conflito expôs. Embora o governo Trump tenha declarado sua intenção de reduzir o apoio direto dos EUA para se concentrar em outras frentes de agressão, os membros da OTAN continuam enviando armas para o campo de batalha e ambos mantêm o objetivo de enfraquecer estrategicamente a Rússia, enquanto ucranianos e russos continuam morrendo sem que haja uma paz clara à vista. Com muitos se recusando a serem enviados para a linha de frente e protestos massivos em todo o mundo exigindo o fim do conflito sangrento, o apelo para o fim da guerra se torna mais forte a cada dia.
PAREM OS PREPARATIVOS DOS ESTADOS UNIDOS PARA UMA GUERRA COM A CHINA!
Os Estados Unidos têm aproveitado todas as oportunidades para retratar a ascensão econômica, diplomática e militar da China como "agressiva", fomentando uma nova mentalidade de Guerra Fria e preparando o apoio público para uma futura guerra. O armamento de Taiwan pelos EUA para proteger o maior produtor mundial de semicondutores é o fator mais decisivo na escalada das tensões entre as duas superpotências, enquanto o envio de tropas americanas para o Japão, Coreia do Sul e Filipinas agrava ainda mais a situação. As manobras militares agressivas dos EUA no Mar da China Meridional, juntamente com as forças armadas desses países e da vizinha Península Coreana, buscam provocar o rival mais poderoso dos Estados Unidos para o que seria a guerra mais destrutiva da história. São os movimentos populares, a resistência e as demandas urgentes por diplomacia e paz justa — em vez de guerra — que devem crescer e se aprofundar para impedir que uma guerra interimperialista em grande escala ecloda entre os Estados Unidos e a China.
2. RESISTIR ÀS OCUPAÇÕES MILITARES
RESISTA AO SIONISMO, ACABE COM A OCUPAÇÃO E LIBERTE A PALESTINA DO RIO AO MAR!
A entidade sionista desenvolveu com precisão letal a infraestrutura de ocupação contra o povo e a terra palestinos por meio de postos de controle militar, demolições de casas, desaparecimentos forçados e prisões em massa, assassinatos políticos e guerras genocidas, com o total apoio militar e diplomático dos Estados Unidos. O sionismo é uma ideologia racista e fascista que leva os colonos a perpetrarem violência e deslocamento forçado contra a população indígena, a fim de roubar e destruir suas terras em benefício do Estado ocupante. Toda a resistência palestina à ocupação, desde apelos à ONU até a resistência armada, tem sido brutalmente reprimida pelos sionistas, que atacam civis indiscriminadamente e deliberadamente. Os sionistas também têm aconselhado e armado ativamente outros movimentos semelhantes ao redor do mundo, onde as pessoas continuam a lutar pela libertação da ocupação, demonstrando que a ocupação e a luta pela libertação palestina estão intrinsecamente ligadas ao colonialismo de assentamento e à resistência global contra ele. O povo palestino e sua resistência inspiram o mundo inteiro com seu progresso constante na luta para acabar com o genocídio, libertar os prisioneiros, defender sua terra, derrotar o sionismo e conquistar sua liberdade.
LIBERTEM PORTO RICO, HAVAÍ, GUAM E TODAS AS ILHAS DO PACÍFICO DO DOMÍNIO DOS EUA!
Sejam estados, territórios administrativos, acordos de livre associação, comunidades ou outras entidades, essas nações são colônias modernas e fortalezas militares dos Estados Unidos. Suas economias estão debilitadas, seus povos indígenas têm seus direitos históricos à terra e à água negados, e os Estados Unidos as tratam como meros postos avançados militares para seus interesses bélicos. Porto Rico está repleto de urânio empobrecido e resíduos químicos provenientes de testes nucleares em Vieques e outras comunidades expostas à radiação e sujeitas a negligência médica deliberada por parte dos Estados Unidos. O Havaí abriga mais instalações militares do que qualquer outro estado americano e é palco do indesejado e invasivo exercício militar conjunto bienal Rim of the Pacific. O uso de Guahan como ponto de reabastecimento militar deixou sua economia em ruínas e seus cidadãos sem voz na situação política do país. As numerosas ilhas da Micronésia enfrentam a elevação do nível do mar sem nenhuma ação dos EUA para mitigá-la, enquanto o legado sanitário e ambiental dos testes nucleares e dos testes de mísseis em andamento em bases militares americanas continua a ceifar vidas de gerações. À medida que os EUA militarizam o território, colonos continuam a deslocar seus habitantes por meio de projetos coloniais modernos disfarçados de atrações turísticas e condomínios fechados, com o objetivo de se apropriar de terras e justificar uma maior expansão militar. O povo continua a lutar para preservar sua cultura, língua e tradições indígenas, e a resistir à aniquilação cultural, à ocupação militar e ao genocídio passivo de seu povo.
VAMOS ACABAR COM TODOS OS REGIMES COLONIAIS DE POVOAMENTO
Os Estados Unidos nasceram de um projeto colonial genocida, cujo legado é a atual crise econômica, sanitária e política decorrente do roubo de terras, da campanha de extermínio promovida pelos colonizadores e da ocupação de territórios indígenas. Hoje, os Estados Unidos não apenas continuam a reprimir a luta pela soberania indígena dentro de suas fronteiras autoproclamadas, enquanto mantêm o controle colonial de fato sobre diversos territórios no Caribe e no Pacífico, como também fornecem apoio, assessoria e armamento militar a outros regimes coloniais ao redor do mundo, baseando-se em sua própria experiência como potência colonial. O mais flagrante e brutal desses regimes é atualmente a entidade sionista de "Israel". O movimento fascista Hindutva da Índia utilizou a violência étnico-religiosa para deslocar e ocupar a população da Caxemira, uma das fontes de água doce mais cobiçadas do mundo. Marrocos utilizou armas e assessoria americanas e sionistas em sua ocupação de décadas do Saara Ocidental, um território rico em depósitos inexplorados de urânio e nitrato. Por mais de 50 anos, o Estado turco tem utilizado um movimento de colonos fascistas para ocupar militarmente a metade norte de Chipre, uma ilha estratégica fundamental no Mediterrâneo Oriental, que abriga importantes bases militares de diversos países da OTAN. A Indonésia utilizou armamentos adquiridos dos Estados Unidos em seu próprio assentamento militarizado em Papua Ocidental, uma ilha rica em recursos florestais e agrícolas.
Cada um dos regimes coloniais mencionados emprega métodos brutais de dominação racista, repressão estatal, execuções extrajudiciais, destruição cultural e apagamento histórico da existência dos povos colonizados em suas terras, além de um movimento de colonos violentamente fanático para maximizar sua base de apoio fascista dentro do regime colonizador no poder. Apesar disso, os povos indígenas continuam a lutar por terras, soberania e contra a mineração imperialista, os testes de armas, a destruição militar declarada e, em última instância, pela plena libertação de seus povos.
3. PÔR FIM ÀS ALIANÇAS MILITARES
RESISTA À OTAN E DESMILITARIZE A EUROPA
Desde a sua criação, a OTAN sempre desempenhou um papel fundamental na ascensão dos Estados Unidos à principal potência imperialista e belicista do mundo. Com a adesão da Finlândia e da Suécia em 2023 e 2024, a OTAN expandiu-se provocativamente para leste, até às fronteiras da Rússia, colocando 3,3 milhões de soldados aliados — 40.000 deles apenas na Europa Oriental — sob o comando da aliança liderada pelos EUA desde a queda da União Soviética. A "Declaração de Washington" da OTAN, assinada durante o seu 75º aniversário em 2024, instou os seus membros a aumentarem os seus gastos militares, a modernizarem e expandirem os seus arsenais nucleares, a investirem milhares de milhões na compra de drones e armamento de alta tecnologia, a realizarem exercícios militares mais frequentes e de maior escala e a comprometerem-se a alocar mais milhares de milhões para armar ainda mais a Ucrânia. Mais de 90.000 soldados foram mobilizados para o Steadfast Defender 24, o maior exercício militar da OTAN, e dezenas de milhares de outros estão a ser destacados para exercícios no Ártico. A expansão da OTAN vai além da Europa, com a abertura de escritórios no Japão e na Jordânia, e a cooperação com a Austrália, o Japão, a Nova Zelândia e a Coreia do Sul, para contrabalançar a ascensão da China, que a OTAN identificou explicitamente como uma ameaça. No entanto, essa iniciativa expansionista da OTAN ocorre num momento em que Trump ameaça retirar os Estados Unidos da aliança, os países membros na Europa enfrentam graves crises econômicas e divisões políticas, e seus cidadãos pressionam alguns países a rejeitarem as exigências de aumento de gastos e maior envolvimento na guerra por procuração na Ucrânia, que está fracassando. O movimento de resistência contra a OTAN está crescendo constantemente, com o objetivo de pôr fim a essa frente e instrumento de guerra liderado pelos EUA.
ABAIXO A ALIANÇA SIONISTA-GOLFISTA CRIADA PELOS ESTADOS UNIDOS!
À medida que os Estados Unidos voltaram sua atenção para a Ásia, forjaram uma aliança sem precedentes entre as monarquias repressivas do Golfo e o regime colonial sionista de Israel, que atuou como seu guardião no Oriente Médio. Isso contribuiu para consolidar a violenta ocupação da Palestina (por meio de táticas de dividir para conquistar por parte dos estados árabes), a sangrenta guerra liderada pela Arábia Saudita no Iêmen e a devastação e o empobrecimento de sociedades no Líbano, na Síria, no Iraque, na Somália e na Eritreia, com o objetivo de contrabalançar a influência regional do Irã. A reaproximação entre os EUA e os sionistas com os Emirados Árabes Unidos para realizar a limpeza étnica em Gaza e, assim, colher benefícios econômicos do desenvolvimento, juntamente com o enorme influxo de investimentos (incluindo investimentos sionistas) no utópico projeto de desenvolvimento verde "NEOM" da Arábia Saudita, revela o verdadeiro motivo por trás dessa normalização do genocídio sionista: lucros exorbitantes para as monarquias do Golfo e as corporações americanas de combustíveis fósseis. No entanto, a maioria da população da região não se deixa enganar pelas táticas de dividir para conquistar dos Estados Unidos e seus aliados sionistas, e continua a exigir que seus governos rompam todos os laços com a entidade sionista e ponham fim a toda a conivência com os Estados Unidos em seu benefício.
PAREM O G7!
Os países do G7 (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão) representam algumas das economias mais poderosas do mundo, bem como algumas das forças armadas mais poderosas. Apesar de abrigarem menos de 10% da população mundial, controlam aproximadamente 30% do PIB global. Historicamente liderado pelos Estados Unidos, o G7 utiliza sanções, rearmamento militar, intervenção, agressão, invasões e guerras para impor uma ordem internacional de dominação imperialista, opressão e exploração. Três potências do G7 controlam arsenais nucleares e duas abrigam bases nucleares americanas dentro de suas fronteiras, enquanto o Japão e o Canadá permitem o destacamento de bombardeiros americanos com capacidade nuclear. No entanto, as fissuras na aliança estão se tornando cada vez mais evidentes, alimentadas por divergências sobre como lidar com o fracasso da guerra na Ucrânia, apoiada pelo G7, e por disputas sobre a quem cabem os espólios de guerra e a pilhagem imperialista. De dentro e de fora dos países do G7, devemos denunciar que nenhuma parte do G7 serve aos interesses do povo, continuar a construir um movimento pela paz mais forte e atacar a máquina de guerra interligada do G7.
FECHEM AUKUS, JAKUS E JAPHUS E DESMILITARIZEM A ÁSIA-PACÍFICO!
Entre 2021 e 2024, os Estados Unidos forjaram pactos de segurança trilaterais sem precedentes, num claro esforço para integrar e fortalecer suas alianças militares na Ásia e no Pacífico, preparando-se para uma potencial guerra com a China. Nos termos do Pacto de Segurança Austrália-Reino Unido-Estados Unidos (AUKUS), o Reino Unido e os EUA fornecerão submarinos nucleares à Austrália a um custo de US$ 368 bilhões, representando uma ameaça alarmante de uso da força contra a China e um desperdício de recursos militares para o povo australiano. A cooperação trilateral de segurança Japão-Coreia do Sul-Estados Unidos (JAKUS) abriu caminho para exercícios militares conjuntos de grande escala entre os três países — os primeiros desde a Segunda Guerra Mundial. Tanto o pacto JAKUS quanto o pacto Japão-Filipinas-Estados Unidos (JAPHUS) concedem aos militares dos EUA acesso irrestrito às bases militares na Coreia do Sul e nas Filipinas, respectivamente, e conferem comando operacional em tempo de guerra sobre as forças armadas de ambos os países. De modo geral, a estratégia dos EUA para o Indo-Pacífico busca explorar ainda mais o Pacífico em busca do que chamam de "recursos inexplorados" por meio do rearmamento militar estratégico, incluindo a Estratégia da Cadeia de Ilhas, a imposição de bases, armamentos e plataformas de lançamento para guerra ao redor da China. Alianças militares estão atreladas a acordos econômicos neoliberais, como o Corredor da Parceria Global de Investimento em Infraestrutura nas Filipinas, um acordo multibilionário que levará a projetos de infraestrutura que destruirão o meio ambiente local e os meios de subsistência do povo filipino, enquanto extrai minerais e produtos agrícolas para benefício de corporações estrangeiras. Embora inicialmente concebido como um mecanismo para coordenar ajuda humanitária e não denominado aliança militar, o Diálogo Quadrilateral de Segurança (Quad) entre os Estados Unidos, a Índia, o Japão e a Austrália transformou-se abertamente em uma estrutura para cooperação militar em 2024, estabelecendo patrulhas marítimas conjuntas regulares no Pacífico para aprimorar a interoperabilidade, o que exacerbou ainda mais as tensões regionais. Além dessas alianças, a extensa lista de acordos militares bilaterais dos EUA com países da região constitui, por si só, uma aliança militar não oficial.
4. ENCERRAMENTO DE BASES E COMANDOS DOS EUA NO EXTERIOR
FECHEM TODAS AS BASES AMERICANAS E ALIADAS NO EXTERIOR
Os Estados Unidos mantêm oficialmente mais de 800 bases militares no exterior, em mais de 80 países, mas, ao contabilizar as "instalações militares" no exterior, o número se aproxima de 14.000. Isso constitui uma violação flagrante da soberania das nações, permitindo que os Estados Unidos projetem seu poder imperialista em uma tentativa desesperada de manter sua hegemonia global. Os Estados Unidos utilizam suas bases, em particular, para monitorar países que rejeitam suas políticas imperialistas, como Cuba e Venezuela, por meio de seus postos avançados em Porto Rico ocupado. As bases desempenham um papel essencial na preparação para as guerras de agressão e intervenção dos EUA, da Ásia, Oriente Médio e África à América do Sul. Bases militares no exterior são centros onde soldados americanos abusam violentamente de inúmeras mulheres. Essas instalações no exterior causam destruição ambiental e perturbam a vida de civis, tanto dentro quanto fora das bases. As bases liberam produtos químicos tóxicos que prejudicam a saúde dos moradores e destroem os meios de subsistência de milhões de pessoas. No início de 2022, descobriu-se que a Marinha dos EUA havia derramado petróleo no abastecimento de água potável do Havaí. Um ano antes, fuzileiros navais dos EUA despejaram produtos químicos tóxicos no sistema de água potável de Okinawa. As Filipinas, sob o Acordo de Cooperação de Defesa Aprimorada, testemunharam a recente expansão de bases americanas em seu território, colocando em risco direto a população filipina em meio à crescente agressão dos EUA, que ameaça uma guerra com a China. Execuções extrajudiciais são endêmicas ao redor das bases americanas em Camp Simba, Manda Bay e no Aeroporto de Magagoni, no Quênia. No entanto, bases estrangeiras não são invencíveis; a população impediu a construção de bases na Coreia e no Japão, ou expulsou militares americanos por meio de mobilizações populares em casos como a Base Naval da Baía de Subic e a Base Aérea de Clark, nas Filipinas, a Marinha dos EUA em Vieques e Culebra, em Porto Rico, a recusa em renovar o arrendamento da base militar americana no Equador e a recente expulsão de bases francesas e americanas do Senegal, Chade, Burkina Faso, Mali e Níger.
DESMANTELAR O AFRICOM EM TODOS OS PAÍSES ONDE EXERCE CONTROLE ABSOLUTO
Após a derrubada dos regimes coloniais europeus pelas lutas de independência africanas, os Estados Unidos estabeleceram o AFRICOM em 2007 como o mais novo comando de combate geográfico do Pentágono. Desde então, os Estados Unidos o têm utilizado para travar a "guerra ao terror" e impor seu controle sobre os povos, terras e recursos africanos. À medida que os laços neocoloniais atuais com a Europa enfraquecem, os Estados Unidos estão usando o AFRICOM para exercer controle e violência contrarrevolucionários no continente, tentando suprimir as lutas de libertação dos povos, enquanto buscam, simultaneamente, competir com a influência russa e os investimentos chineses em desenvolvimento para manter sua presença na África. Apesar de alegar ter uma "presença mínima", o AFRICOM é o segundo comando militar americano de crescimento mais rápido, com 46 bases americanas de vários tipos e relações militares entre 53 dos 54 países africanos e os Estados Unidos. Tropas das Forças Especiais americanas operam atualmente em mais de uma dúzia de nações africanas. O AFRICOM é responsável por devastadoras operações secretas na Nigéria, Somália, Quênia, Uganda, Sudão do Sul, Mali e muitos outros países, e realiza exercícios multinacionais de grande escala, como o African Lion, que expandem as capacidades de guerra com drones. Além de sua intervenção direta, o AFRICOM armou e treinou senhores da guerra locais e até ajudou alguns a ascenderem ao poder, onde brutalizaram seu próprio povo para obter ganhos pessoais.
5. COMBATER EMPRESAS DE ARMAS E VENDAS DE ARMAS
VAMOS ROMPER RELAÇÕES COM AQUELES QUE LUCRAM COM A GUERRA!
As Corporações Transnacionais de Armamentos e Guerra (CTAGs) são empresas com operações globais que supervisionam e lucram com a produção industrial em massa de armas de guerra de alta tecnologia para sustentar a economia militar global. Seu objetivo é lucrar armando e rearmando as forças armadas estatais para uso em guerras contra outros países ou contra suas próprias populações. Os gastos militares globais foram estimados em US2,443trilho~esem2024,onıˊvelmaisaltojaˊregistradoeomaioraumentoanualdesde2009,comareceitacombinadadas100maioresempresasdedefesatotalizandoUS2,443trilho~esem2024,onıˊvelmaisaltojaˊregistradoeomaioraumentoanualdesde2009,comareceitacombinadadas100maioresempresasdedefesatotalizandoUS 632 bilhões em 2023. Campanhas cidadãs estão visando as cinco maiores empresas: Lockheed Martin, RTX, Northrop Grumman, Boeing e General Dynamics. Empresas de armamentos de última geração vendem suas armas para governos fascistas no exterior para uso em vigilância, bombardeios aéreos, guerra com drones e bombardeio em massa de países, incluindo a morte de civis e não combatentes, enquanto nos Estados Unidos são contratadas para agressão militar em guerras em curso. Empresas como a Elbit Systems, por exemplo, são fábricas de genocídio, com sede na Grã-Bretanha e subsidiárias em todo o mundo, que fabricam armamento israelense usado para subjugar o povo palestino. Elas são cúmplices das violações dos direitos humanos e dos crimes de guerra perpetrados por forças estatais agressoras que usam seus produtos para abastecer o mercado de guerras imperialistas de agressão.
FECHE OS SHOWS DE ARMAS
Feiras de armas são eventos onde fabricantes de armamentos exibem seus produtos para potenciais compradores, estados imperialistas e outros estados militaristas que buscam usá-los para proteger violentamente seus interesses. Esses eventos equivalem a celebrações do militarismo, com executivos das empresas se vangloriando e promovendo o uso letal de suas armas contra a população. A CANSEC é a maior feira de armas da América do Norte, com cerca de 300 empresas participantes, e até mesmo o sionista "Israel" recebeu um espaço de exposição como se fosse um fabricante de armas independente. A Feira de Defesa e Segurança da Holanda (NEDS) exibe essas armas no norte da Europa, enquanto a Eurosatory, na França, é a maior feira de armas da Europa. A feira Land Forces, na Austrália, também funciona como uma loja de armas bem na porta de entrada do principal teatro de operações de guerra dos EUA no Pacífico. Essas feiras são um componente essencial para gerar lucros, ao mesmo tempo que glorificam a guerra e o militarismo.
UNAM-SE CONTRA A CADEIA DE SUPRIMENTOS MORTAL DA INDÚSTRIA BÉLICA!
Além de fornecer aos fabricantes de armas um suprimento aparentemente infinito, a cadeia de suprimentos da indústria bélica prejudica as pessoas em todas as suas etapas. A mineração permite a extração de metais, minerais de terras raras e derivados de petróleo, levando à destruição ambiental, poluição e ao aumento da militarização de comunidades próximas às áreas de mineração. Os testes de armas são conduzidos sem o consentimento, e às vezes até mesmo sem o conhecimento, das comunidades locais, que sofrem com resíduos tóxicos de armas e até mesmo são atingidas por fogo cruzado. Os recursos naturais dos países são saqueados em vez de serem usados pela indústria nacional para beneficiar a população, enquanto os trabalhadores das fábricas são explorados, especialmente na vasta rede de pequenas fábricas que essas empresas utilizam em todo o mundo. As comunidades prejudicadas na zona de extração, os trabalhadores explorados nas fábricas e as pessoas expostas às armas nos produtos finais são todos afetados pela cadeia de suprimentos bélica liderada pelos EUA. A resistência contra a cadeia de suprimentos da indústria bélica está se desenvolvendo em minas, fábricas, centros de testes, universidades de pesquisa e até mesmo ao longo das rotas de transporte e distribuição. A cadeia de suprimentos abrange o globo, o que significa que podemos nos unir e agir contra diferentes partes dela em qualquer comunidade a ela conectada.
6. PÔR FIM DOS ACORDOS MILITARES DOS EUA
RESISTA À ALIANÇA AGRESSIVA ENTRE OS ESTADOS UNIDOS E O JAPÃO PARA MILITARIZAR A REGIÃO DA ÁSIA-PACÍFICO
O Japão é o aliado mais leal dos Estados Unidos na região da Ásia-Pacífico. Acordos militares firmados após a Segunda Guerra Mundial permitem que os Estados Unidos desloquem mais tropas para o Japão do que para qualquer outro país da região. Um quinto do território de Okinawa é ocupado por bases americanas. Governos de direita aprovaram com sucesso mudanças constitucionais que permitiram ao Japão rearmar-se para fins ofensivos, levando a um aumento nos gastos com defesa desde 2007 e à duplicação do orçamento de defesa até 2023. Em consonância com a mudança estratégica dos EUA em direção à Ásia, os Estados Unidos, com o Japão como um parceiro disposto, implementam continuamente novos acordos bilaterais e multilaterais. A recém-formada aliança Japão-EUA-Coreia (JAKUS) e a aliança trilateral Japão-Filipinas-EUA (JAPHUS) expandem a rede de alianças militares dos EUA, permitindo que tropas americanas e japonesas envolvam a Coreia e as Filipinas nos preparativos militares dos EUA contra a China. Essas alianças trilaterais formalizam exercícios militares regulares, aprimoram a troca de informações militares e a integração de redes avançadas de mísseis direcionadas especificamente à China, introduzem uma estrutura para segurança coletiva por meio do chamado "engajamento consultivo" e criam um bloco econômico anti-China. Essas medidas não são defensivas; pelo contrário, constituem uma robusta rede de alianças no Leste Asiático em preparação para uma guerra contra a China.
PARE A CRESCENTE INFLUÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS NO SUL DA ÁSIA!
Os Estados Unidos estão tentando consolidar suas alianças no Sul da Ásia para fortalecer sua presença na região. Sua influência histórica no Paquistão diminuiu à medida que o país se aproxima da China, o que levou os EUA a fortalecerem seu relacionamento com a Índia. Isso intensificou o sangrento conflito entre Índia e Paquistão, alimentado décadas atrás pelos britânicos como forma de conter a influência chinesa. Os EUA, o Japão e a Austrália recrutaram a Índia para o Diálogo Quadrilateral de Segurança (QUAD) para contrabalançar a ascensão da China, e em 2022 os EUA participaram pela primeira vez do exercício naval multilateral MILAN, liderado pela Índia. A Índia também está se unindo a Israel, aos Emirados Árabes Unidos e aos EUA (I2U2) no compartilhamento de tecnologia entre esses regimes repressivos. Enquanto isso, a China negocia a construção de uma nova base naval no Paquistão e de um porto de águas profundas no Sri Lanka, ambos localizados em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Os Estados Unidos responderam influenciando as eleições em Bangladesh para garantir a eleição de um financista pró-Ocidente como presidente, após o levante popular de 2024 contra a corrupção governamental. Além disso, os Estados Unidos ocupam a ilha de Diego Garcia, onde promovem a limpeza étnica da população nativa. Lá, operam uma base utilizada para invasões do Iraque e do Afeganistão, e para o posicionamento de forças contra o Irã, desempenhando um papel fundamental na vigilância regional e em operações de rápida mobilização.
VAMOS CONSTRUIR UMA ZONA DE PAZ NA AMÉRICA LATINA!
A presença militar contínua dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA) mina a soberania e a autonomia das nações latino-americanas e caribenhas, com 76 bases militares e Locais de Cooperação de Segurança (LCS) dos EUA, incluindo no Panamá, Porto Rico, Colômbia, El Salvador e Aruba (Curaçao). Os Estados Unidos usam essas bases como plataformas para intervenções regionais, ameaçando países independentes como Venezuela e Cuba, ou mesmo ameaçando uma invasão militar do Panamá. Os Estados Unidos forneceram bilhões de dólares em financiamento para "segurança e combate ao narcotráfico" ao México, El Salvador e Colômbia, o que equivale a uma guerra de contrainsurgência contra os pobres, disfarçada de guerra contra as drogas e as gangues. Os Estados Unidos usaram Porto Rico como campo de treinamento para militares ucranianos. Esse legado colonial e presença militar, impulsionados por interesses imperialistas, violam os princípios da autodeterminação e da paz. Em resposta, os povos da região exigem a retirada completa das forças militares estrangeiras, defendendo um futuro onde as nações latino-americanas e caribenhas possam trilhar seu próprio caminho, livres de interferência externa.
7. PARE DE APOIAR REGIMES FANTOCHES
PARA PÔR FIM À INTERFERÊNCIA ESTRANGEIRA EM CONFLITOS INTERNOS E GUERRAS CIVIS
A intervenção estrangeira em conflitos internos, como os da Líbia, Sudão, República Democrática do Congo e Síria, intensificou a instabilidade e prolongou o sofrimento, à medida que potências imperiais e forças rivais disputam o controle de recursos e influência estratégica. Na Líbia, a derrubada e o assassinato de Gaddafi, orquestrados pelos EUA, resultaram na fragmentação de um país outrora estável, dividido por milícias apoiadas por estrangeiros e governos rivais que lutam pela riqueza petrolífera, com intervenções dos Emirados Árabes Unidos, da Rússia e das potências ocidentais aprofundando o caos. Tendo como pano de fundo a contrainsurgência dos EUA em Darfur e a campanha de desestabilização no Sudão durante os primeiros anos da guerra contra o terror, a atual guerra civil no Sudão se intensificou devido ao apoio estrangeiro a facções rivais, com países como Egito, Emirados Árabes Unidos, Rússia e Turquia apoiando lados diferentes, transformando o conflito em um campo de batalha por procuração que exacerba ainda mais o sofrimento da população. Na República Democrática do Congo, corporações multinacionais e estados estrangeiros exploram recursos minerais, financiando grupos armados, incluindo mercenários ruandeses e ugandeses apoiados pelos Estados Unidos, para manter o controle e prolongar a violência em benefício de interesses imperialistas. A Síria, por sua vez, fragmentou-se em estados de facto, com potências estrangeiras apoiando diferentes facções, resultando em uma nação devastada onde a população civil sofre as piores consequências. Uma vez ocorrida uma intervenção, a população experimenta uma piora das condições, pois o envolvimento estrangeiro exacerba o conflito e aprofunda as crises humanitárias, com os Estados Unidos desempenhando um papel de liderança na intervenção e desestabilização desses conflitos.
CONDENAMOS O DESMEMBRAMENTO DA SÍRIA E O ESTABELECIMENTO DE REGIMES FANTOCHES PRÓ-IMPERIALISTAS
Após décadas de duras sanções que mergulharam a Síria em uma profunda crise econômica e política, os Estados Unidos, Israel e Turquia, juntamente com seus aliados, derrubaram violentamente o governo independente e democraticamente eleito da Síria em questão de dias, no final de 2024. Desde então, tanto Israel quanto a Turquia intensificaram suas ações militares na Síria, causando destruição considerável e inúmeras vítimas civis. Israel realizou centenas de ataques aéreos em território sírio desde a queda de Assad, visando objetivos militares e infraestrutura, com a intenção de ocupar permanentemente o território sírio. Simultaneamente, os ataques com drones turcos no norte da Síria resultaram em um grande número de mortes de civis. A Turquia rapidamente impôs um novo líder ao governo sírio, Mohammad al-Jolani, do Hayat Tahrir al-Sham (HTS), uma organização anteriormente afiliada à Al-Qaeda, e assumiu o controle do noroeste da Síria após a queda de Bashar al-Assad. A HTS foi amplamente condenada por graves violações dos direitos humanos, incluindo prisões arbitrárias, tortura e execuções extrajudiciais de civis, ativistas e membros de grupos minoritários. A Síria foi desmembrada, seu território dividido e controlado por diversas potências estrangeiras. A queda de Assad interrompeu as rotas de abastecimento e o apoio material ao Eixo da Resistência, particularmente na Palestina. A completa fragmentação do país demonstra que o futuro da Síria deve estar nas mãos do próprio povo sírio, livre de qualquer intervenção estrangeira.
RESISTA AOS ALIADOS DOS ESTADOS UNIDOS NA AMÉRICA LATINA
Os envios de armas dos EUA para regimes repressivos na América Central, particularmente na Guatemala e em El Salvador, aumentaram devido à diminuição da influência americana após as eleições na América Central e do Sul, que resultaram na eleição de governos pró-populistas, alguns dos quais alinhados com a China. As chamadas "guerras contra gangues", travadas por governos fantoches apoiados pelos EUA, mataram milhares de defensores da terra e pequenos agricultores para liberar terras para a mineração. Agora que o governo Trump designou algumas dessas gangues como organizações terroristas estrangeiras, chefes de Estado abertamente fascistas, como Bukele em El Salvador e Milli na Argentina, sentem-se encorajados a cometer mais violações dos direitos humanos contra opositores em nome do combate às gangues e ao terrorismo. Enquanto isso, os esforços dos EUA para desestabilizar países como Nicarágua e Cuba continuam, buscando minar sua soberania e seu apoio à solidariedade regional. As campanhas de desestabilização em curso visam enfraquecer a resistência dessas nações às pressões imperialistas e romper suas alianças, particularmente com governos de esquerda e com a China.
CONDENEMOS OS FANTOCHES E AGENTES ANTIPOPULARES NA ÁFRICA! VAMOS FORTALECER A SOLIDARIEDADE COM OS PAÍSES QUE PROCLAMAM A INDEPENDÊNCIA ANTICOLONIAL
O regime de Ruto, apoiado pelos EUA, no Quênia, utiliza a proibição de protestos, prisões e encarceramentos injustificados, o desaparecimento de ativistas e as execuções extrajudiciais de centenas de pessoas para suprimir a ampla dissidência contra os impostos exorbitantes sobre bens de primeira necessidade, impostos à população devido a dívidas contraídas com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. No Chifre da África, os Estados Unidos continuam seus esforços agressivos de desestabilização, que vão desde o armamento da Etiópia e de outros grupos armados para travar uma guerra brutal na região de Tigray e incitar a agressão contra a Eritreia, até o bombardeio aéreo da região de Puntland, na Somália, sob o pretexto de operações de segurança antiterroristas durante as primeiras semanas do segundo mandato de Trump. O apoio contínuo dos EUA à ocupação marroquina do Saara Ocidental permite a repressão política em massa do povo saarauí, gerando benefícios econômicos em indústrias controladas por Marrocos no país, como turbinas eólicas e mineração de urânio. Os Estados Unidos estão fomentando sentimentos separatistas na Somalilândia para garantir mais bases estratégicas ao redor do Mar Vermelho, o que poderia desencadear outra guerra civil na Somália. Em contraste, após anos de golpes de Estado, contragolpes e apoio a grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, apoiados ou influenciados pelos EUA, com o objetivo de desestabilizar a região e reforçar as relações neocoloniais no Sahel, Burkina Faso, Mali e Níger conseguiram se libertar do domínio neocolonial francês, expulsar as tropas francesas e estabelecer a Aliança dos Estados do Sahel (AES) como uma entidade regional que afirma sua soberania nacional. Senegal, Chade, Gana e Costa do Marfim estão seguindo o mesmo caminho e exigiram que as potências estrangeiras se retirem e fechem suas bases.
OPONHA-SE À INTERVENÇÃO LIDERADA PELOS EUA NO HAITI!
Desde que a Revolução Haitiana pôs fim à escravidão e conquistou a independência da França em 1804, o Haiti tem sido alvo do imperialismo ocidental. Após ser expulso, navios de guerra franceses cercaram Porto Príncipe, exigindo que o Haiti pagasse 150 milhões de francos-ouro (US$ 115 bilhões) a bancos franceses e americanos, paralisando sua economia pelo "crime" de se libertar da escravidão e do domínio francês. Quando o governo progressista de Aristide exigiu reparações da França por esse roubo em 2003, o governo francês ajudou os Estados Unidos a orquestrar um golpe de Estado em 2004, criando o que ativistas haitianos chamam de "inferno na Terra". Somente no último ano, mais de 6.000 haitianos foram mortos por esquadrões da morte paramilitares alinhados a setores da elite haitiana, enquanto mais de um milhão de pessoas foram deslocadas de suas casas. Quase metade da população sofre de fome aguda e muitos estão à beira da inanição. Estupros coletivos de mulheres e crianças tornaram-se uma arma de terror frequente contra a população. A grande maioria das armas de grosso calibre usadas por esses esquadrões da morte foi contrabandeada dos Estados Unidos. O objetivo dos EUA é manter um governo pró-americano no poder que venda os recursos minerais do Haiti, abra o país a maiores investimentos estrangeiros e fábricas exploradoras, e ajude a consolidar o controle americano sobre o Caribe. Mas eles enfrentam um poderoso movimento que exige justiça social e mudanças democráticas, um movimento que nunca vacilou.
ENFRENTE A ASCENSÃO DE REGIMES FASCISTAS NA ÁSIA! APOIE LEVANTES POPULARES CONTRA OS FANTOCHES FASCISTAS
A "guinada para a Ásia" dos Estados Unidos encorajou o fascismo em todo o continente e facilitou a expansão maciça das bases militares americanas. A ofensiva fascista dos estados da região é planejada, treinada e implementada por autoridades americanas, juntamente com aliados fiéis e fantoches fascistas, e foi desenvolvida ao longo da história das ditaduras fascistas apoiadas pelos EUA em todo o mundo. O Japão, um estado fascista de longa data, desmantelou disposições de sua constituição para permitir um rearmamento mais ofensivo de suas forças armadas, enquanto simultaneamente reprime ativistas pela paz que lutam contra a tentativa do Estado de revisar e encobrir seu passado fascista. Ferdinand Marcos II, nas Filipinas, deu continuidade à mesma tendência de execuções extrajudiciais e prisões de ativistas sob acusações forjadas, ao mesmo tempo em que aumentou exponencialmente os gastos com as forças armadas e a polícia. O regime de Narendra Modi na Índia conduz operações militares e promove um movimento etnonacionalista fascista em Manipur, na Caxemira ocupada e no norte da Índia para beneficiar grandes interesses agrícolas e de mineração, enquanto os Estados Unidos subornam o regime com investimentos tecnológicos para afastá-lo da influência chinesa. O regime anti-curdo e anti-sírio de Recep Tayyip Erdoğan na Turquia desencadeia violência estatal contra seu próprio povo e em toda a região, protegido por sua adesão à OTAN. No entanto, essa violência estatal fascista encontra resistência diária de populações que lutam para afirmar sua autodeterminação, como na Coreia do Sul, onde o povo conseguiu derrubar o presidente Yoon Sukyeol, que havia cedido a soberania sul-coreana aos interesses militares dos EUA enquanto tentava eliminar o salário mínimo do país e suprimir os sindicatos.
8. PÔR FIM À CONTRAINSURGÊNCIA, À CHAMADA GUERRA "ANTITERRORISTA" E À REPRESSÃO ESTATAL
PAREM DE ROTULAR LUTADORES PELA LIBERDADE E DEFENSORES DA PAZ COMO TERRORISTAS!Sob a doutrina da Guerra ao Terror, regimes imperialistas e reacionários em todo o mundo rotulam movimentos populares e lutas revolucionárias como "terroristas" para reprimi-los por meio de prisões em massa, vigilância, guerra psicológica, sequestros, tortura, execuções extrajudiciais e massacres. Encorajadas pelos amplos poderes concedidos por leis e iniciativas "antiterroristas" deliberadamente ambíguas, as forças armadas e a polícia dos Estados Unidos e seus regimes fantoches têm apresentado acusações infundadas contra ativistas e lutadores pela liberdade para justificar todo tipo de repressão e, nos piores casos, o terror puro e simples por meio de bombardeios e mobilização de tropas. Instrumentalizando uma série de leis antiterroristas intencionalmente vagas, frequentemente com retórica anti-muçulmana e anticomunista, as forças de segurança do Estado têm violado flagrantemente os direitos humanos e continuam a se esquivar da responsabilização por seus atos.
PAREM OS ATAQUES COM DRONES LIDERADOS PELOS EUA!
Os ataques com drones, perpetrados sob o pretexto da Guerra ao Terror, causaram inúmeras mortes de civis e semearam o medo em países como Somália, Iêmen, Filipinas, Palestina e Síria. Os Estados Unidos inauguraram a era da guerra com drones em larga escala e rapidamente ajudaram a exportá-la como uma tática fundamental para seus aliados. Esses ataques carecem de transparência, responsabilização e justiça para as famílias das vítimas inocentes. Longe de garantir a segurança, a guerra com drones, incluindo drones subaquáticos e enxames de drones, leva a assassinatos indiscriminados, aprofunda a instabilidade e mina o direito internacional. É uma ferramenta brutal de violência imperialista que desumaniza pessoas e protege seus perpetradores das consequências.
FECHEM GUANTÁNAMO E TODOS OS CENTROS DE DETENÇÃO SECRETOS DA CIA
Os "locais secretos" da CIA são lugares onde prisioneiros são desaparecidos sem julgamento para serem submetidos a tortura e interrogatório em locais como Tailândia, Lituânia, Marrocos, Polônia e Romênia, entre outros, que nunca foram oficialmente divulgados pelos Estados Unidos ou pelos governos anfitriões. A Baía de Guantánamo é o mais infame e extenso desses locais secretos. Ali, em território cubano ocupado, os Estados Unidos passaram o último século monitorando seus vizinhos no hemisfério, planejando golpes de Estado no exterior e torturando centenas de suspeitos na "Guerra ao Terror", e agora a utilizam como prisão para migrantes deportados. Desde a sua criação, o campo de detenção de Guantánamo acumulou inúmeros relatos documentados de violações de direitos humanos em suas instalações, incluindo confinamento solitário prolongado, assistência médica inadequada e tortura. Além disso, muitas pessoas presas ali foram mantidas indefinidamente sem julgamento. O custo do centro de detenção da Baía de Guantánamo chega a quinhentos milhões de dólares americanos por ano, dinheiro que poderia ter sido usado para gerar a receita tão necessária para serviços governamentais à população.
PONHA-SE FIM À GUERRA ASSASSINA NO IÉMEN!
Durante décadas, os Estados Unidos iniciaram e apoiaram a agressão armada dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita no Iêmen, criando as condições para uma das piores crises de refugiados da história recente. Medidas econômicas coercitivas contra o Iêmen desencadearam uma fome artificial entre a população iemenita, que já sofria com ataques aéreos, mortes e feridos, perda de infraestrutura e suprimentos básicos, e deslocamento em massa. A ONU estima que pelo menos 130.000 pessoas morreram por falta de alimentos, assistência médica e infraestrutura adequada. Apesar dos ataques renovados das forças americanas contra a resistência armada no Iêmen, o Ansar Allah continuou a intensificar seus esforços em apoio à libertação de seu povo e do povo palestino, causando sérios danos à economia da entidade sionista e interrompendo as rotas comerciais americanas.
VAMOS DEFENDER O DIREITO DE LUTAR POR UMA PAZ JUSTA!
Os Estados Unidos violam sistematicamente o Direito Internacional Humanitário (DIH), suas normas e padrões, recorrendo a múltiplas formas de agressão, incluindo econômica, cibernética, desinformação e manipulação. O DIH exige a proteção de civis, prestadores de serviços como pessoal médico e indivíduos que participaram de conflitos armados, mas cessaram as hostilidades. Em resposta, os povos do mundo estão se representando e reivindicando a causa da paz justa, da libertação e da democracia nacional, um direito protegido pelo DIH, que reconhece o direito dos povos colonizados de travar guerras de libertação nacional em todo o mundo. As potências imperialistas nunca renunciaram, nem renunciarão, ao seu poder a menos que os trabalhadores e os oprimidos as confrontem ativa e coletivamente. Por meio de diversas formas de resistência, como defesa jurídica, protestos em massa, luta armada e solidariedade entre si, os povos do mundo têm defendido seu direito à autodeterminação, à soberania econômica e alimentar e à autodefesa das nações e povos oprimidos contra a agressão e a violência reacionárias. Movimentos democráticos em todo o mundo estão se levantando para defender o direito de cada nação e povo à autodeterminação.
RESISTA AO TERROR POLICIAL RACISTA!
Desde suas origens até os dias atuais, o policiamento existe para proteger a propriedade e o poder da classe dominante, utilizando a violência como ferramenta de controle social, especialmente contra comunidades pobres, negras e marginalizadas. Os policiais frequentemente portam armamento de alta tecnologia herdado de programas de compartilhamento de equipamentos militares usados. Longe de serem agentes neutros da lei, a polícia recorre frequentemente a perfis raciais e processos arbitrários para assediar e matar impunemente. Em todos os lugares, aqueles que exigem mudanças são espancados, atacados com gás lacrimogêneo, baleados e brutalizados pelas mesmas forças policiais militarizadas contra cuja injustiça protestam.
9. FIM DOS EXERCÍCIOS E TREINAMENTOS MILITARES CONJUNTOS
PAREM DE USAR NOSSOS PAÍSES PARA JOGOS DE GUERRA DOS EUA!
Os exercícios militares são demonstrações flagrantes de força, concebidas para projetar o poder das alianças militares lideradas pelos EUA. Esses exercícios aterrorizam as comunidades locais, destroem o meio ambiente, aumentam a violência contra mulheres locais e indígenas, sobrecarregam os recursos naturais, justificam a contínua poluição e o envenenamento dos oceanos e cursos d'água, afetando os meios de subsistência, e promovem as táticas letais das forças armadas mais violentas e agressivas do mundo, bem como as de seus aliados. Os Estados Unidos realizam milhares de exercícios por meio de seus comandos regionais, abrangendo todos os continentes, incluindo a Antártida.
PAREM COM O TREINAMENTO POLICIAL REALIZADO POR "ISRAEL"
As Forças de Ocupação Israelenses (FOI) participam de programas de intercâmbio com a polícia, a guarda de fronteira e as forças armadas dos EUA para compartilhar táticas de vigilância, deportação e detenção. Posteriormente, policiais e militares dos EUA treinam as forças armadas de outros países, como Indonésia, Honduras, Tadjiquistão, Coreia do Sul, Quênia e Bulgária, frequentemente sob o pretexto de programas relacionados ao combate ao terrorismo, ao narcotráfico e à cooperação internacional em segurança. Esse treinamento tem gerado preocupações sobre violações de direitos humanos e a militarização das forças policiais no exterior, bem como a potencial legitimação de regimes repressivos. Programas de intercâmbio militar promovem o uso de táticas letais de terrorismo de Estado sob o pretexto de combate ao terrorismo. As FOI exportam as táticas de vigilância da era do apartheid, que utilizam diariamente para oprimir os palestinos, para outros regimes fascistas, para aplicação contra suas populações mais oprimidas. Do movimento de libertação negra nos Estados Unidos à resistência palestina e ao crescente movimento da Geração Z no Quênia, esses programas estão sendo contestados e podem ser desmantelados por meio da solidariedade e da resistência em massa à violência de Estado e ao genocídio.
CANCELE RIMPAC!
Os exercícios Rim of the Pacific (RIMPAC) são os maiores exercícios militares marítimos conjuntos do mundo, realizados duas vezes por ano no território ocupado do Havaí. A oposição ao RIMPAC, que acontece no Havaí desde 1971, tem raízes em uma longa história de protestos do povo Kānaka Maoli, que vê a presença militar como uma continuação da ocupação colonial e luta contra a destruição ambiental, a aniquilação cultural e o deslocamento de comunidades indígenas. Em países participantes como Coreia do Sul, Japão, Filipinas e Austrália, também há resistência ao RIMPAC, com ativistas se manifestando contra a militarização do Pacífico e o papel das potências militares estrangeiras em minar a soberania, ao mesmo tempo que aumentam sua interoperabilidade para a guerra. Os Estados Unidos usam o RIMPAC para fortalecer as capacidades de 29 de seus aliados militares para travar guerras de agressão ao redor do mundo, em um contexto de crescente ameaça de guerra entre as principais potências militares. Por meio de testes de armas e guerras, empresas de defesa e corporações de combustíveis fósseis lucram bilhões de dólares. A RIMPAC causa destruição ambiental, violência contra as mulheres e grave negligência das necessidades diárias das pessoas em todo o mundo, promovendo guerras lideradas pelos EUA.
10. REPARAÇÕES, PURIFICAÇÃO E JUSTIÇA PARA AS VÍTIMAS DAS GUERRAS E DO MILITARISMO
JUSTIÇA PARA AS VÍTIMAS DO LEGADO NUCLEAR
A corrida armamentista nuclear equivale a uma guerra devastadora contra aqueles que vivem e trabalham ao longo de sua cadeia de produção e suprime. As armas nucleares, utilizadas pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, mataram mais de 140.000 pessoas em Hiroshima e mais de 60.000 em Nagasaki, com um total de mais de 200.000 mortes devido aos efeitos da exposição à radiação. O trauma afetará famílias por gerações. Os testes nucleares e a mineração de urânio deixaram um legado devastador nas comunidades, particularmente nos povos indígenas, que sofreram graves problemas de saúde, incluindo câncer e defeitos congênitos, devido à exposição à radiação e a experimentos médicos secretos conduzidos pelos militares dos EUA. Em alguns casos, a ocupação militar e os testes de mísseis continuam a infligir violência diária à população. A degradação ambiental causada por essas atividades também levou à contaminação de fontes de água, solo e ar, interrompendo modos de vida tradicionais, práticas econômicas e sistemas alimentares. Esses impactos representam uma ameaça existencial à sobrevivência de sua cultura. As comunidades afetadas lutam há muito tempo por justiça, exigindo reparações, indenizações e responsabilização pelos danos causados ao seu povo e às suas terras. Esses esforços evidenciam a luta contínua por reconhecimento e pelo direito à saúde e à justiça, visto que muitas dessas comunidades continuam a lutar contra a negligência governamental e o legado da profunda violência colonial contra seus corpos e terras, bem como contra as ameaças à sua própria existência. Jamais devemos esquecer o custo humano do horror das armas nucleares para as comunidades de marshalleses, hibakushas, argelinos, vítimas da precipitação radioativa, veteranos da limpeza, trabalhadores da produção de plutônio e povos indígenas devastados por armas nucleares. Devemos lutar ao lado deles pelo fim da guerra, da mineração e dos testes nucleares, e apoiar suas soluções para a remediação, a saúde e a soberania de suas comunidades.
REMOVER TODAS AS MUNIÇÕES NÃO DETONADAS DAS COMUNIDADES CIVIS
A presença de munições não detonadas (UXO, na sigla em inglês) em comunidades civis representa uma séria ameaça à segurança, frequentemente causando mortes e ferimentos, especialmente em regiões pós-conflito onde as guerras deixaram para trás resquícios perigosos. Comunidades em países como Laos, Camboja, Vietnã, Porto Rico, Líbano, Colômbia e muitos outros há muito lidam com o legado mortal da guerra, sofrendo grave negligência por parte de governos que não conseguiram abordar adequadamente os riscos representados pelas UXO. Em resposta, organizações locais e defensores internacionais continuam a lutar por esforços abrangentes de desminagem, incluindo a realização da limpeza pelas próprias comunidades, indenização adequada para as vítimas e maior responsabilização dos governos para garantir que essas comunidades possam viver livres da ameaça constante dos resquícios de guerra.
JUSTIÇA PARA AS MULHERES DE CONFORTO
As mulheres de conforto eram mulheres ou meninas forçadas à escravidão sexual por soldados japoneses, como parte de um sistema operado pelo Exército Imperial Japonês em territórios ocupados entre 1937 e 1945. Estima-se que 200.000 mulheres, principalmente da Coreia, China, Filipinas, Tailândia, Malásia e outros países ocupados durante a Segunda Guerra Mundial, foram escravizadas à força pelos militares japoneses para exploração sexual. Apesar de décadas de silêncio por parte do governo japonês, as sobreviventes lutam incansavelmente por justiça, exigindo pedidos formais de desculpas, reparações e reconhecimento. Além da Segunda Guerra Mundial, mulheres próximas às atuais bases militares americanas, particularmente em Okinawa, Japão, Filipinas e Coreia do Sul, também sofreram violência sexual, alimentando o ativismo contínuo por responsabilização e proteção. Esse legado de escravidão sexual moderna persiste no tráfico desenfreado de mulheres pobres e sem-terra para bases militares americanas e de outros países ao redor do mundo. Essas lutas contínuas destacam a interseção entre a violência sexual histórica e a atual contra as mulheres, à medida que as comunidades exigem justiça e o fim da impunidade militar.
11. PONHAM FIM À GUERRA ECONÔMICA, AOS BLOQUEIOS ALIMENTARES E ÀS SANÇÕES
RESISTA ÀS SANÇÕES ASSASSINAS E À GUERRA ECONÔMICA!
Os Estados Unidos impuseram unilateralmente sanções econômicas, financeiras, comerciais e de outras naturezas a indivíduos, organizações e mais de 40 países para forçar a conformidade com as políticas americanas, incluindo sanções extremas contra rivais e países que defendem sua soberania nacional, como Venezuela, Coreia do Norte, Cuba, Irã, Zimbábue, Eritreia, Rússia e China. Sob o pretexto de adotar uma abordagem mais "humana" em relação às ameaças percebidas aos interesses americanos, essas sanções constituem, essencialmente, outra forma de guerra que impõe punição coletiva a nações inteiras, prejudicando gravemente a população civil, especialmente aqueles que já vivem em situação de pobreza. As sanções impedem que os países acessem bens essenciais, como alimentos, vacinas, medicamentos, suprimentos médicos e recursos necessários para fornecer água potável, saneamento básico e assistência médica, fazendo com que as pessoas sofram e morram de desnutrição, fome e doenças evitáveis. Essas condições econômicas precárias geram caos social, que os Estados Unidos exploram para demonizar ainda mais os líderes desses países e justificar intervenções estrangeiras.
ACABEM COM O BLOQUEIO A CUBA!
Durante 65 anos após a vitória na guerra de libertação, Cuba sofre o bloqueio econômico mais longo do mundo. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o bloqueio tem como objetivo expresso provocar "insatisfação e dificuldades econômicas", "fome", "desespero" e "a derrubada do governo". Estima-se que Cuba tenha sofrido perdas econômicas de US$ 1,39 trilhão (ajustadas pela inflação), além da escassez de alimentos, combustível, suprimentos, equipamentos e matérias-primas para a fabricação de medicamentos. Apesar do bloqueio americano que dura décadas, o povo cubano demonstra grande resiliência por meio da criação de movimentos de massa, iniciativas de agricultura urbana, como a organopônica, para garantir a soberania alimentar, internacionalismo médico com o envio de médicos ao exterior em desafio ao controle econômico dos EUA, e esforços comunitários para desenvolver economias alternativas baseadas na solidariedade e na autossuficiência.
VAMOS PÔR FIM À EXPROPRIAÇÃO DE TERRAS MILITARIZADAS E AOS PLANOS DE PRIVATIZAÇÃO QUE ESTÃO SUFOCANDO OS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA DO POVO!O deslocamento forçado de terras em comunidades rurais é uma consequência generalizada da guerra, e as próprias guerras são frequentemente iniciadas para expandir a propriedade de terras por grandes corporações. Na Ucrânia, a ajuda ocidental para apoiar a agricultura tem sido condicionada a programas de ajuste estrutural que venderam mais de 200.000 lotes de terra pertencentes a pequenos agricultores para um punhado de oligarcas. A ajuda alimentar destinada a áreas devastadas pela guerra é canalizada por meio de burocratas ou empresários locais, garantindo que a população permaneça dependente de funcionários corruptos em vez de produção autossuficiente. Colonos sionistas destroem regularmente fazendas e pomares palestinos em incursões destinadas a tomar mais terras para anexação pelo Estado ocupante. Em Porto Rico, expropriações de terras militarizadas, como as de Vieques, onde a Marinha dos EUA ocupou grandes extensões da ilha para exercícios de bombardeio, devastaram ecossistemas e economias locais, enquanto planos de privatização pós-furacão, como a venda de serviços públicos, aprofundaram a desigualdade e deslocaram comunidades. No Quênia, as expropriações de terras apoiadas pelo Estado para projetos de infraestrutura e agronegócio, frequentemente impostas por meio de violência militar ou policial, desapropriaram comunidades indígenas como os Sengwer e Maasai, prejudicando seus meios de subsistência tradicionais em favor de interesses de elites e corporações. Em qualquer guerra, alimentos, recursos, o mar e a terra são fundamentais para a compreensão dos interesses daqueles que a travam.
12. COMBATER A MILITARIZAÇÃO DAS FRONTEIRAS E A CRIMINALIZAÇÃO DOS MIGRANTES
ELIMINAR AS CAUSAS REAIS DA MIGRAÇÃO FORÇADA
A guerra e a desestabilização econômica decorrentes da política econômica e externa dos EUA são os principais fatores que impulsionam a migração forçada, uma vez que nações poderosas exploram recursos e intervêm nas economias locais, deixando muitas populações empobrecidas e vulneráveis. Essa exploração gera pobreza generalizada, falta de oportunidades e instabilidade política, forçando as pessoas a fugirem de seus países de origem em busca de segurança e sustento, e as famílias a suportarem longas separações. Durante a migração, as pessoas enfrentam violência, extorsão, travessias de fronteira e travessias marítimas perigosas, e, consequentemente, xenofobia, ataques fascistas, negligência estatal e criminalização no país de acolhimento. As consequências desses problemas sistêmicos continuam a exacerbar o deslocamento, pois indivíduos e comunidades não têm outra escolha senão migrar para escapar das condições extremas criadas pela intervenção externa e pelo colapso econômico.
LUTAR PELO DIREITO DE RETORNO E PELA SEGURANÇA DOS REFUGIADOS DE ZONAS DE CONFLITO
A luta pelo direito de retorno e pela segurança dos refugiados em zonas de conflito evidencia como a guerra, a destruição de propriedades e a violência generalizada forçam as pessoas a fugir de seus lares em busca de segurança e estabilidade. O deslocamento em massa e a limpeza étnica na Palestina e em todo o Oriente Médio são resultado de décadas de ocupação, genocídio e roubo de terras. Migrantes e refugiados fogem da perseguição, da fome e da violência, sendo forçados a atravessar a selva colombiana, viajar no trem "A Besta" pelo México ou cruzar o perigoso Mediterrâneo em barcos superlotados; muitos são vítimas de tráfico humano, extorsão, sequestro ou sofrem doenças e ferimentos durante a jornada. Na África, guerras alimentadas pela exploração de recursos naturais, especialmente minerais, deslocaram milhões de pessoas, deixando refugiados expostos a condições precárias em campos ou ao longo de rotas migratórias perigosas. Refugiados e deslocados internos de zonas de conflito, desde palestinos impedidos de retornar à sua terra natal até sírios e sul-sudaneses que vivem em campos superlotados e com poucos recursos, enfrentam fome, epidemias e, por vezes, ataques fascistas diários. Essas pessoas continuam a lutar por reconhecimento, segurança e o direito de voltar para casa, buscando justiça e a libertação de suas terras ancestrais.
LUTAR CONTRA A DETENÇÃO, A DEPORTAÇÃO E A MILITARIZAÇÃO DAS FRONTEIRAS
Migrantes em todo o mundo estão travando uma resistência urgente contra ataques fascistas que criminalizam a migração e desumanizam aqueles que buscam segurança e oportunidades. Empresas que lucram com a deportação, como as empresas privadas de administração de prisões Geo Group, Core Civic e CCA, contribuem para o sofrimento contínuo dos migrantes, transformando vidas humanas em mercadorias para obter lucro. Os ataques militares fascistas contra migrantes se intensificaram globalmente, com a "máquina de deportação" de Trump impondo táticas brutais de detenção, separação familiar e deportação, enquanto persegue ativistas por defenderem os direitos dos migrantes. Da mesma forma, o governo Bukele em El Salvador usa a repressão militarizada para suprimir a migração e os ativistas, e, por toda a Europa, partidos de extrema-direita exploram os migrantes como bodes expiatórios, justificando políticas autoritárias através do medo e da xenofobia, criminalizando ainda mais a migração. Ativistas e comunidades em todo o mundo estão exigindo a libertação de todos os migrantes, o fim da separação familiar, o desmantelamento do regime militarizado nas fronteiras e a defesa da dignidade de todos os migrantes em sua luta por meios de subsistência e liberdade diante da violência e repressão do Estado.
13. INTERROMPA A PRODUÇÃO DE ARMAMENTOS DE ALTA TECNOLOGIA
DENUNCIE A MANIPULAÇÃO DOS PROGRAMAS DE PESQUISA E EDUCAÇÃO PELA INDÚSTRIA ARMAMENTISTA!
Os programas universitários em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês) contribuíram com entre 36% e 54% da pesquisa de armamentos para as forças armadas dos EUA desde 2016. Esses programas também têm sido alvo de empresas transnacionais de armamento, como Boeing, Lockheed Martin, Northrop Grumman e muitas outras, por meio de bolsas de estudo e estágios, como uma porta de entrada para a indústria bélica. Estudantes da classe trabalhadora, estudantes negros, mulheres e estudantes LGBTQ+ são particularmente visados em campanhas de recrutamento para construir as armas que destruirão a vida de seus concidadãos ao redor do mundo. Estudantes forçados a emigrar para países imperialistas devido à fuga de cérebros em seus países de origem são cooptados para carreiras em tecnologia, engenharia e ciência da computação e, em seguida, recrutados para usar tecnologias bélicas contra seus próprios povos. Programas educacionais voltados para o empoderamento coletivo e o benefício social estão sendo despriorizados em favor de programas pró-guerra que mantêm a máquina de guerra liderada pelos EUA em funcionamento e enriquecem os fabricantes de armas. Os jovens e estudantes, juntamente com os profissionais da indústria, constituem uma força poderosa para desmantelar e desmantelar todo o sistema de guerra.
PAREM O DESENVOLVIMENTO DE ARMAS PERIGOSAS E QUE GERAM DESPERDÍCIO!
Empresas de armamento nos Estados Unidos e em outras nações industrializadas estão desenvolvendo novas armas de guerra extremamente letais. Armas indiscriminadas, como gás fósforo branco e bombas de fragmentação, apesar de serem proibidas pela maioria dos países do mundo, são fabricadas, usadas e vendidas pelos Estados Unidos. Tecnologias como laser, inteligência artificial, computação quântica, biotecnologia, propulsão hipersônica e outros setores estão sendo desviadas de usos que beneficiariam a população e a sociedade, presas em uma espiral interminável de gastos militares. Empresas contratadas pela defesa investem centenas de milhões de dólares para comprar influência e tentar silenciar vozes pacifistas; no entanto, movimentos sociais continuam a exigir o fim desse perigoso desenvolvimento de armas e a priorização de gastos públicos para atender às necessidades humanas básicas. Nos últimos anos, as despesas com contratos militares dos EUA dispararam para mais de 400 mil milhões de dólares por ano, enquanto o financiamento federal para serviços sociais essenciais, como a habitação e a educação, sofreu um declínio acentuado, com alguns programas a registarem cortes orçamentais de até 20%. Um míssil Hellfire da Lockheed custa 150 000 dólares, enquanto se diz à população que não há dinheiro para ajuda alimentar, educação ou cuidados de saúde. Só em 2024, as despesas oficiais globais com a defesa ascenderam a 2,46 biliões de dólares, sendo muito provável que outros fundos destinados a fins militares não declarados representem um montante muito superior.
EXIGIMOS O DESARMAMENTO NUCLEAR DOS ESTADOS IMPERIALISTAS ATÉ SUA COMPLETA ABOLIÇÃO!
O programa de "modernização nuclear" dos Estados Unidos totaliza US$ 1,7 trilhão, com um arsenal atual de quase 5.500 ogivas nucleares. Se não for controlado, esse desenvolvimento de armas teve, e continuará a ter, consequências devastadoras para civis e para o planeta como um todo. Em janeiro de 2025, havia aproximadamente 12.121 ogivas nucleares em todo o mundo, e quase 90% delas pertenciam a apenas dois países: Estados Unidos e Rússia. Os Estados Unidos são o único país que usou armas nucleares contra pessoas em um ato de guerra, o que os torna um ator pouco confiável em negociações de desarmamento mútuo. A atual retórica imperialista mantém viva a demanda pela corrida armamentista nuclear. Um dos últimos tratados de não proliferação nuclear ainda em vigor, que permanece vigente há algum tempo, expira em 2026, sem garantia de que Trump e Putin o renovarão, criando, pela primeira vez desde a Guerra Fria, as condições para que os Estados Unidos não tenham limites para seu arsenal nuclear. Enquanto a principal potência imperialista mundial permanecer líder global no desenvolvimento de armas nucleares e mantiver uma retórica consistentemente provocativa em relação a seus rivais menos poderosos, nenhum Estado terá qualquer incentivo para se desarmar por medo de ceder novamente o controle global a uma potência monopolista nuclear. Os Estados Unidos mantêm o mundo refém com seu terrorismo nuclear, e todos os esforços devem ser direcionados para exigir seu desarmamento, defendendo simultaneamente o direito dos Estados menos poderosos de manterem seus arsenais nucleares defensivos até que o desarmamento americano abra caminho para a abolição total.
CHEGA DE JADC2, DA GUERRA DA "INTEROPERABILIDADE" E DO USO DE IA E SERVIÇOS EM NUVEM PELAS FORÇAS ARMADAS!
O Comando e Controle Conjunto em Todos os Domínios (JADC2) é a doutrina militar mais recente dos Estados Unidos e seus aliados. Ela se vangloria da "interoperabilidade" das operações de guerra em terra, mar, ar, espaço e ciberespaço, visando preparar-se para uma potencial guerra mundial com forças armadas em pé de igualdade com suas próprias capacidades tecnológicas, após décadas de operações de contrainsurgência e guerras contra estados com armamento inferior. Essa doutrina militar se baseia em enormes quantidades de dados e utiliza inteligência artificial para o gerenciamento de alvos, fornecida por meio de contratos lucrativos com grandes empresas de tecnologia como Google, Microsoft e Amazon Cloud. Pessoas do setor de tecnologia estão protestando contra o Projeto Nimbus, o contrato de US$ 1,2 bilhão concedido pelo Google e pela Amazon para fornecer serviços e infraestrutura de computação em nuvem ao estado de apartheid de Israel e suas forças armadas genocidas, para o primeiro genocídio impulsionado por IA. Apesar de líderes militares declararem que essas táticas são projetadas para preparar-se para uma futura guerra com estados rivais como a Rússia ou a China, os Estados Unidos e seus aliados as estão empregando atualmente. Isso levou a ataques implacáveis de inteligência artificial contra palestinos por parte de caças sionistas, "enxames" de drones em áreas rurais povoadas, testes de novos sistemas em exercícios militares que atingem comunidades civis e outros impactos destrutivos.
14. QUESTIONANDO AS PRIORIDADES MILITARES DOS EUA
VAMOS PARAR COM A GLORIFICAÇÃO DA GUERRA
A guerra e o militarismo, liderados pelos Estados Unidos, a força mais destrutiva do planeta, precisam de uma máscara para ocultar sua verdadeira natureza. Com o recrutamento militar em níveis historicamente baixos nos Estados Unidos e em muitos de seus aliados, os horrores da guerra tornam-se cada vez mais difíceis de ignorar na era das redes sociais. Um crescente movimento ativista se opõe às demonstrações aéreas e navais, que têm sido um método utilizado pelos militares para exibir suas armas e apresentá-las de forma atraente em eventos "para toda a família", numa tentativa de melhorar sua imagem. Recrutadores militares frequentemente montam operações nesses eventos para tirar proveito dessas demonstrações de maquinário bélico. Hollywood, videogames, brinquedos infantis e toda a indústria cultural imperialista dos EUA colaboram com o Pentágono. Há uma crescente crítica às corporações que literalmente chantageiam e subornam a indústria para obter controle sobre roteiros, promoção de produtos e a criação de jogos de guerra em realidade virtual em troca de financiamento e acesso a equipamentos e locações, transformando filmes em propaganda militarista para o Departamento de Defesa dos EUA.
EXIJA ALTERNATIVAS QUE BENEFICIEM AS PESSOAS
O presidente Trump prometeu um orçamento de defesa dos EUA de 1 bilião de dólares em 2026, ainda mais inflacionado pelos orçamentos de outros departamentos militarizados, como o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Energia, bem como por outras vertentes da burocracia militarizada dos EUA e dos seus governos aliados e fantoches em todo o mundo. Países de todo o mundo estão a seguir esta tendência de aumento vertiginoso das despesas militares, ao mesmo tempo que reduzem as despesas com a educação, os cuidados de saúde, as infraestruturas e outras necessidades sociais e serviços públicos. A guerra desenvolve uma indústria que é um dos maiores contribuintes para a crise climática. Os orçamentos de guerra nunca são elaborados no interesse do povo nem com o seu consentimento, enquanto o lobby da guerra, liderado pelas empresas de armamento, gastou mais de 50 milhões de dólares em candidatos políticos norte-americanos em 2024 para garantir que os seus interesses de especulação com a guerra fossem satisfeitos. Como resultado, milhões de pessoas passam fome, não têm habitação nem terra. Lutar por estas necessidades sociais exige lutar contra o sistema que dá prioridade ao militarismo.
LUTAR POR UM SISTEMA GLOBAL BASEADO NA PAZ JUSTA
O atual sistema de governo, voltado para o lucro e a guerra, nos Estados Unidos e em todo o mundo, é o principal obstáculo à paz mundial. Por mais efetivas que sejam as campanhas políticas reformistas, o sistema imperialista que sustenta o militarismo precisa ser contestado e reconstruído desde a base. Precisamos de justiça, equidade social e solidariedade entre os povos, incluindo o reconhecimento do direito à autodeterminação, à soberania econômica e alimentar e à autodefesa das nações e povos oprimidos contra a agressão e a violência reacionárias. Construamos a paz por meio de um desenvolvimento genuinamente sustentável, da criação de empregos e do bem-estar de nossas comunidades. Em última análise, a paz só pode ser alcançada por meio da soberania de todos os povos, conquistada através da libertação nacional e social para erradicar as causas profundas da guerra e do militarismo.
VAMOS ACABAR COM O RECRUTAMENTO MILITAR ABUSIVO
Exércitos repressivos ao redor do mundo utilizam culturas de agressão racistas, chauvinistas e misóginas para convencer jovens a se alistarem e lutarem, fomentando uma cultura de individualismo militarista em detrimento da solidariedade internacional. Eles mentem ou subornam com benefícios como bolsas de estudo ou treinamento que, muitas vezes, não lhes serão úteis na vida adulta. Jovens negros e de baixa renda, assim como aqueles de outras comunidades oprimidas, são especialmente vulneráveis a essas práticas. As forças armadas dos EUA atraem imigrantes para o alistamento como forma de obter cidadania, muitos dos quais enfrentam deportação ou ameaças do Estado. Muitos países impõem o serviço militar obrigatório a jovens que, desesperados para preencher suas fileiras, são forçados a se submeter ao recrutamento. O Corpo de Treinamento de Oficiais da Retaguarda (ROTC) e sua variante júnior (JROTC) preparam ideologicamente jovens para o serviço militar durante seus anos escolares. Soldados de países semicoloniais são arrastados por seus senhores imperialistas para lutar e morrer em guerras que não iniciaram nem desejaram. O militarismo rouba o futuro dos jovens e tenta transformá-los em peões sem mente através do tratamento abusivo por parte dos oficiais comandantes, impedindo-os de desobedecer ordens. Os jovens, o futuro da sociedade, não querem ser arrastados para as garras da máquina de guerra e, portanto, desempenham um papel fundamental na liderança do movimento de resistência.
APOIE A SAÚDE E O BEM-ESTAR DOS VETERANOS E DEMONSTRE SOLIDARIEDADE COM AQUELES QUE LUTAM EM SUAS PRÓPRIAS FILEIRAS!
Veteranos de forças armadas repressivas sofrem maus-tratos generalizados; somente nos Estados Unidos, existem mais de 33.000 veteranos sem-teto, demonstrando o pouco valor que os estados imperialistas e outros estados repressivos atribuem àqueles que lutam em suas guerras. Embora sejam publicamente "agradecidos" por arriscarem suas vidas no serviço militar, seu acesso a cuidados de saúde física e mental é sistematicamente prejudicado devido a cortes nos gastos públicos para acomodar orçamentos de guerra cada vez maiores. Muitos veteranos retornam do combate com justa indignação pelos crimes de guerra que foram forçados a cometer, mas são silenciados e submetidos à repressão estatal. Outros, corajosamente, se manifestam mesmo em serviço ativo e optam por desertar em vez de participar de crimes de guerra liderados pelos EUA.
CONSTRUINDO O MOVIMENTO E A AMPLA FRENTE UNIDA ANTI-IMPERIALISTA
A máquina de guerra liderada pelos EUA está na vanguarda do sistema imperialista há décadas, mas não é invencível e pode ser derrotada! Pode estar se tornando mais violenta e cruel, mas isso se deve unicamente ao seu crescente desespero pela sobrevivência. Pode se vangloriar de usar a tecnologia mais avançada em suas táticas, mas isso se deve ao fato de que nenhuma outra estratégia ou tática da máquina de guerra jamais conseguiu subjugar definitivamente os povos do mundo.
A máquina de guerra existe para manter a classe dominante no poder, e a maior ameaça a ela é o povo, que resiste ao militarismo desde o surgimento dos estados militaristas. Não importa quanto tempo leve ou quão imenso seja o sacrifício, o movimento por uma paz justa e duradoura triunfará!
Esta agenda descreve as principais lutas travadas em todo o mundo, os pontos críticos da guerra liderada pelos EUA que, quando atacados repetidamente e com a força combinada necessária, têm o poder de desestabilizar o sistema a ponto de levá-lo ao colapso, possibilitando assim a construção de uma paz justa e duradoura. Essas ações buscam demonstrar o impacto que cada aspecto da guerra liderada pelos EUA tem sobre a população, pois é precisamente na resistência a esses impactos diretos que se revela o verdadeiro poder do povo para transformar sua situação.
Cumprir os apelos da Agenda Antimilitarista significa unir-se a todos aqueles que sofrem os impactos da guerra e do militarismo. Os trabalhadores enfrentam o desemprego em massa, a inflação galopante e os cortes nos serviços sociais que acompanham toda economia de guerra, enquanto, simultaneamente, são os primeiros a serem recrutados para o serviço militar, recusam-se a carregar armas em navios, organizam greves de solidariedade com os povos que resistem à militarização e fortificam suas comunidades durante a agressão militar. Camponeses, agricultores e outras comunidades rurais resistem a sangrentas campanhas de contrainsurgência, bombardeios rurais e à destruição de seus meios de subsistência produtivos, defendendo suas terras e sistemas alimentares e liderando a linha de frente das lutas de libertação contra a agressão militar e o imperialismo. As mulheres lutam contra a violência sexual e o assédio por parte dos soldados, organizam suas comunidades, treinam a próxima geração de ativistas pela paz e até mesmo se juntam às fileiras dos combatentes da libertação. Os jovens combatem o declínio do acesso à educação e ao emprego, inspirando suas comunidades com energia e determinação e liderando a luta por um futuro pacífico. Os povos indígenas lutam por sua soberania, autodeterminação e pela expulsão de todas as operações militares agressivas de suas terras. Migrantes e refugiados se recusam a permanecer em silêncio e se unem aos povos de seus países de origem e de acolhimento na luta pela paz internacional. Professores, cientistas, artistas e outros profissionais se recusam a permitir que suas profissões sejam forçadas a servir à crescente militarização, enquanto outros sofrem demissões devido à crise contínua da economia de guerra, dedicando seus esforços ao movimento popular pela paz e utilizando suas habilidades em benefício do povo, não da máquina de guerra.
Os esforços conjuntos de todos esses setores, liderados pelas classes mais exploradas e pelos povos mais oprimidos pela militarização, formam uma ampla frente unida capaz de desafiar a guerra liderada pelos EUA até seus próprios fundamentos. A Agenda Antimilitarista do Movimento de Resistência à Guerra Liderada pelos EUA visa ser um roteiro para a construção dessa frente unida internacional em busca de uma paz justa e duradoura. Ao unir as lutas contra todos os aspectos da guerra e do militarismo liderados pelos EUA, podemos unir os próprios povos para confrontar a máquina de guerra e o sistema imperialista, desafiando diretamente sua existência. Somente com o fim do imperialismo as causas reais da guerra e do militarismo desaparecerão, e somente essa frente unida de todos os povos do mundo, conquistando sua libertação luta após luta em seus diferentes contextos, poderá pôr fim ao imperialismo.
Mais do que uma simples descrição de como a guerra e o militarismo liderados pelos EUA impactam os povos do mundo, a Agenda Antimilitarista é uma plataforma compartilhada que, por meio de organização diligente e luta corajosa, pode ajudar a construir o movimento por um mundo pacífico, um mundo sem guerra ou militarismo.
VIVA A SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL!
Abaixo, a Doutrina Monroe! América Latina e Caribe pertencem aos seus povos!
Adenda da AMA de 2026 sobre a América Latina e as Caraíbas
Este anexo ha sido desarrollado en consulta con varias organizaciones, miembros y aliados del Movimiento de Resistencia a la Guerra Dirigida por los EE.UU:
Apelo à Ação
Agradecimentos aos colaboradores:
Este adendo foi desenvolvido em consulta com várias organizações, membros e aliados do Movimento de Resistência à Guerra Liderada pelos EUA:
Trinbago for Palestine, Venezuela Explicada, Processo de Comunidades Negras, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (CEPASP), Dossiê Acre, Asamblea Popular Itinerante (API), Movimento de Mulheres Pela Paz na Palestina, Fórum Popular da Natureza (FPN), international League of People’s Struggles - Latin America, ILPS Bolivia, Zone of Peace Campaign, Black Alliance for Peace
Abaixo, a Doutrina Monroe! América Latina e Caribe pertencem aos seus povos!
O sequestro do Presidente Maduro e da Primeira Combatente Cília Flores pelos EUA, em 3 de janeiro de 2026, exacerbou os interesses políticos e econômicos dos EUA na América Latina e no Caribe (ALC). Este ato de agressão demonstra que os EUA já não estão nem mesmo fingindo participar da ordem internacional baseada em regras, estabelecida no período pós-Segunda Guerra Mundial. No entanto, o sequestro não se tratava apenas de ganhar controle sobre as ricas reservas de petróleo da Venezuela; foi também uma jogada para reivindicar domínio sobre toda a ALC. Documentos recentes dos EUA, como a Estratégia de Segurança Nacional de 2025 e a Estratégia de Defesa Nacional de 2026, expuseram descaradamente as reivindicações dos EUA sobre o "hemisfério ocidental". Os EUA deixaram claro que lutarão agressivamente contra qualquer "incursão hostil estrangeira", ou seja, contra qualquer país que ousar desafiar a dominação imperialista dos EUA na região, seja através de "melhores oportunidades de investimento" ou da solidariedade com países que lutam pela independência nacional.
A proclamada "reavaliação" de Trump sobre a postura militar hemisférica da América é essencialmente uma reação à crise profunda do imperialismo que aflige os EUA desde os anos 1970 e que se tornou muito mais aguda nas últimas duas décadas. Embora o capital monopolista dos EUA ainda seja o principal inimigo dos povos do mundo, sua posição global como principal imperialista está em declínio acelerado. A participação dos EUA na produção econômica global caiu de cerca de 40% em 1960 para aproximadamente metade desse valor hoje. Na América Latina, as participações dos EUA em investimentos e parcerias comerciais diminuíram drasticamente nas últimas duas décadas, especialmente à medida que os países recorrem à China em busca de acordos mais vantajosos. Atualmente, a China é o segundo maior parceiro comercial da América Latina, sendo os EUA o primeiro e a União Europeia o terceiro. De agosto de 2024 a agosto de 2025, a China foi responsável por 20,9% das exportações da ALC (excluindo o México), superando os EUA (16,4%) e a União Europeia (12,4%).
A história das dezenas de operações de intervenção dos EUA na América Latina e no Caribe é uma história baseada em morte, devastação, tortura e exploração impiedosa. A atual escalada dos EUA na América Latina marca um retorno à diplomacia canhoneira que caracterizou a colonização de nações estrangeiras pelos EUA no final do século XIX. Ela representa a mesma estratégia de Biden-Obama, mas com muito mais força bruta, implementação muito mais desesperada e sem sequer a fachada de respeito ao direito internacional. Obama, Biden e Bush buscaram e executaram mudanças de regime na América Latina, em lugares como Honduras e Haiti, para enfraquecer a influência de seus rivais na região. Trump, por sua vez, está promovendo a chamada "diplomacia comercial", usando ameaças e ações militares diretas contra a Venezuela, Cuba, México e outros países para forçar rivais para fora do território e eliminar a resistência popular e os governos independentes. Em outros casos, ele coopta as classes dominantes fascistas de países aliados, promovendo a agenda econômica dos EUA por meio de subornos econômicos ou força.
Na Venezuela, por exemplo, os EUA passaram de anos de guerra híbrida, travada por meio de sanções econômicas e guerra psicológica, para a intervenção direta. Esta invasão, que levou ao sequestro do Presidente Nicolás Maduro e da Primeira Combatente Cília Flores, teve como objetivo destruir a revolução bolivariana para conter a influência de rivais como China, Rússia e Irã, e resultou na morte de mais de 100 soldados venezuelanos e cubanos. Ao mesmo tempo, os EUA estão aumentando seu apoio a fantoches fascistas em outros lugares da América Latina, incluindo Bukele em El Salvador e Milei na Argentina, enquanto desestabilizam violentamente o Haiti, enviando armas para grupos paramilitares antipovo. Internamente, essas intervenções estrangeiras são acompanhadas por uma investida fascista contra migrantes dentro das fronteiras dos EUA. Os EUA continuam a ocupar Porto Rico e a usá-lo como ponta de lança em sua invasão da Venezuela; também ameaçam novas intervenções contra Cuba, à medida que aumentam seu regime de sanções, levando a ilha perto do colapso e a apagões generalizados por sua recusa em se curvar às ordens imperialistas.
Mas, à medida que os EUA intensificam sua agressão e guerra, a resistência do povo também aumenta, juntamente com a necessidade de solidariedade com ele. O Movimento de Resistência à Guerra Liderada pelos EUA está adicionando este adendo sobre a América Latina e o Caribe à Agenda Antimilitarista como uma ferramenta para a educação sobre as táticas de intervenção crescentes dos EUA na ALC. Mais fundamentalmente, no entanto, este adendo serve para destacar a resistência histórica e atual do povo ao desejo dos EUA de transformar esta região em um quintal que sustentaria os despojos imperialistas através da pilhagem dos recursos naturais da região e da exploração do trabalho de seu povo. A ALC tem sido, e continuará sendo, um bastião do anti-imperialismo, desde as vitoriosas revoluções bolivariana e cubana e a luta contra as ditaduras sanguinárias apoiadas pelos EUA no século XX, até a luta atual contra agentes fascistas que retornam ao poder e a luta pela terra indígena e camponesa.
Mãos Fora da América Latina e do Caribe: Parem de usar a Guerra às Drogas para expandir a presença militar na ALC e interferir em seus assuntos internos.
A longa "Guerra às Drogas" dos EUA tem servido por décadas como pretexto para a expansão militar e interferência na ALC. Desde a designação do narcotráfico como ameaça à segurança nacional por Nixon, passando pela teoria da narcoguerrilha de Reagan, até a atual estrutura de "guerra híbrida", as escaladas recentes estão sendo conduzidas sob o pretexto do combate às drogas e ao terrorismo, apelidado de "narcoterrorismo". A declaração de postura do SOUTHCOM de 2026 nomeia 13 organizações regionais como Organizações Terroristas Estrangeiras. Os EUA lançaram a "Operação Southern Spear", uma nova missão com o objetivo declarado de desmantelar redes de drogas que operam em toda a América Latina. A iniciativa dá um nome oficial e uma estrutura estratégica expandida a uma campanha que os militares dos EUA já vinham implementando na região. Este terror militar dos EUA incluiu bombardeios conjuntos dos EUA e do Equador a agricultores, rotulando-os como traficantes de drogas, e desaparecimentos generalizados de jovens equatorianos; a operação militar de 3 de janeiro que fez reféns o Presidente venezuelano Nicolás Maduro e a Primeira Combatente Cília Flores; a execução extrajudicial de mais de 100 pessoas através de ataques militares a barcos no Caribe e em águas do Pacífico; execuções no estilo militar de jovens peruanos acusados de tráfico de drogas; e as recentes ameaças de sequestrar o ex-presidente boliviano Evo Morales, que demonstram um padrão de intervenção militar direta.
Da mesma forma, no México, os EUA intensificaram suas operações da Guerra às Drogas contra os cartéis. Os EUA tiraram proveito do conflito armado entre cartéis de drogas, inserindo forças da CIA (como foi recentemente documentado quando dois agentes disfarçados da CIA morreram em um acidente de carro) e usando as operações antidrogas para desestabilizar e sustentar a agitação contra o governo progressista.
A violência associada aos cartéis mexicanos tem sido amplamente impulsionada pela demanda do mercado de drogas dos Estados Unidos, mas as medidas para controlá-la se concentram em reprimir a produção e o transporte no exterior. A guerra às drogas serve como contrainsurgência para atacar os movimentos de resistência popular por terra e justiça social. As comunidades-alvo são agredidas duas vezes: primeiro pela violência dos cartéis de drogas e segundo pela guerra às drogas apoiada pelo Estado.
O impulso para um Acordo sobre o Estatuto das Forças (SOFA) no Paraguai para permitir mais militares dos EUA, o treinamento em guerra na selva no Panamá e a tentativa de mudança constitucional do Equador para permitir bases estrangeiras confirmam que o verdadeiro objetivo dos EUA não é o controle de drogas ou qualquer tipo de segurança pública, uma vez que essas incursões apenas aumentaram os impactos nocivos do crime violento nas comunidades. Em vez disso, esta intensificação da Guerra às Drogas e da Guerra ao Terror está impondo uma Doutrina Monroe moderna para expandir o domínio geopolítico dos EUA na América Latina, através de uma política de extermínio, trazendo as forças militares para ação extrajudicial, expandindo bases militares formais e assumindo o controle de infraestruturas civis como portos, aeroportos e comunidades para o preparo militar para estas operações.
Os EUA recrutaram os militares da região como seus parceiros na aplicação militarizada internacional de drogas, incluindo aqueles que estão eles próprios implicados na corrupção de drogas. A estratégia de Trump empregou novamente os governos fantoches de direita latino-americanos e seus militares, expandindo sua força militar em todo o continente, aprofundando ainda mais a militarização. Por exemplo, no Equador, o presidente Daniel Noboa empregou uma repressão militarizada com violações generalizadas dos direitos humanos. As altas taxas de ocupação militar de aldeias indígenas, o uso de infraestrutura civil para preparar operações antidrogas e o sequestro militar, desaparecimento e assassinato de civis caracterizam a guerra às drogas do Equador apoiada pelos EUA. Comunidades relatam queixas de militares acampando em suas cidades e vivendo com imenso medo, dada a trágica taxa de 9.000 execuções extrajudiciais por ano, somando-se a 25 homicídios por dia no Equador.
Em última análise, a atual política de intervenção estrangeira e contrainsurgência militar no combate ao "narcoterrorismo" tem causado desestabilização generalizada e danos ao tecido social das comunidades. A verdadeira raiz da crise das drogas não está nos cartéis, que são um sintoma de uma economia desintegrada e de exportação, devido à desestabilização dos países através de intervenções militares ao longo de décadas e ao envolvimento da CIA no próprio plantio do tráfico de drogas. A atual crise neoliberal das economias, moldada pelas políticas comerciais dos EUA, programas de liberalização da reestruturação e dívida internacional a partir da década de 1980, levou à substituição do cultivo da produção agrícola sustentável pela produção de coca. Formas de controle de drogas, como o Plano Colômbia, espalharam glifosato pelo campo colombiano e destruíram as plantações, o que prejudicou a produtividade da terra.
O povo está resistindo a esta ofensiva militar e promovendo alternativas genuínas, como o programa de substituição de cultivos ilícitos (PNIS) na Colômbia, que centralizam a autonomia comunitária e acordos de paz humanitários que verdadeiramente promovem a autodeterminação e meios de subsistência sustentáveis, não a militarização. Se o povo da ALC puder controlar sua própria terra e produzir economias soberanas de produção e meios de subsistência estáveis para os camponeses sem terra, essa seria a maior contribuição para conter o perigoso tráfico de drogas.
Acabar com a intervenção dos EUA em eleições estrangeiras e derrotar aliados fascistas e fantoches apoiados pelos EUA.
O envolvimento mais recente dos EUA nas eleições políticas da América Latina faz parte de uma longa tradição de interferência, desde sanções econômicas até operações encobertas para derrubar governos. Hoje, os EUA estão intervindo nas eleições para impor uma onda de governos de direita, moldar a paisagem política e abrir caminho para os interesses econômicos dos EUA na ALC.
Na recente Conferência Anticartéis em março, o assessor de segurança da Casa Branca, Stephen Miller, disse que os Estados Unidos "não cederiam um centímetro de território neste hemisfério", descrevendo uma doutrina que se apoia em "poder duro, poder militar [e] força letal". Os EUA sabem como recrutar o elemento fascista da classe dominante e dos capitalistas burocratas dentro da América Latina para obter seu domínio sobre o Hemisfério Ocidental e estão usando uma série de eleições nacionais significativas para tentar eliminar qualquer resistência política nos governos. Devido ao estágio da crise do declínio dos EUA, eles estão procurando recrutar líderes latino-americanos e caribenhos fascistas leais aos EUA na guerra por rotas comerciais e recursos, à medida que sua hegemonia se torna contestada pela crescente influência da China no continente e pela resistência popular.
Após cerca de 10 anos dos chamados governos da "Maré Rosa" na América Latina, a direita fascista está se posicionando para tomar o poder na maioria dos países. No entanto, várias eleições importantes em 2026 são espaços contestados onde o povo está afirmando sua resistência a esta tendência. Em casos onde candidatos progressistas estão previstos para vencer, como Iván Cepeda na Colômbia, os EUA estão intervindo ativamente, criminalizando o presidente Gustavo Petro como parte dos cartéis de drogas, para tentar instalar fantoches comprometidos em facilitar a agenda de Trump.
No Brasil, diante do retorno do filho do ex-presidente fascista Jair Bolsonaro, a eleição em outubro determinará se o social-democrata Luiz Inácio Lula da Silva garantirá um novo mandato ou se a extrema-direita recuperará o poder.
Embora ambos os candidatos tenham entregue os minerais de terras raras do Brasil e feito acordos de investimento que beneficiam os imperialistas dos EUA, Bolsonaro mostrou que entregará o futuro de todo o país ao imperialismo dos EUA, enquanto Lula tem resistido às guerras comerciais de Trump e declarado apoio à defesa nacional contra o retorno da diplomacia canhoneira de Trump.
Na Bolívia, o principal aliado de Trump, Rodrigo Paz, está no cargo há menos de seis meses no momento desta redação; ele já sofreu um grande revés eleitoral e enfrentou enormes greves de trabalhadores em resposta à sua tentativa de eliminar os subsídios aos combustíveis. Durante as primeiras três semanas de maio, o povo boliviano travou greves nacionais massivas, particularmente entre mineiros, camponeses e povos indígenas, contra as reformas neoliberais do presidente Rodrigo Paz, exigindo sua renúncia. O Escudo das Américas tem sido empregado como uma ferramenta de contrainsurgência em todo o continente, onde Marco Rubio chamou esses manifestantes de terroristas e vândalos e apoiou as forças repressivas bolivianas, pedindo a "defesa do estado de direito", quando, na verdade, aqueles que protestam nas comunidades camponesas e indígenas são os cuidadores ancestrais e constitucionais da terra e dos recursos da Bolívia. Mas a guerra ativa da mídia dos EUA contra esta rebelião do Movimiento al Socialismo e os recentes planos de assassinar ou extraditar o ex-presidente Evo Morales são sinais claros de que os EUA estão alinhados com a direita fascista no país e interferirão ilegalmente na Bolívia para promovê-los.
O Haiti declarou que realizará sua primeira eleição geral em mais de uma década na segunda metade de 2026; no entanto, o país foi completamente desestabilizado por armas dos EUA. Esta crise tornou quase impossível o Haiti ter um governo funcional, com forças militares da ONU, Quênia, EUA e agora Chade intervindo constantemente na soberania haitiana.
Uma missão de segurança apoiada pela ONU está em andamento desde 2024, mas fez pouco para melhorar a segurança pública. A intervenção estrangeira corrói a democracia e a segurança da população haitiana, enquanto bilionários dos EUA lucram com contratos privados de segurança.
Na eleição presidencial do Chile, o progressista Gabriel Boric perdeu para José Antonio Kast, que expressou nostalgia pela ditadura militar de 17 anos do General Augusto Pinochet, apoiada pelos EUA. Mesmo antes de tomar posse, Kast foi convidado a se afiliar ao Escudo das Américas de Trump. No Peru, a candidata de extrema direita Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, está liderando as apurações em uma eleição marcada por ampla disseminação de notícias falsas e rotulação de candidatos e eleitores de esquerda como terrorista, após o impeachment e a detenção do presidente progressista Pedro Castillo e os casos de corrupção que afastaram Dina Boluarte do cargo.
Ao longo das décadas, os EUA apoiaram ditaduras, instalaram governos fantoches, realizaram operações de mudança de regime e inundaram a ALC com subornos, ameaças e operações militares. Esta intromissão no atual espaço eleitoral visa tentar moldar os governos regionais, da Maré Rosa de uma década atrás para um conjunto escolhido a dedo de fantoches dos EUA. No entanto, das revoltas na Bolívia às campanhas de defesa da terra no Brasil, o povo sempre resistiu a esses governos antipovo e continua a levantar o grito de "Yanki Fuera" (Fora, Yanki)!
Acabar com a expansão de instalações e bases militares dos EUA na América Latina e no Caribe: nossos países não são plataformas de lançamento para a guerra imperialista!
A Estratégia de Defesa Nacional dos EUA prevê uma presença militar mais permanente e em grande escala na região, incluindo exercícios e treinamentos contínuos e um impulso para abrir novas bases militares ou reabrir bases antigas.
Um caso-chave foi a operação de mudança de regime de 3 de janeiro na Venezuela, que exigiu a maior concentração de navios de guerra e forças no Caribe em gerações, e o uso de bases e infraestrutura civil em toda a região. Essa operação levou à concentração de ativos navais no Caribe, que no seu auge incluía oito contratorpedeiros, dois cruzadores de mísseis guiados, dois submarinos nucleares, o porta-aviões USS Gerald R. Ford e inúmeras embarcações de apoio. Estima-se que a Operação Southern Spear e a Operação Absolute Resolve, de 1º de agosto de 2025 a 31 de março de 2026, tenham custado pelo menos US$ 4,7 bilhões em fundos governamentais. A "Operação Absolute Resolve" envolveu mais de 150 aeronaves: caças, bombardeiros, plataformas de vigilância, aviões-tanque e drones lançados de pelo menos 20 bases em todo o Hemisfério Ocidental. Durante a concentração naval no Caribe, a maioria das forças dependia do porto civil de Ponce, no Haiti, como sua base principal. Eles também usaram infraestrutura civil para estacionar radares em Trinidad e Tobago. E os EUA trouxeram rapidamente a Estação Naval de Roosevelt Roads em Porto Rico de volta à ativa para apoiar seus jatos F-35 e alojar 15.000 soldados americanos que se preparavam para a invasão de Caracas.
Embora no papel os EUA reconheçam muito poucas bases militares na América Latina e no Caribe, os EUA desenvolveram acordos sobre o Estatuto das Forças (SOFA) ou acordos de acesso para operar forças americanas para implantação de equipamentos, treinamento e operações militares sem que bases formais dos EUA sejam estabelecidas em muitos países.
Novos acordos SOFA proliferaram no final de 2025 e início de 2026 para expandir maciçamente a presença de tropas, treinamento e preparação no continente. Somente em 2025, os EUA garantiram acordos militares com Paraguai, Equador, Peru e Trinidad e Tobago. Nestes acordos, os EUA também incluíram infraestrutura civil, como visto em Trinidad e Tobago, onde estações de radar e tropas dos EUA usando aeroportos serviram de fachada para operações, incluindo vigilância e preparação para bombardear a Venezuela. O Aeroporto Internacional de Comalapa, em El Salvador, tem visto atividade significativa de drones MQ-9 Reaper e canhoneiras AC-130J Ghost Rider operando no Pacífico oriental. Recentes operações de sobrevoo dos EUA e as chamadas operações de "extração humanitária" desrespeitam violentamente a soberania da Venezuela, uma medida firmemente rejeitada pelas massas populares.
Em março de 2026, o Paraguai aprovou uma medida de defesa para o uso temporário de tropas dos EUA em operações conjuntas. O projeto também dá aos EUA jurisdição criminal sobre os soldados americanos enquanto estiverem no país, promovendo uma política de impunidade preocupante. Em agosto de 2025, o Paraguai recebeu sua primeira venda militar estrangeira dos EUA: o radar de vigilância aérea terrestre de longo alcance AN/TPS-78 Advanced Capability (ADCAP) da Northrup Gruman. O Paraguai também recebeu um novo centro de dados de hiperescala para aumentar sua capacidade para operações cibernéticas e ser usado como um hub para novas interferências no continente.
Acordos recentes também incluíram a implantação "temporária" de tropas da força aérea dos EUA no Equador, apesar de os equatorianos terem rejeitado em referendo a construção de bases militares estrangeiras em novembro de 2025. O congresso do Peru também concedeu autoridade para implantar militares e agentes de inteligência dos EUA para operar armados no país, após um pedido da Casa Branca. Os EUA assinaram acordos semelhantes com a Guiana, a República Dominicana e o Panamá, enquanto outros países da região já foram atraídos para a concentração militar contra a Venezuela através de bases existentes dos EUA em Porto Rico, Honduras e Cuba, e hubs de vigilância em aeroportos de El Salvador, Aruba e Curaçao. Para os países que não estão de acordo com a Doutrina Monroe e os interesses dos EUA, a diplomacia canhoneira dos EUA é uma ameaça implícita de que os militares dos EUA estão bem próximos e prontos para usar a força se preciso.
A Estação Naval da Baía de Guantánamo continua ocupando ilegalmente Cuba, com capacidade para receber navios de guerra do tamanho de contratorpedeiros ou maiores. Os EUA estão financiando novas instalações, como uma guarda costeira na ilha protegida de Gorgona, no Pacífico, na Colômbia, sem consulta aos territórios indígenas ou aos conselhos comunitários afrodescendentes. Na Colômbia, em Palenquero, há um acordo para manutenção e treinamento de Blackhawk na Base Aérea Capitão Germán Olano Moreno.
Esta abordagem de vigilância policial eleva o envolvimento dos EUA de colaboração na repressão às drogas para uma aliança militar total, conforme discutido na seção sobre Guerra às Drogas, exemplificado pelas propostas Zonas de Operações Especiais (ZOSO) em Trinidad e Tobago, modeladas no sistema da Jamaica, onde a ZOSO se correlaciona com o aumento de execuções extrajudiciais pela polícia e militares.
O povo historicamente se levantou para defender a vida e os direitos territoriais das comunidades locais mais diretamente afetadas por todas as formas de instalações militares dos EUA. Décadas de organização expulsaram a Marinha dos EUA de Vieques e Culebra em Porto Rico, e os equatorianos se mobilizaram para derrotar referendos constitucionais que permitiriam a construção de bases militares dos EUA no território do Equador. Essas vitórias provam que uma América Latina verdadeiramente soberana, como Zona de Paz, sem bases estrangeiras ou policiamento internacional militarizado, é possível se lutarmos por ela.
Acabar com o financiamento e treinamento assassino dos EUA de milícias e governos fantoches contra Povos Indígenas e defensores da terra.
A América Latina continua sendo a região mais desigual do mundo em termos de posse da terra. Apenas 1,3% dos proprietários de terras controlam mais de 70% de todas as terras agrícolas, enquanto a grande maioria dos camponeses e trabalhadores rurais vive em lotes muitas vezes com menos de cinco hectares, lutando para sobreviver sem acesso a crédito e mercados dominados por culturas de monocultura. Esta concentração de terra é um produto direto da colonização, na qual grandes propriedade, sejam fazendas coloniais, plantações agroindustriais orientadas para a exportação ou tomadas de terra por empresas multinacionais, gozaram de proteção estatal, investimento em infraestrutura e vantagens legais, enquanto as comunidades camponesas e indígenas foram sistematicamente deslocadas e criminalizadas por cultivar a terra. Esta concentração extrema de terra cria uma reserva de trabalhadores rurais sem oportunidade e sem terra que não têm escolha senão trabalhar por baixos salários nas terras que seus ancestrais cultivaram por gerações.
Neste contexto, os EUA perpetuam um aparato financeiro assassino que arma milícias e governos fantoches os quais travam uma guerra contra Povos Indígenas e defensores da terra, impulsionada pela busca de minerais críticos como lítio, cobre, ouro e minerais de terras raras, essenciais para tecnologias militares, eletrônicos e a transição global para a energia verde. Os EUA fazem isso financiando armas, treinando forças estatais fascistas, forças de segurança privadas contratadas e milícias paramilitares, intervindo em eleições e apoiando regimes que concedem concessões de mineração após deslocar camponeses e comunidades indígenas. Este aparato legal e militar, enraizado na política fantoche de muitos países da América Latina, tem um legado direto na Escola das Américas, o centro de treinamento militar dos EUA que por décadas instruiu oficiais latino-americanos em doutrina de contrainsurgência e técnicas de tortura.
Através destes canais, as corporações multinacionais dos EUA estão financiando uma guerra contra os Povos Indígenas, conduzida por regimes fantoches que Washington arma e treina.
A América Latina é responsável por mais de 80% dos assassinatos de defensores da terra no mundo, com Colômbia, México e Brasil liderando as estatísticas. Esquemas climáticos como comércio de carbono, cap and trade e outros mecanismos baseados no mercado servem como a extensão "verde" deste mesmo aparato financeiro assassino, desviando recursos do povo que cultiva e cuida da terra, canalizando capital para indústrias extrativas, militarização e especulação financeira com a terra. Apoiados pelas mesmas instituições que lucram com a expropriação das terras, esses programas muitas vezes criminalizam a gestão ancestral, permitem a tomada de terras e recompensam os interesses das corporações transnacionais que financiaram a violência original.
Grandes corporações agroindustriais, como Cargill, Archer-Daniels-Midland (ADM) e outros conglomerados transnacionais atuantes nos setores de frutas, café, óleo de palma e soja, são beneficiárias diretas do comércio desigual e da desapropriação forçada de camponeses e povos indígenas. Isso acontece, primeiro, por meio da obtenção de terras e mão de obra baratas a partir de desapropriações forçadas, nas quais a violência paramilitar expulsa comunidades indígenas e camponesas para dar lugar a monoculturas voltadas à exportação. Em segundo lugar, por meio de acordos comerciais desiguais que criminalizam a agricultura familiar, eliminando tarifas sobre as exportações agrícolas industriais e mantendo barreiras sobre os grãos que os camponeses cultivam há séculos. Além disso, a agricultura contratual e as armadilhas financeiras prendem os agricultores em ciclos de dívida. Por fim, há a superexploração de trabalhadores rurais que, após sobreviverem ao deslocamento, acabam trabalhando de 12 a 16 horas por dia por salários de miséria, sem contratos ou equipamentos de segurança.
No entanto, apesar deste ataque implacável, os povos indígenas e camponeses continuam a defender sua terra. No Brasil, na bacia do rio Tapajós, as nações Munduruku, Apiaká, Kayapó e outros povos indígenas, juntamente com comunidades ribeirinhas camponesas, bloquearam fisicamente barcaças de mineração e as instalações da empresa norte-americana Cargill, e ocuparam agências federais para interromper os projetos de São Luiz do Tapajós e outras mega-barragens e mineração de ouro a céu aberto que teriam inundado cemitérios ancestrais e envenenado suas hidrovias vitais com mercúrio. Os trabalhadores agrícolas e os camponeses do estado do Pará mantêm vivo um legado forjado na resistência contra as expropriações de terras que foram permitidas pela ditadura militar no Brasil apoiada pelos Estados Unidos. As estratégias de resistencia incluem ocupações de terras, tribunais populares e educação de base para enfrentar a expropriação contínua. No interior da Colômbia, Equador e Bolívia, camponeses realizaram greves nacionais com centenas de milhares de participantes. E em toda a América Latina, camponeses e o povo reivindicam territórios tomados pela agroindústria e pela mineração através da ocupação. Enfrentando pistoleiros paramilitares armados com armas rastreadas até os EUA, esses movimentos e povos reivindicam e cultivam a terra.
Acabar com o chamado "Escudo das Américas".
O Escudo das Américas, uma coalizão anunciada em 7 de março de 2026 em Doral, Flórida, por Donald Trump juntamente com líderes latino-americanos de direita da Argentina, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago e o então presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, não é uma aliança genuína entre nações soberanas e independentes. Em vez disso, é um mecanismo liderado pelos EUA para exercer ainda mais os ditames dos EUA através de seus fantoches na América Latina.
O Escudo das Américas operacionaliza a estratégia do Hemisfério Ocidental de "recrutar e expandir" estabelecida na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA de 2025, que visa "recrutar" nações parceiras para controlar a migração e impedir os fluxos de drogas, enquanto "expande" a preeminência dos EUA usando operações militares para forçar a saída de seus concorrentes na região e garantir ativos estratégicos. Os líderes alinhados ao fascismo envolvidos nesta "aliança" estão dispostos a subordinar as forças de defesa latino-americanas aos interesses estratégicos de Washington, em vez de servir às necessidades dos povos da região. O Escudo das Américas tem seu precedente em uma longa e sangrenta história de intervenções dos EUA na América Latina através da narrativa da "guerra às drogas", desde os pactos anticomunistas da era da Guerra Fria, como o Pacto do Rio (1948), até as operações de contrainsurgência do Plano Colômbia (2000-2015) e da Iniciativa Mérida (2007-2021), fornecendo financiamento para equipamentos militares sob o pretexto da guerra às drogas, que apoiou os militares latino-americanos a cometer violações generalizadas dos direitos humanos, incluindo tortura, desaparecimentos e assassinatos apoiados pelo Estado. Todos têm consistentemente militarizado a região, protegido os interesses corporativos dos EUA e tentado erradicar os movimentos populares que resistem ao imperialismo dos EUA, e muitos, como o Escudo, sob o pretexto da guerra às drogas e do combate a ameaças externas aos países latino-americanos.
Tirem as mãos de Cuba e Venezuela! Defender a Soberania de Cuba e Venezuela!
Sendo os principais países da América Latina a desafiar a dominação dos EUA sobre os recursos, o povo e o território da região, enquanto também resistem à ofensiva imperialista mais ampla liderada pelos EUA, Cuba e Venezuela se tornaram os principais alvos de uma campanha crescente dos EUA contra os povos da América Latina e do Caribe.
Na Venezuela, essa escalada assumiu a forma de agressão militar direta. Em um ato flagrante de invasão, os EUA realizaram ataques contra áreas civis e militares de Caracas, a capital, bem como contra os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, matando mais de 100 pessoas. De acordo com testemunhos, as partes de Caracas que não foram bombardeadas foram atingidas por armas sonoras e térmicas, com aviões e helicópteros sobrevoando a região. Grande parte da população continua sofrendo traumas psicológicos decorrentes da invasão, e muitas mulheres perderam seus filhos durante o ataque. Após o ataque, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-combatente Cília Flores foram capturados e agora estão detidos ilegalmente em uma prisão de Nova York, enfrentando acusações fabricadas de "narcoterrorismo". Essas ações são o ponto culminante de uma guerra híbrida de décadas travada contra a Venezuela desde a vitória da Revolução Bolivariana em 1999. Por meio de sanções, tentativas de intervenção e guerra midiática, o imperialismo estadunidense tem atacado incessantemente não apenas o governo, mas toda a nação e seu povo. O governo Trump intensificou dramaticamente essa agressão durante seu primeiro mandato, impondo sanções devastadoras ao petróleo em 2019, reconhecendo unilateralmente o líder golpista Juan Guaidó como suposto "presidente interino" e congelando ativos estatais venezuelanos no exterior. Continuadas sob Biden, essas medidas paralisaram severamente a economia venezuelana, bloqueando o acesso a alimentos, medicamentos e produtos básicos, e sufocaram a capacidade do país de participar do comércio internacional.
Em Cuba, o governo Trump intensificou seu bloqueio criminoso ao assinar uma ordem executiva em 29 de janeiro, declarando emergência nacional e autorizando novas sanções econômicas a qualquer nação que comercializasse petróleo com a ilha. Essa medida ocorreu logo após as ações militares dos EUA na Venezuela, que historicamente era a principal fornecedora de petróleo de Cuba e foi forçada a interromper os envios à ilha. Além disso, os EUA apreenderam ilegalmente petroleiros suspeitos de navegar para Cuba, desde o Mar do Caribe até o Oceano Índico, e declararam nova guerra econômica contra qualquer Estado que negociar com Cuba. Essa imensa escalada do bloqueio de décadas desencadeou uma das crises energéticas mais graves da história de Cuba. Voos civis e comerciais foram limitados devido à escassez de combustível de aviação, enfraquecendo a liberdade de locomoção e a capacidade do país de importar mercadorias. Cortes de eletricidade afetaram residências particulares, escolas, hospitais e a produção econômica, elevando as dificuldades existentes a níveis sufocantes. No momento desta redação, os EUA também emitiram uma acusação contra Raúl Castro, ex-presidente de Cuba e ex-primeiro-secretário do Partido Comunista, uma estratégia semelhante à usada contra Maduro antes da invasão dos EUA à Venezuela.
Em ambos os casos, os ataques ocorrem como resposta à afirmação da soberania nacional da Venezuela e de Cuba, que transferem riqueza para seu povo, escolhem o caminho da independência e praticam a solidariedade internacional. Apesar do colapso econômico, da desvalorização de sua moeda, da inflação generalizada e de outros problemas econômicos e humanitários causados pelas sanções unilaterais dos EUA, a revolução bolivariana da Venezuela reorganizou a vida com as pessoas no centro, construindo comunas. Esses órgãos autônomos de abrangência nacional, enraizados na Revolução Bolivariana, coordenam a produção e a distribuição de alimentos, a ajuda mútua e a resposta a crises no nível local, ao mesmo tempo que servem como base política para a resistência popular. Essas estruturas amenizaram os piores impactos das sanções entre 2016 e 2021 e da crise da COVID-19. A Comuna El Maizal, uma das maiores comunas rurais autogeridas, com 28 conselhos comunais, produz alimentos, gerencia o trabalho coletivo e administra escolas de formação política e técnica.
Da mesma forma, o modelo socialista de Cuba produziu sucessos notáveis em saúde pública, esportes e educação. Entre suas conquistas na saúde pública estão brigadas médicas internacionais, pesquisa avançada, resposta a pandemias, atendimento a populações carentes, iniciativas de cooperação Sul-Sul e a maior proporção de médicos por paciente do mundo. Esses avanços representam um desafio direto à dominação dos EUA e servem como testemunho de por que Cuba e Venezuela continuam sendo alvos da escalada imperialista.
Fim à expansão sionista na América Latina
A agenda de guerra dos EUA na América Latina e no Caribe está cada vez mais entrelaçada com a expansão estratégica e militar do sionismo e de seus representantes na região, transformando a América Latina em um novo centro de cooperação de inteligência, extração de recursos e venda de armas para Israel. Essa nova frente de expansão sionista repete a natureza colonial de assentamento da sua ocupação na Ásia Ocidental, exemplificada pela crescente influência de Israel sobre os recursos naturais da Patagônia. Aproveitando incentivos de livre comércio e investimento sob o governo do presidente de extrema-direita da Argentina, Javier Milei, a empresa estatal israelense de água, Mekorotm que gerencia 80% dos recursos hídricos da Palestina e foi acusada de roubo sistemático de água dos palestinos, garantiu concessões sobre o abastecimento de água de treze províncias argentinas, concentradas principalmente na região andina rica em minerais. Empresas sionistas de armas e tecnologia também se infiltraram nas forças policiais locais por meio de parcerias de vigilância cibernética e contratos de segurança privada. A Argentina substituiu seus fuzis FAL tradicionais pelos fuzis israelenses Arad, enquanto o Peru adquiriu foguetes de artilharia PULS da Elbit Systems, armas desenvolvidas e "testadas" na Faixa de Gaza ocupada antes de serem exportadas. Lideres de estado fascistas e fantoches dos EUA abraçam abertamente a politica de apartheid sionista, como Jair Bolsonaro (presidente do Brasil de 2019 a 2022), que expandiu a cooperação de segurança com as forças militares israelenses e visitou o Muro das Lamentações ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, enquanto o presidente argentino Javier Milei, autodenominado "fanático por Israel", prometeu transferir a embaixada da Argentina para Jerusalém e declarou seu "compromisso inalterável com o Estado de Israel e seu povo na luta contra o terrorismo islâmico, pela paz e pela liberdade".
Apesar das tentativas sionistas de expandir sua influência, o movimento de solidariedade ao povo palestino cresceu exponencialmente na América Latina desde 7 de outubro de 2023. Milhares saíram às ruas de São Paulo pedindo o fim das relações diplomáticas e econômicas entre Brasil e Israel, e o governo de Lula encerrou parcerias militares com a entidade sionista. Na Colômbia, Gustavo Petro denunciou os crimes de Israel contra a humanidade e tomou medidas para romper totalmente os laços com o Estado sionista, proibindo o envio de grandes carregamentos de energia para a máquina de guerra israelense. Em Cuba e na Venezuela, o povo e seus governos revolucionários mantiveram seu apoio de longa data ao povo palestino e ao seu movimento revolucionário, desde o reconhecimento da Palestina como nação até a oferta de refúgio para aqueles que fogem das campanhas de massacre de Israel.
Este anexo ha sido desarrollado en consulta con varias organizaciones, miembros y aliados del Movimiento de Resistencia a la Guerra Dirigida por los EE.UU:
Apelo à Ação
- Mãos Fora da América Latina e do Caribe: Parem de usar a Guerra às Drogas para expandir a presença militar na ALC e interferir em seus assuntos internos.
- Acabar com a intervenção dos EUA em eleições estrangeiras e derrotar aliados fascistas e fantoches apoiados pelos EUA.
- Acabar com a expansão de instalações e bases militares dos EUA na América Latina e no Caribe: nossos países não são plataformas de lançamento para a guerra imperialista!
- Acabar com o financiamento e treinamento assassino dos EUA de milícias e governos fantoches contra Povos Indígenas e defensores da terra.
- Acabar com o chamado "Escudo das Américas".
- Tirem as mãos de Cuba e Venezuela! Defender a Soberania de Cuba e Venezuela!
- Fim à expansão sionista na América Latina
Agradecimentos aos colaboradores:
Este adendo foi desenvolvido em consulta com várias organizações, membros e aliados do Movimento de Resistência à Guerra Liderada pelos EUA:
Trinbago for Palestine, Venezuela Explicada, Processo de Comunidades Negras, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (CEPASP), Dossiê Acre, Asamblea Popular Itinerante (API), Movimento de Mulheres Pela Paz na Palestina, Fórum Popular da Natureza (FPN), international League of People’s Struggles - Latin America, ILPS Bolivia, Zone of Peace Campaign, Black Alliance for Peace
Abaixo, a Doutrina Monroe! América Latina e Caribe pertencem aos seus povos!
O sequestro do Presidente Maduro e da Primeira Combatente Cília Flores pelos EUA, em 3 de janeiro de 2026, exacerbou os interesses políticos e econômicos dos EUA na América Latina e no Caribe (ALC). Este ato de agressão demonstra que os EUA já não estão nem mesmo fingindo participar da ordem internacional baseada em regras, estabelecida no período pós-Segunda Guerra Mundial. No entanto, o sequestro não se tratava apenas de ganhar controle sobre as ricas reservas de petróleo da Venezuela; foi também uma jogada para reivindicar domínio sobre toda a ALC. Documentos recentes dos EUA, como a Estratégia de Segurança Nacional de 2025 e a Estratégia de Defesa Nacional de 2026, expuseram descaradamente as reivindicações dos EUA sobre o "hemisfério ocidental". Os EUA deixaram claro que lutarão agressivamente contra qualquer "incursão hostil estrangeira", ou seja, contra qualquer país que ousar desafiar a dominação imperialista dos EUA na região, seja através de "melhores oportunidades de investimento" ou da solidariedade com países que lutam pela independência nacional.
A proclamada "reavaliação" de Trump sobre a postura militar hemisférica da América é essencialmente uma reação à crise profunda do imperialismo que aflige os EUA desde os anos 1970 e que se tornou muito mais aguda nas últimas duas décadas. Embora o capital monopolista dos EUA ainda seja o principal inimigo dos povos do mundo, sua posição global como principal imperialista está em declínio acelerado. A participação dos EUA na produção econômica global caiu de cerca de 40% em 1960 para aproximadamente metade desse valor hoje. Na América Latina, as participações dos EUA em investimentos e parcerias comerciais diminuíram drasticamente nas últimas duas décadas, especialmente à medida que os países recorrem à China em busca de acordos mais vantajosos. Atualmente, a China é o segundo maior parceiro comercial da América Latina, sendo os EUA o primeiro e a União Europeia o terceiro. De agosto de 2024 a agosto de 2025, a China foi responsável por 20,9% das exportações da ALC (excluindo o México), superando os EUA (16,4%) e a União Europeia (12,4%).
A história das dezenas de operações de intervenção dos EUA na América Latina e no Caribe é uma história baseada em morte, devastação, tortura e exploração impiedosa. A atual escalada dos EUA na América Latina marca um retorno à diplomacia canhoneira que caracterizou a colonização de nações estrangeiras pelos EUA no final do século XIX. Ela representa a mesma estratégia de Biden-Obama, mas com muito mais força bruta, implementação muito mais desesperada e sem sequer a fachada de respeito ao direito internacional. Obama, Biden e Bush buscaram e executaram mudanças de regime na América Latina, em lugares como Honduras e Haiti, para enfraquecer a influência de seus rivais na região. Trump, por sua vez, está promovendo a chamada "diplomacia comercial", usando ameaças e ações militares diretas contra a Venezuela, Cuba, México e outros países para forçar rivais para fora do território e eliminar a resistência popular e os governos independentes. Em outros casos, ele coopta as classes dominantes fascistas de países aliados, promovendo a agenda econômica dos EUA por meio de subornos econômicos ou força.
Na Venezuela, por exemplo, os EUA passaram de anos de guerra híbrida, travada por meio de sanções econômicas e guerra psicológica, para a intervenção direta. Esta invasão, que levou ao sequestro do Presidente Nicolás Maduro e da Primeira Combatente Cília Flores, teve como objetivo destruir a revolução bolivariana para conter a influência de rivais como China, Rússia e Irã, e resultou na morte de mais de 100 soldados venezuelanos e cubanos. Ao mesmo tempo, os EUA estão aumentando seu apoio a fantoches fascistas em outros lugares da América Latina, incluindo Bukele em El Salvador e Milei na Argentina, enquanto desestabilizam violentamente o Haiti, enviando armas para grupos paramilitares antipovo. Internamente, essas intervenções estrangeiras são acompanhadas por uma investida fascista contra migrantes dentro das fronteiras dos EUA. Os EUA continuam a ocupar Porto Rico e a usá-lo como ponta de lança em sua invasão da Venezuela; também ameaçam novas intervenções contra Cuba, à medida que aumentam seu regime de sanções, levando a ilha perto do colapso e a apagões generalizados por sua recusa em se curvar às ordens imperialistas.
Mas, à medida que os EUA intensificam sua agressão e guerra, a resistência do povo também aumenta, juntamente com a necessidade de solidariedade com ele. O Movimento de Resistência à Guerra Liderada pelos EUA está adicionando este adendo sobre a América Latina e o Caribe à Agenda Antimilitarista como uma ferramenta para a educação sobre as táticas de intervenção crescentes dos EUA na ALC. Mais fundamentalmente, no entanto, este adendo serve para destacar a resistência histórica e atual do povo ao desejo dos EUA de transformar esta região em um quintal que sustentaria os despojos imperialistas através da pilhagem dos recursos naturais da região e da exploração do trabalho de seu povo. A ALC tem sido, e continuará sendo, um bastião do anti-imperialismo, desde as vitoriosas revoluções bolivariana e cubana e a luta contra as ditaduras sanguinárias apoiadas pelos EUA no século XX, até a luta atual contra agentes fascistas que retornam ao poder e a luta pela terra indígena e camponesa.
Mãos Fora da América Latina e do Caribe: Parem de usar a Guerra às Drogas para expandir a presença militar na ALC e interferir em seus assuntos internos.
A longa "Guerra às Drogas" dos EUA tem servido por décadas como pretexto para a expansão militar e interferência na ALC. Desde a designação do narcotráfico como ameaça à segurança nacional por Nixon, passando pela teoria da narcoguerrilha de Reagan, até a atual estrutura de "guerra híbrida", as escaladas recentes estão sendo conduzidas sob o pretexto do combate às drogas e ao terrorismo, apelidado de "narcoterrorismo". A declaração de postura do SOUTHCOM de 2026 nomeia 13 organizações regionais como Organizações Terroristas Estrangeiras. Os EUA lançaram a "Operação Southern Spear", uma nova missão com o objetivo declarado de desmantelar redes de drogas que operam em toda a América Latina. A iniciativa dá um nome oficial e uma estrutura estratégica expandida a uma campanha que os militares dos EUA já vinham implementando na região. Este terror militar dos EUA incluiu bombardeios conjuntos dos EUA e do Equador a agricultores, rotulando-os como traficantes de drogas, e desaparecimentos generalizados de jovens equatorianos; a operação militar de 3 de janeiro que fez reféns o Presidente venezuelano Nicolás Maduro e a Primeira Combatente Cília Flores; a execução extrajudicial de mais de 100 pessoas através de ataques militares a barcos no Caribe e em águas do Pacífico; execuções no estilo militar de jovens peruanos acusados de tráfico de drogas; e as recentes ameaças de sequestrar o ex-presidente boliviano Evo Morales, que demonstram um padrão de intervenção militar direta.
Da mesma forma, no México, os EUA intensificaram suas operações da Guerra às Drogas contra os cartéis. Os EUA tiraram proveito do conflito armado entre cartéis de drogas, inserindo forças da CIA (como foi recentemente documentado quando dois agentes disfarçados da CIA morreram em um acidente de carro) e usando as operações antidrogas para desestabilizar e sustentar a agitação contra o governo progressista.
A violência associada aos cartéis mexicanos tem sido amplamente impulsionada pela demanda do mercado de drogas dos Estados Unidos, mas as medidas para controlá-la se concentram em reprimir a produção e o transporte no exterior. A guerra às drogas serve como contrainsurgência para atacar os movimentos de resistência popular por terra e justiça social. As comunidades-alvo são agredidas duas vezes: primeiro pela violência dos cartéis de drogas e segundo pela guerra às drogas apoiada pelo Estado.
O impulso para um Acordo sobre o Estatuto das Forças (SOFA) no Paraguai para permitir mais militares dos EUA, o treinamento em guerra na selva no Panamá e a tentativa de mudança constitucional do Equador para permitir bases estrangeiras confirmam que o verdadeiro objetivo dos EUA não é o controle de drogas ou qualquer tipo de segurança pública, uma vez que essas incursões apenas aumentaram os impactos nocivos do crime violento nas comunidades. Em vez disso, esta intensificação da Guerra às Drogas e da Guerra ao Terror está impondo uma Doutrina Monroe moderna para expandir o domínio geopolítico dos EUA na América Latina, através de uma política de extermínio, trazendo as forças militares para ação extrajudicial, expandindo bases militares formais e assumindo o controle de infraestruturas civis como portos, aeroportos e comunidades para o preparo militar para estas operações.
Os EUA recrutaram os militares da região como seus parceiros na aplicação militarizada internacional de drogas, incluindo aqueles que estão eles próprios implicados na corrupção de drogas. A estratégia de Trump empregou novamente os governos fantoches de direita latino-americanos e seus militares, expandindo sua força militar em todo o continente, aprofundando ainda mais a militarização. Por exemplo, no Equador, o presidente Daniel Noboa empregou uma repressão militarizada com violações generalizadas dos direitos humanos. As altas taxas de ocupação militar de aldeias indígenas, o uso de infraestrutura civil para preparar operações antidrogas e o sequestro militar, desaparecimento e assassinato de civis caracterizam a guerra às drogas do Equador apoiada pelos EUA. Comunidades relatam queixas de militares acampando em suas cidades e vivendo com imenso medo, dada a trágica taxa de 9.000 execuções extrajudiciais por ano, somando-se a 25 homicídios por dia no Equador.
Em última análise, a atual política de intervenção estrangeira e contrainsurgência militar no combate ao "narcoterrorismo" tem causado desestabilização generalizada e danos ao tecido social das comunidades. A verdadeira raiz da crise das drogas não está nos cartéis, que são um sintoma de uma economia desintegrada e de exportação, devido à desestabilização dos países através de intervenções militares ao longo de décadas e ao envolvimento da CIA no próprio plantio do tráfico de drogas. A atual crise neoliberal das economias, moldada pelas políticas comerciais dos EUA, programas de liberalização da reestruturação e dívida internacional a partir da década de 1980, levou à substituição do cultivo da produção agrícola sustentável pela produção de coca. Formas de controle de drogas, como o Plano Colômbia, espalharam glifosato pelo campo colombiano e destruíram as plantações, o que prejudicou a produtividade da terra.
O povo está resistindo a esta ofensiva militar e promovendo alternativas genuínas, como o programa de substituição de cultivos ilícitos (PNIS) na Colômbia, que centralizam a autonomia comunitária e acordos de paz humanitários que verdadeiramente promovem a autodeterminação e meios de subsistência sustentáveis, não a militarização. Se o povo da ALC puder controlar sua própria terra e produzir economias soberanas de produção e meios de subsistência estáveis para os camponeses sem terra, essa seria a maior contribuição para conter o perigoso tráfico de drogas.
Acabar com a intervenção dos EUA em eleições estrangeiras e derrotar aliados fascistas e fantoches apoiados pelos EUA.
O envolvimento mais recente dos EUA nas eleições políticas da América Latina faz parte de uma longa tradição de interferência, desde sanções econômicas até operações encobertas para derrubar governos. Hoje, os EUA estão intervindo nas eleições para impor uma onda de governos de direita, moldar a paisagem política e abrir caminho para os interesses econômicos dos EUA na ALC.
Na recente Conferência Anticartéis em março, o assessor de segurança da Casa Branca, Stephen Miller, disse que os Estados Unidos "não cederiam um centímetro de território neste hemisfério", descrevendo uma doutrina que se apoia em "poder duro, poder militar [e] força letal". Os EUA sabem como recrutar o elemento fascista da classe dominante e dos capitalistas burocratas dentro da América Latina para obter seu domínio sobre o Hemisfério Ocidental e estão usando uma série de eleições nacionais significativas para tentar eliminar qualquer resistência política nos governos. Devido ao estágio da crise do declínio dos EUA, eles estão procurando recrutar líderes latino-americanos e caribenhos fascistas leais aos EUA na guerra por rotas comerciais e recursos, à medida que sua hegemonia se torna contestada pela crescente influência da China no continente e pela resistência popular.
Após cerca de 10 anos dos chamados governos da "Maré Rosa" na América Latina, a direita fascista está se posicionando para tomar o poder na maioria dos países. No entanto, várias eleições importantes em 2026 são espaços contestados onde o povo está afirmando sua resistência a esta tendência. Em casos onde candidatos progressistas estão previstos para vencer, como Iván Cepeda na Colômbia, os EUA estão intervindo ativamente, criminalizando o presidente Gustavo Petro como parte dos cartéis de drogas, para tentar instalar fantoches comprometidos em facilitar a agenda de Trump.
No Brasil, diante do retorno do filho do ex-presidente fascista Jair Bolsonaro, a eleição em outubro determinará se o social-democrata Luiz Inácio Lula da Silva garantirá um novo mandato ou se a extrema-direita recuperará o poder.
Embora ambos os candidatos tenham entregue os minerais de terras raras do Brasil e feito acordos de investimento que beneficiam os imperialistas dos EUA, Bolsonaro mostrou que entregará o futuro de todo o país ao imperialismo dos EUA, enquanto Lula tem resistido às guerras comerciais de Trump e declarado apoio à defesa nacional contra o retorno da diplomacia canhoneira de Trump.
Na Bolívia, o principal aliado de Trump, Rodrigo Paz, está no cargo há menos de seis meses no momento desta redação; ele já sofreu um grande revés eleitoral e enfrentou enormes greves de trabalhadores em resposta à sua tentativa de eliminar os subsídios aos combustíveis. Durante as primeiras três semanas de maio, o povo boliviano travou greves nacionais massivas, particularmente entre mineiros, camponeses e povos indígenas, contra as reformas neoliberais do presidente Rodrigo Paz, exigindo sua renúncia. O Escudo das Américas tem sido empregado como uma ferramenta de contrainsurgência em todo o continente, onde Marco Rubio chamou esses manifestantes de terroristas e vândalos e apoiou as forças repressivas bolivianas, pedindo a "defesa do estado de direito", quando, na verdade, aqueles que protestam nas comunidades camponesas e indígenas são os cuidadores ancestrais e constitucionais da terra e dos recursos da Bolívia. Mas a guerra ativa da mídia dos EUA contra esta rebelião do Movimiento al Socialismo e os recentes planos de assassinar ou extraditar o ex-presidente Evo Morales são sinais claros de que os EUA estão alinhados com a direita fascista no país e interferirão ilegalmente na Bolívia para promovê-los.
O Haiti declarou que realizará sua primeira eleição geral em mais de uma década na segunda metade de 2026; no entanto, o país foi completamente desestabilizado por armas dos EUA. Esta crise tornou quase impossível o Haiti ter um governo funcional, com forças militares da ONU, Quênia, EUA e agora Chade intervindo constantemente na soberania haitiana.
Uma missão de segurança apoiada pela ONU está em andamento desde 2024, mas fez pouco para melhorar a segurança pública. A intervenção estrangeira corrói a democracia e a segurança da população haitiana, enquanto bilionários dos EUA lucram com contratos privados de segurança.
Na eleição presidencial do Chile, o progressista Gabriel Boric perdeu para José Antonio Kast, que expressou nostalgia pela ditadura militar de 17 anos do General Augusto Pinochet, apoiada pelos EUA. Mesmo antes de tomar posse, Kast foi convidado a se afiliar ao Escudo das Américas de Trump. No Peru, a candidata de extrema direita Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, está liderando as apurações em uma eleição marcada por ampla disseminação de notícias falsas e rotulação de candidatos e eleitores de esquerda como terrorista, após o impeachment e a detenção do presidente progressista Pedro Castillo e os casos de corrupção que afastaram Dina Boluarte do cargo.
Ao longo das décadas, os EUA apoiaram ditaduras, instalaram governos fantoches, realizaram operações de mudança de regime e inundaram a ALC com subornos, ameaças e operações militares. Esta intromissão no atual espaço eleitoral visa tentar moldar os governos regionais, da Maré Rosa de uma década atrás para um conjunto escolhido a dedo de fantoches dos EUA. No entanto, das revoltas na Bolívia às campanhas de defesa da terra no Brasil, o povo sempre resistiu a esses governos antipovo e continua a levantar o grito de "Yanki Fuera" (Fora, Yanki)!
Acabar com a expansão de instalações e bases militares dos EUA na América Latina e no Caribe: nossos países não são plataformas de lançamento para a guerra imperialista!
A Estratégia de Defesa Nacional dos EUA prevê uma presença militar mais permanente e em grande escala na região, incluindo exercícios e treinamentos contínuos e um impulso para abrir novas bases militares ou reabrir bases antigas.
Um caso-chave foi a operação de mudança de regime de 3 de janeiro na Venezuela, que exigiu a maior concentração de navios de guerra e forças no Caribe em gerações, e o uso de bases e infraestrutura civil em toda a região. Essa operação levou à concentração de ativos navais no Caribe, que no seu auge incluía oito contratorpedeiros, dois cruzadores de mísseis guiados, dois submarinos nucleares, o porta-aviões USS Gerald R. Ford e inúmeras embarcações de apoio. Estima-se que a Operação Southern Spear e a Operação Absolute Resolve, de 1º de agosto de 2025 a 31 de março de 2026, tenham custado pelo menos US$ 4,7 bilhões em fundos governamentais. A "Operação Absolute Resolve" envolveu mais de 150 aeronaves: caças, bombardeiros, plataformas de vigilância, aviões-tanque e drones lançados de pelo menos 20 bases em todo o Hemisfério Ocidental. Durante a concentração naval no Caribe, a maioria das forças dependia do porto civil de Ponce, no Haiti, como sua base principal. Eles também usaram infraestrutura civil para estacionar radares em Trinidad e Tobago. E os EUA trouxeram rapidamente a Estação Naval de Roosevelt Roads em Porto Rico de volta à ativa para apoiar seus jatos F-35 e alojar 15.000 soldados americanos que se preparavam para a invasão de Caracas.
Embora no papel os EUA reconheçam muito poucas bases militares na América Latina e no Caribe, os EUA desenvolveram acordos sobre o Estatuto das Forças (SOFA) ou acordos de acesso para operar forças americanas para implantação de equipamentos, treinamento e operações militares sem que bases formais dos EUA sejam estabelecidas em muitos países.
Novos acordos SOFA proliferaram no final de 2025 e início de 2026 para expandir maciçamente a presença de tropas, treinamento e preparação no continente. Somente em 2025, os EUA garantiram acordos militares com Paraguai, Equador, Peru e Trinidad e Tobago. Nestes acordos, os EUA também incluíram infraestrutura civil, como visto em Trinidad e Tobago, onde estações de radar e tropas dos EUA usando aeroportos serviram de fachada para operações, incluindo vigilância e preparação para bombardear a Venezuela. O Aeroporto Internacional de Comalapa, em El Salvador, tem visto atividade significativa de drones MQ-9 Reaper e canhoneiras AC-130J Ghost Rider operando no Pacífico oriental. Recentes operações de sobrevoo dos EUA e as chamadas operações de "extração humanitária" desrespeitam violentamente a soberania da Venezuela, uma medida firmemente rejeitada pelas massas populares.
Em março de 2026, o Paraguai aprovou uma medida de defesa para o uso temporário de tropas dos EUA em operações conjuntas. O projeto também dá aos EUA jurisdição criminal sobre os soldados americanos enquanto estiverem no país, promovendo uma política de impunidade preocupante. Em agosto de 2025, o Paraguai recebeu sua primeira venda militar estrangeira dos EUA: o radar de vigilância aérea terrestre de longo alcance AN/TPS-78 Advanced Capability (ADCAP) da Northrup Gruman. O Paraguai também recebeu um novo centro de dados de hiperescala para aumentar sua capacidade para operações cibernéticas e ser usado como um hub para novas interferências no continente.
Acordos recentes também incluíram a implantação "temporária" de tropas da força aérea dos EUA no Equador, apesar de os equatorianos terem rejeitado em referendo a construção de bases militares estrangeiras em novembro de 2025. O congresso do Peru também concedeu autoridade para implantar militares e agentes de inteligência dos EUA para operar armados no país, após um pedido da Casa Branca. Os EUA assinaram acordos semelhantes com a Guiana, a República Dominicana e o Panamá, enquanto outros países da região já foram atraídos para a concentração militar contra a Venezuela através de bases existentes dos EUA em Porto Rico, Honduras e Cuba, e hubs de vigilância em aeroportos de El Salvador, Aruba e Curaçao. Para os países que não estão de acordo com a Doutrina Monroe e os interesses dos EUA, a diplomacia canhoneira dos EUA é uma ameaça implícita de que os militares dos EUA estão bem próximos e prontos para usar a força se preciso.
A Estação Naval da Baía de Guantánamo continua ocupando ilegalmente Cuba, com capacidade para receber navios de guerra do tamanho de contratorpedeiros ou maiores. Os EUA estão financiando novas instalações, como uma guarda costeira na ilha protegida de Gorgona, no Pacífico, na Colômbia, sem consulta aos territórios indígenas ou aos conselhos comunitários afrodescendentes. Na Colômbia, em Palenquero, há um acordo para manutenção e treinamento de Blackhawk na Base Aérea Capitão Germán Olano Moreno.
Esta abordagem de vigilância policial eleva o envolvimento dos EUA de colaboração na repressão às drogas para uma aliança militar total, conforme discutido na seção sobre Guerra às Drogas, exemplificado pelas propostas Zonas de Operações Especiais (ZOSO) em Trinidad e Tobago, modeladas no sistema da Jamaica, onde a ZOSO se correlaciona com o aumento de execuções extrajudiciais pela polícia e militares.
O povo historicamente se levantou para defender a vida e os direitos territoriais das comunidades locais mais diretamente afetadas por todas as formas de instalações militares dos EUA. Décadas de organização expulsaram a Marinha dos EUA de Vieques e Culebra em Porto Rico, e os equatorianos se mobilizaram para derrotar referendos constitucionais que permitiriam a construção de bases militares dos EUA no território do Equador. Essas vitórias provam que uma América Latina verdadeiramente soberana, como Zona de Paz, sem bases estrangeiras ou policiamento internacional militarizado, é possível se lutarmos por ela.
Acabar com o financiamento e treinamento assassino dos EUA de milícias e governos fantoches contra Povos Indígenas e defensores da terra.
A América Latina continua sendo a região mais desigual do mundo em termos de posse da terra. Apenas 1,3% dos proprietários de terras controlam mais de 70% de todas as terras agrícolas, enquanto a grande maioria dos camponeses e trabalhadores rurais vive em lotes muitas vezes com menos de cinco hectares, lutando para sobreviver sem acesso a crédito e mercados dominados por culturas de monocultura. Esta concentração de terra é um produto direto da colonização, na qual grandes propriedade, sejam fazendas coloniais, plantações agroindustriais orientadas para a exportação ou tomadas de terra por empresas multinacionais, gozaram de proteção estatal, investimento em infraestrutura e vantagens legais, enquanto as comunidades camponesas e indígenas foram sistematicamente deslocadas e criminalizadas por cultivar a terra. Esta concentração extrema de terra cria uma reserva de trabalhadores rurais sem oportunidade e sem terra que não têm escolha senão trabalhar por baixos salários nas terras que seus ancestrais cultivaram por gerações.
Neste contexto, os EUA perpetuam um aparato financeiro assassino que arma milícias e governos fantoches os quais travam uma guerra contra Povos Indígenas e defensores da terra, impulsionada pela busca de minerais críticos como lítio, cobre, ouro e minerais de terras raras, essenciais para tecnologias militares, eletrônicos e a transição global para a energia verde. Os EUA fazem isso financiando armas, treinando forças estatais fascistas, forças de segurança privadas contratadas e milícias paramilitares, intervindo em eleições e apoiando regimes que concedem concessões de mineração após deslocar camponeses e comunidades indígenas. Este aparato legal e militar, enraizado na política fantoche de muitos países da América Latina, tem um legado direto na Escola das Américas, o centro de treinamento militar dos EUA que por décadas instruiu oficiais latino-americanos em doutrina de contrainsurgência e técnicas de tortura.
Através destes canais, as corporações multinacionais dos EUA estão financiando uma guerra contra os Povos Indígenas, conduzida por regimes fantoches que Washington arma e treina.
A América Latina é responsável por mais de 80% dos assassinatos de defensores da terra no mundo, com Colômbia, México e Brasil liderando as estatísticas. Esquemas climáticos como comércio de carbono, cap and trade e outros mecanismos baseados no mercado servem como a extensão "verde" deste mesmo aparato financeiro assassino, desviando recursos do povo que cultiva e cuida da terra, canalizando capital para indústrias extrativas, militarização e especulação financeira com a terra. Apoiados pelas mesmas instituições que lucram com a expropriação das terras, esses programas muitas vezes criminalizam a gestão ancestral, permitem a tomada de terras e recompensam os interesses das corporações transnacionais que financiaram a violência original.
Grandes corporações agroindustriais, como Cargill, Archer-Daniels-Midland (ADM) e outros conglomerados transnacionais atuantes nos setores de frutas, café, óleo de palma e soja, são beneficiárias diretas do comércio desigual e da desapropriação forçada de camponeses e povos indígenas. Isso acontece, primeiro, por meio da obtenção de terras e mão de obra baratas a partir de desapropriações forçadas, nas quais a violência paramilitar expulsa comunidades indígenas e camponesas para dar lugar a monoculturas voltadas à exportação. Em segundo lugar, por meio de acordos comerciais desiguais que criminalizam a agricultura familiar, eliminando tarifas sobre as exportações agrícolas industriais e mantendo barreiras sobre os grãos que os camponeses cultivam há séculos. Além disso, a agricultura contratual e as armadilhas financeiras prendem os agricultores em ciclos de dívida. Por fim, há a superexploração de trabalhadores rurais que, após sobreviverem ao deslocamento, acabam trabalhando de 12 a 16 horas por dia por salários de miséria, sem contratos ou equipamentos de segurança.
No entanto, apesar deste ataque implacável, os povos indígenas e camponeses continuam a defender sua terra. No Brasil, na bacia do rio Tapajós, as nações Munduruku, Apiaká, Kayapó e outros povos indígenas, juntamente com comunidades ribeirinhas camponesas, bloquearam fisicamente barcaças de mineração e as instalações da empresa norte-americana Cargill, e ocuparam agências federais para interromper os projetos de São Luiz do Tapajós e outras mega-barragens e mineração de ouro a céu aberto que teriam inundado cemitérios ancestrais e envenenado suas hidrovias vitais com mercúrio. Os trabalhadores agrícolas e os camponeses do estado do Pará mantêm vivo um legado forjado na resistência contra as expropriações de terras que foram permitidas pela ditadura militar no Brasil apoiada pelos Estados Unidos. As estratégias de resistencia incluem ocupações de terras, tribunais populares e educação de base para enfrentar a expropriação contínua. No interior da Colômbia, Equador e Bolívia, camponeses realizaram greves nacionais com centenas de milhares de participantes. E em toda a América Latina, camponeses e o povo reivindicam territórios tomados pela agroindústria e pela mineração através da ocupação. Enfrentando pistoleiros paramilitares armados com armas rastreadas até os EUA, esses movimentos e povos reivindicam e cultivam a terra.
Acabar com o chamado "Escudo das Américas".
O Escudo das Américas, uma coalizão anunciada em 7 de março de 2026 em Doral, Flórida, por Donald Trump juntamente com líderes latino-americanos de direita da Argentina, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago e o então presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, não é uma aliança genuína entre nações soberanas e independentes. Em vez disso, é um mecanismo liderado pelos EUA para exercer ainda mais os ditames dos EUA através de seus fantoches na América Latina.
O Escudo das Américas operacionaliza a estratégia do Hemisfério Ocidental de "recrutar e expandir" estabelecida na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA de 2025, que visa "recrutar" nações parceiras para controlar a migração e impedir os fluxos de drogas, enquanto "expande" a preeminência dos EUA usando operações militares para forçar a saída de seus concorrentes na região e garantir ativos estratégicos. Os líderes alinhados ao fascismo envolvidos nesta "aliança" estão dispostos a subordinar as forças de defesa latino-americanas aos interesses estratégicos de Washington, em vez de servir às necessidades dos povos da região. O Escudo das Américas tem seu precedente em uma longa e sangrenta história de intervenções dos EUA na América Latina através da narrativa da "guerra às drogas", desde os pactos anticomunistas da era da Guerra Fria, como o Pacto do Rio (1948), até as operações de contrainsurgência do Plano Colômbia (2000-2015) e da Iniciativa Mérida (2007-2021), fornecendo financiamento para equipamentos militares sob o pretexto da guerra às drogas, que apoiou os militares latino-americanos a cometer violações generalizadas dos direitos humanos, incluindo tortura, desaparecimentos e assassinatos apoiados pelo Estado. Todos têm consistentemente militarizado a região, protegido os interesses corporativos dos EUA e tentado erradicar os movimentos populares que resistem ao imperialismo dos EUA, e muitos, como o Escudo, sob o pretexto da guerra às drogas e do combate a ameaças externas aos países latino-americanos.
Tirem as mãos de Cuba e Venezuela! Defender a Soberania de Cuba e Venezuela!
Sendo os principais países da América Latina a desafiar a dominação dos EUA sobre os recursos, o povo e o território da região, enquanto também resistem à ofensiva imperialista mais ampla liderada pelos EUA, Cuba e Venezuela se tornaram os principais alvos de uma campanha crescente dos EUA contra os povos da América Latina e do Caribe.
Na Venezuela, essa escalada assumiu a forma de agressão militar direta. Em um ato flagrante de invasão, os EUA realizaram ataques contra áreas civis e militares de Caracas, a capital, bem como contra os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, matando mais de 100 pessoas. De acordo com testemunhos, as partes de Caracas que não foram bombardeadas foram atingidas por armas sonoras e térmicas, com aviões e helicópteros sobrevoando a região. Grande parte da população continua sofrendo traumas psicológicos decorrentes da invasão, e muitas mulheres perderam seus filhos durante o ataque. Após o ataque, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-combatente Cília Flores foram capturados e agora estão detidos ilegalmente em uma prisão de Nova York, enfrentando acusações fabricadas de "narcoterrorismo". Essas ações são o ponto culminante de uma guerra híbrida de décadas travada contra a Venezuela desde a vitória da Revolução Bolivariana em 1999. Por meio de sanções, tentativas de intervenção e guerra midiática, o imperialismo estadunidense tem atacado incessantemente não apenas o governo, mas toda a nação e seu povo. O governo Trump intensificou dramaticamente essa agressão durante seu primeiro mandato, impondo sanções devastadoras ao petróleo em 2019, reconhecendo unilateralmente o líder golpista Juan Guaidó como suposto "presidente interino" e congelando ativos estatais venezuelanos no exterior. Continuadas sob Biden, essas medidas paralisaram severamente a economia venezuelana, bloqueando o acesso a alimentos, medicamentos e produtos básicos, e sufocaram a capacidade do país de participar do comércio internacional.
Em Cuba, o governo Trump intensificou seu bloqueio criminoso ao assinar uma ordem executiva em 29 de janeiro, declarando emergência nacional e autorizando novas sanções econômicas a qualquer nação que comercializasse petróleo com a ilha. Essa medida ocorreu logo após as ações militares dos EUA na Venezuela, que historicamente era a principal fornecedora de petróleo de Cuba e foi forçada a interromper os envios à ilha. Além disso, os EUA apreenderam ilegalmente petroleiros suspeitos de navegar para Cuba, desde o Mar do Caribe até o Oceano Índico, e declararam nova guerra econômica contra qualquer Estado que negociar com Cuba. Essa imensa escalada do bloqueio de décadas desencadeou uma das crises energéticas mais graves da história de Cuba. Voos civis e comerciais foram limitados devido à escassez de combustível de aviação, enfraquecendo a liberdade de locomoção e a capacidade do país de importar mercadorias. Cortes de eletricidade afetaram residências particulares, escolas, hospitais e a produção econômica, elevando as dificuldades existentes a níveis sufocantes. No momento desta redação, os EUA também emitiram uma acusação contra Raúl Castro, ex-presidente de Cuba e ex-primeiro-secretário do Partido Comunista, uma estratégia semelhante à usada contra Maduro antes da invasão dos EUA à Venezuela.
Em ambos os casos, os ataques ocorrem como resposta à afirmação da soberania nacional da Venezuela e de Cuba, que transferem riqueza para seu povo, escolhem o caminho da independência e praticam a solidariedade internacional. Apesar do colapso econômico, da desvalorização de sua moeda, da inflação generalizada e de outros problemas econômicos e humanitários causados pelas sanções unilaterais dos EUA, a revolução bolivariana da Venezuela reorganizou a vida com as pessoas no centro, construindo comunas. Esses órgãos autônomos de abrangência nacional, enraizados na Revolução Bolivariana, coordenam a produção e a distribuição de alimentos, a ajuda mútua e a resposta a crises no nível local, ao mesmo tempo que servem como base política para a resistência popular. Essas estruturas amenizaram os piores impactos das sanções entre 2016 e 2021 e da crise da COVID-19. A Comuna El Maizal, uma das maiores comunas rurais autogeridas, com 28 conselhos comunais, produz alimentos, gerencia o trabalho coletivo e administra escolas de formação política e técnica.
Da mesma forma, o modelo socialista de Cuba produziu sucessos notáveis em saúde pública, esportes e educação. Entre suas conquistas na saúde pública estão brigadas médicas internacionais, pesquisa avançada, resposta a pandemias, atendimento a populações carentes, iniciativas de cooperação Sul-Sul e a maior proporção de médicos por paciente do mundo. Esses avanços representam um desafio direto à dominação dos EUA e servem como testemunho de por que Cuba e Venezuela continuam sendo alvos da escalada imperialista.
Fim à expansão sionista na América Latina
A agenda de guerra dos EUA na América Latina e no Caribe está cada vez mais entrelaçada com a expansão estratégica e militar do sionismo e de seus representantes na região, transformando a América Latina em um novo centro de cooperação de inteligência, extração de recursos e venda de armas para Israel. Essa nova frente de expansão sionista repete a natureza colonial de assentamento da sua ocupação na Ásia Ocidental, exemplificada pela crescente influência de Israel sobre os recursos naturais da Patagônia. Aproveitando incentivos de livre comércio e investimento sob o governo do presidente de extrema-direita da Argentina, Javier Milei, a empresa estatal israelense de água, Mekorotm que gerencia 80% dos recursos hídricos da Palestina e foi acusada de roubo sistemático de água dos palestinos, garantiu concessões sobre o abastecimento de água de treze províncias argentinas, concentradas principalmente na região andina rica em minerais. Empresas sionistas de armas e tecnologia também se infiltraram nas forças policiais locais por meio de parcerias de vigilância cibernética e contratos de segurança privada. A Argentina substituiu seus fuzis FAL tradicionais pelos fuzis israelenses Arad, enquanto o Peru adquiriu foguetes de artilharia PULS da Elbit Systems, armas desenvolvidas e "testadas" na Faixa de Gaza ocupada antes de serem exportadas. Lideres de estado fascistas e fantoches dos EUA abraçam abertamente a politica de apartheid sionista, como Jair Bolsonaro (presidente do Brasil de 2019 a 2022), que expandiu a cooperação de segurança com as forças militares israelenses e visitou o Muro das Lamentações ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, enquanto o presidente argentino Javier Milei, autodenominado "fanático por Israel", prometeu transferir a embaixada da Argentina para Jerusalém e declarou seu "compromisso inalterável com o Estado de Israel e seu povo na luta contra o terrorismo islâmico, pela paz e pela liberdade".
Apesar das tentativas sionistas de expandir sua influência, o movimento de solidariedade ao povo palestino cresceu exponencialmente na América Latina desde 7 de outubro de 2023. Milhares saíram às ruas de São Paulo pedindo o fim das relações diplomáticas e econômicas entre Brasil e Israel, e o governo de Lula encerrou parcerias militares com a entidade sionista. Na Colômbia, Gustavo Petro denunciou os crimes de Israel contra a humanidade e tomou medidas para romper totalmente os laços com o Estado sionista, proibindo o envio de grandes carregamentos de energia para a máquina de guerra israelense. Em Cuba e na Venezuela, o povo e seus governos revolucionários mantiveram seu apoio de longa data ao povo palestino e ao seu movimento revolucionário, desde o reconhecimento da Palestina como nação até a oferta de refúgio para aqueles que fogem das campanhas de massacre de Israel.